segunda-feira, 29 de junho de 2009

Contagens regressivas

Faltam 2 dias pra final da Copa do Brasil, 6 dias pra eu ver o Jorge Drexler, 10 dias pra eu ir pra São Paulo, 13 dias pra mais uma corrida, 14 dias pra eu voltar de São Paulo, 23 dias pra eu me despedir do Beira Rio este ano, 25 dias pra eu parar de trabalhar, 29 dias pra minha festa de despedida. E falta 1 mês pra eu ir pra Barcelona. 

Por favor, não me venham com "um mês passa voando" porque eu ainda não sei se eu quero que este mês voe ou rasteje.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Pablo Horácio

Um dia eu quero um time com 11 Guiñazus. Tá. Podem ser só 10, vou poupar o Lauro.














(Se depois de fazer o que ele faz em campo, ele ainda chega em casa e satisfaz a mulher dele, esse argentino não existe.)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Tim-tim

Tudo começou na hora do brinde. Olhei para os copos e me dei conta das diferenças. Um suco, uma caipira, uma cerveja clara, uma cerveja escura e uma taça de vinho. Cinco pessoas que se conhecem há quinze anos e que fora o fato de serem todas arquitetas, se encontrarem quase que semanalmente e estarem ali sentadas na mesma mesa, tem as vidas das mais variadas. Passado, maridos, filhos, pedidos de casamento, viagens, sexo, ex-namorados, futebol, aventuras, desventuras, futuro. E cada uma vai se divertindo ou se comovendo com a vida da outra. E o mais engraçado: cada uma fica com uma pontinha de inveja e sempre consegue achar a grama da vizinha um pouco mais verde que a sua. Que seja. Um brinde a grama da vizinha.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Mi casa es su casa.














Tengo un barrio.
Tengo vicinos del Pakistan.
Tengo una casa.
Tengo una silla en la terraza.
Tengo ganas de ir!!!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Não se reprima

"Este é um blog feito por mulheres assumidamente livres. Mulheres que até muito pouco tempo brigavam consigo mesmas, com a balança, com o espelho, com o mundo. Mas que decidiram assumir uma atitude positiva diante da vida. Não são mulheres perfeitas. Longe disso. São mulheres comuns, como eu e você. Mas que não deixam de fazer tudo aquilo que sentem vontade. Elas pulam, gritam, dançam. Elas não se reprimem."

A pedido de uma amiga eu não me reprimi e postei lá.


Saindo do armário

Parece piada, mas já fiz regime de engorde. Seguia um rígido cardápio de muitas calorias pra tentar tirar aquela forma de tábua que me fazia parecer um gurizinho. E meu corpo não queria saber de mudar. Virei uma adolescente com pouco peito, nada de cintura, e nenhuma satisfação.
Não tive nem tempo de entender que aquele seria o meu corpo e que teria que me acostumar com isso, quando 12 quilos chegaram sem aviso prévio. Do dia pra noite, o gurizinho virou uma gordinha, que continuava odiando o que via no espelho. E de gordinha a mulher-ioiô, foi um pulo.Deve ter sido nessa época, que acumulei em uma pasta centenas de dietas. E destas centenas, fiz dezenas. E fazendo elas, emagreci. E engordei. Dezenas de vezes, por mais ou menos uma dezena de anos.Os anos passaram, o metabolismo mudou, ganhei uma gastrite. E uma úlcera. Tomei alguns pés na bunda, mudei hábitos, comecei a correr, parei de me pesar. E a soma disso tudo fez com que eu estacionasse finalmente o ponteiro da balança. Nesse mesmo momento, cansei. Cansei de ser eternamente insatisfeita e decidi gostar daquilo que via no espelho.Odeio ter peito pequeno, detesto ter nariz grande, conheço cada furo de celulite da minha bunda, definitivamente nunca vou ter a barriga dos meus sonhos, muito menos curvas de violão. Mas mesmo assim corro de biquíni na praia pra buscar a bolinha de frescobol, sem canga. E saio da cama com a luz do dia batendo em mim, sem roupa. E ando por aí com um sorriso no rosto, sem vergonha.Hoje sequer sei quanto peso e isso é um peso a menos pra mim.

