segunda-feira, 28 de maio de 2007

É isso aí

Melhor incentivo que eu já recebi para não desistir de uma viagem por falta de grana:

"Dinheiro eu não vou ter nunca mesmo, então vamos lá."

quinta-feira, 24 de maio de 2007

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Na mesa ao lado

- Eu falo com as mãos, não posso ficar segurando a tua.
- O meu passado já aconteceu e ele não vai mudar. Nem eu vou negar o que aconteceu só porque te incomoda.
- Vamos ter que mudar algumas coisas, eu preciso de umas noites sozinho, tu me sufoca, eu gosto de ficar sozinho refletindo.
- Eu não quero mais saber de tu me ligando aos gritos no telefone.
- Tu teve todas as chances do mundo e não valorizou.
- Inseguro? Tu não me emprestou a chave do apartamento enquanto tava fora com medo que eu levasse alguém lá pra transar. E depois sou eu o inseguro?


Ah, são complicadas as mulheres, não?
Só que nesse caso, a discussão era entre dois (literalmente) barbudos.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Com o perdão da analogia

Faxineira é que nem cachorro. Escolhe uma única pessoa na casa para reconhecer e respeitar como "chefe". E se o escolhido foi o homem da casa... a merda tá feita.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Ó senhor dai-me paciência

Diálogos de hoje

- Quem fala?
- É o Thiago.
- Oi Thiago, aqui quem fala é a arquiteta Kelen de Porto Alegre.
- Pois não Elen, pode falar.
.:.
- Quem fala?
- É a Luana.
- Oi Luana, aqui quem fala é a arquiteta Kelen de Porto Alegre.
- Pois não Keli, pode falar.

.:.
- Quem fala?
- É a Andréia.
- Oi Andréia, aqui quem fala é a arquiteta Kelen de Porto Alegre.
- Pois não Débora, pode falar.

Meu próximo curso será de dicção, já que eu não posso sair por aí distribuindo aparelhos de surdez.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

A traição

Esses dias em trocas de comentários no blog da Dani, as falas de Paraíso Tropical vieram a tona. E eu, que não tenho assistido muita novela, tive a sorte de presenciar a Sra. Ana Luísa Cavalcanti dando o esporro do século no ex-maridão. E confesso, deu gosto de ver. Pra completar, nesse fim de semana, dou de cara com esta crônica do David Coimbra. Sensacional. Fora a parte do Bibs e do Chicabom que garanto que se a Marcinha lê, passa um belo corretivo nele.