domingo, 21 de junho de 2009

Superação

Duas noites mal dormidas. Tosse. Dor de garganta. Bolha no pé. E uma dor insuportável no tal do baço. Não desisti de correr a corrida de inverno do Circuito das Estações, mas me rastejei por 4 km e tive certeza que ia desistir assim que chegasse o quinto quilômetro. Parei, caminhei meio minuto, corri até um fiscal e perguntei se eles iam registrar meu tempo de 5km com meu chip de 10km. Não iam. Eu ia ser desclassificada. Não gostei dessa palavra. Não gostei desse negócio de desistir. Respirei fundo e encarei mais cinco quilômetros conversando comigo mesma. Só mais um pouco Kelen, tu vai conseguir, não desiste. Nunca fui tão otimista. E tão convincente. Me concentrei, esqueci a dor e aguentei firme. Sequer sabia a música que tava tocando no meu I-pod, estava muito mais preocupada em ouvir a minha super auto-ajuda. E depois de 9,5km corridos, mais uma vez veio não sei de onde aquele gás final, que me faz correr o último meio quilômetro como se aquilo fosse a coisa mais importante da minha vida. Com certeza não é, mas faz um bem danado aquela linha de chegada.

"Chega de fugir, de se esconder
E de deixar a vida pra depois
Não persiste mais, se o mundo gira,O tempo corre, nada vai te esperarEntra de cabeça nos seus sonhosSó assim você vai ser felizPor isso canta, dança, grita, ô ô ô ô ô ô

Não se reprima
Não se reprima
Não se reprima!"

(Música repaginada do Menudo, da nova campanha da Batavo, patrocinadora do evento)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Socuerro

Depois de um mês de idas e vindas (e de muito portunhol) no meu querido Consulado Espanhol, só me restaram duas opções: ou adio por dois meses a minha viagem ou fico dois meses ilegalmente na Espanha. E eu tô aqui internamente decidindo qual dessas duas coisas eu sou mais: orgulhosa ou cagona.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Miscelânea

Mulher é mesmo muito burra. Por um momento a gente chega achar que é feliz só por que uma velha joga meia dúzia de cartas numa mesa e te diz um monte de coisas boas. Deveria ter PROCOM pra essas coisas. 
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E depois de mais de uma hora de luta contra os servidores e as linhas telefônicas ocupadas, dia 1º de julho, o Gigante me espera.
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Eu já aprendi tanta coisa nessa vida. A ler, a escrever, a andar de bicicleta. Quando eu vou aprender a não beber sem jantar? Tequila é uma droga pesada que deveria ser proibida por lei. Vou mudar a música aquela para "No te quiero con limón y sal".
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Fora os efeitos colaterais e bilaterais, a parte de beber tequila cantando sozinha em casa a plenos pulmões "Te lo agradezco, pero no" con mis amigos Alejandro Sanz e Shakira, foi sensacional. Só não sei se os vizinhos acharam o mesmo.
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O mundo ainda tem salvação: resgatar um documento perdido até estava nos meus planos. Mas resgatar documento perdido com o dinheiro que estava guardado junto dele? Isso eu nunca imaginei na vida!
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Platéia baixa. Quarta fila. Bem no meinho. É dali que vou ficar olhando o Jorge cantar pra mim (tá, faz de conta que é pra mim).
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Se Porto Alegre é um JK, imagina o que sobra pro Teatro do Bourbon.
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Quatro, é o número de eletricistas que marcaram de vir aqui em casa e não vieram. Devem estar tudo bem cheios do dinheiro e sem precisar de trabalho. Morram todos eletrocutados!!! Tá, tô em TPM, retiro a praga, vou pegar leve. Levem todos um choque no rabo!
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Encerro esse show inútil de variedades com a música que desde domingo não sai da minha cabeça:

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Reticências

" ...
às vezes acredito em mim
mas às vezes não
às vezes tiro o meu destino da minha mão
talvez eu corte o cabelo
talvez eu fique feliz
talvez eu perca a cabeça
talvez esqueça e cresça
...
talvez eu mate o que fui
talvez imite o que sou
talvez eu tema o que vem

... "
(Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown - Sem você)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