O Tony Ramos traiu a mulher dele. Na novela, isso. Antes de prosseguir, quero deixar bem claro que não assisto novela. Pelo seguinte: preconceito intelectual. Acho perda de tempo, novela. Portanto, só sei que o tio Tony traiu a mulher dele por passar vez ou outra em frente à TV ligada aqui da Redação ou em frente à lá de casa, quando a Marcinha está vendo. Na cena da traição, eu cruzava pela sala e ouvi a Marcinha gemer com raiva:
- Des... gra... çaaado!
Parei. Lá estava o peludo Tony, de cueca samba-canção e camisa social, flagrado pela esposa, que lhe passava uma descompostura. A Marcinha, sentada no sofá, cerrava os punhos, rilhava os dentes, de seus olhos verdes faiscava a fúria da indignação. Ela torcia, obviamente, pela infelicidade do já infeliz Tony. O autor da novela, é certo, pretendia despertar esse exato sentimento. Porque o desenrolar da trama atendeu à gana da Marcinha e, provavelmente, das demais telespectadoras. Tony não apenas sofreu a humilhação de ser pego de cuecas, como a esposa o xingou e o esbofeteou. Pior: a amante era a Maria Fernanda Cândido, que também trabalhava como secretária de Tony. Pois ele a demitiu, rompeu com ela e a despejou do apartamento que, suponho, lhe pagava. Mesmo assim, a legítima esposa não o perdoou e ainda o besuntou com um sermão que nenhuma inspetora do SOE seria capaz de urdir. A Marcinha uivava, entre dentes: - Rua! Rua!!! RUAAAA!!!
Pensei até ouvir uma gargalhada malévola. O telefone tocou. Era a mãe dela, ganindo do outro lado da linha:
- Viu que tapa bem dado? Viu???
Fiquei assustado. Mais tarde, o susto se transformou em pavor. Testemunhei uma roda de mulheres falando sobre o assunto. Elas repetiam palavra por palavra o discurso de reproche feito pela esposa traída, congratulavam-se pela desventura do triste Tony (bem feito!, bem feito!), vibravam porque a amante também havia se dado mal, e faziam todos esses comentários com ódio. Sim, era o feio sentimento do ódio que as motivava. Elas espumavam feito Hitlers, elas rugiam como o mar encapelado da Praia Brava, elas cerravam os punhos macios. Elas sentiam-se, de alguma forma, vingadas por todos os ultrajes que todos os homens já cometeram contra as mulheres algum dia. Foi uma catarse pública, esse capítulo da novela. Foi também uma revelação. Quanto ressentimento habita no peito das mulheres do século 21. Quanta amargura.
Será que elas não vêem que uma pequena infidelidade não representa nada de importante para nós, homens? Será que elas não percebem que, às vezes, sexo, para nós, não passa de diversão? Que não tem mais conseqüência do que, sei lá, comer um Bibs ou um Chicabom? Com a vantagem de que não engorda.
Além disso, será que elas não viram que Tony, o miserável Tony flagrado dentro de suas cuecas, traía a esposa, sim, mas com a Maria Fernanda Cândido? A Maria Fernanda Cândido, pô! Isso não atenua nada? Isso nada diz ao coração pétreo das mulheres do século 21? Quanta insensibilidade. Quanta incompreensão. Em que século vivemos!
(David Coimbra)

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Terminou?

Sabe aquela sensação depois do fim de uma piada ou história que quando te contaram ou aconteceu tu achou simplesmente s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l, mas aí tu resolveu contar, terminou de contar, ninguém riu e então tu arremata com aquela frase explicativa "na hora foi tri engraçado". Pois é.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Moderato

Surge então aquele e-mail falando que batom tem chumbo, e chumbo é cancerígeno, logo, voltemos à manteiga de cacau. Aproveitamos o ensejo para falar de desodorantes:

- Esses roll on que tem por aí causam câncer, por causa do alumínio.
- E aerosol faz mal pra camada de ozônio.
- O negócio é usar aqueles mais comuns, em spray, aí não dá nada.
- Dá sim. Dá asa.

terça-feira, 8 de maio de 2007

São Feriadão

Vou encomendar um desses para chegar lá em casa sexta-feira e vou passar o dia todo esparramada nele. Inclusive vou apelidar ele de São Galvão,o santo protetor dos trabalhadores da construção civil e o mais novo proclamador de feriadão.



Incontrolável

Acreditam que uma pessoa entra num ônibus, com um objeto embalado em plástico bolha e, ignorando todos os outros passageiros e os olhares fulminantes que recebia, vai do início ao fim do seu trajeto estourando todas as suas bolhinhas? Pois se essa pessoa não fosse eu mesma eu juro que matava!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Direitos autorais

Sempre me irrito quando recebo e-mails com autoria errada em poemas, crônicas ou seja lá o que for. Tem um, que volta e meia reaparece e que dizem ser do Carlos Drummond de Andrade que usa termos que nem um Millôr inspiradíssimo usaria. Recebi então hoje (renascido das cinzas) o texto Mude. Já ia responder corrigindo a pessoa que me enviou e que dava a autoria ao Pedro Bial (?), dizendo que não era de Pedro Bial nenhum, que era da Clarice Lispector ora essa. Fui confirmar se minha memória não estava (pra variar) falhando e dei de cara com o escândalo de anos atrás sobre o tal texto. Ah se eu descubro que venderam um texto meu por 40 mil dólares...