All the single ladies

Eu não odeio o dia dos namorados, pelo contrário, adoro ele. Claro, que quando eu tenho um, ele fica um tanto quanto mais divertido. Mas isso definitivamente não foi maioria nesses 32 anos de jornada. Passei um belo dia dos namorados o que... uma meia dúzia de vezes? Com certeza não mais que isso. Mesmo assim, não entro no time das mulheres que porque estão solteiras acham só mais uma data consumista e blá blá blá. Até porque eu sou mesmo consumista e adoro dar presente. Cheguei a ter alguns dias dos namorados duvidosos, em que o candidato - aquele que eu achava que namorava, mas que ele tinha certeza que não me namorava - simulou lesão. Pra esses anos, comprei um presente coringa: caso dia 12 passasse em brancas nuvens, o meu presente estava garantido, ainda que dado por mim.
Não, não é o caso desse dia 12. Ninguém pra me dar presente, ninguém pra simular lesão.
Então vou dedicar este post ao meu futuro namorado. Aquele que eu vou conhecer uma hora dessas, num lugar qualquer. Sabe, uma coisa é certa, ele tem que ser um cara com paciência. A pessoa é meio maniática, bem ansiosa, facilmente irritável e o mais grave: extremamente ciumenta. Mas se ele domar este lado complicado da mala sem alça aqui, ele vai ser um cara de sorte. Porque por trás desta pequena monstra, tem uma namorada legal em potencial. Que fica feliz com pouco, bem pouco, desde que este pouco demonstre o quanto ela é amada. É isso. No fundo, ela só precisa disso: ser amada. Se ela tiver certeza que isso é verdade, o resto? O cara tira de letra.


"E no meio de tanta gente eu encontrei você,
entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
e eu que pensava que não ia me apaixonar
nunca mais na vida..."
(Marisa Monte e Arnaldo Antunes)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Gracias


E então, uma troca melancólica de e-mails, de repente se transforma completamente com uma simples notícia. Gracias amiga por melhorar esta terça-feira cinzenta. Por sinal, te esconde embaixo da cadeira quando eu começar a gritar gracias quando ele começar a cantar "Todo se transforma".


"Tu boca roja en la mía,

La copa que gira en mi mano,

Y mientras el vino caía
Supe que de algún lejano
Rincón de otra galaxia,
El amor que me darías,
Transformado, volvería
Un día a darte las gracias."



segunda-feira, 8 de junho de 2009

Chovendo sobre o molhado

Tem coisas que eu simplesmente nunca sei. Sempre repito: da próxima vez eu vou saber. Mas não adianta, chega na hora e a dúvida vem. Hoje fui pela penúltima vez na aula de espanhol, e como faço desde fevereiro tive que olhar no quadro em qual andar fica a sala. Nunca sei se é no terceiro ou no quarto. Assim como nunca sei o apartamento de algumas pessoas que visito com frequência. Ou se a Marquês do Pombal é a de cima ou a de baixo. Se a Quintino vem antes ou depois da Bordini. Qual é a terça e qual é a quinta-feira em espanhol. E em inglês. O mesmo meio que acontece com sim e não. Sempre acabo confundindo e não sabendo qual é o certo. E assim como no caso da sala, se vou só pela minha intuição, acabo parando no andar errado.




"...bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
cada cual por su lado,
bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,
llueve sobre mojado..." 



(Fito Paez e Joaquin Sabina)

sábado, 6 de junho de 2009

"Eu hoje joguei tanta coisa fora..."

Momento faxina. E (quase) tudo foi fora. Todos meus boletins da UFRGS guardados desde 1995. Meu exame de colesterol de 1996, que indicava 242. Minha avaliação física na ACM em 1998 marcando 57 quilos. A nota fiscal do meu Computador Compaq de 1999. Todos os manuais que eu nunca li de todas as coisas que não são mais minhas. As caixas de coisas eletrônicas que eu comprei e guardei com seus respectivos manuais que eu nunca li. Eu não sei como tudo isso resisitiu às minhas cinco mudanças nos últimos nove anos. Neste momento está na mira a minha pasta gigante com o material que eu guardei das últimas viagens, de cartões de visita a notas fiscais dos estabelecimentos visitados. Tô com um pouco de medo de mim.
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Momento del. E o computador não escapou do meu ataque: ctrl+shift+del a rodo.
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Momento pirata. Não é bonito, eu sei, até paguei um filme na locadora ontem (Noites de Tormenta - chorei que foi uma beleza). Mas comecei a procurar (e achar) uma quantidade incrível de filmes que tive que baixar tudo. Em breve esta lista que está (em algum lugar) aqui do lado será exterminada.
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E no meio dessa deletação e pirateação de coisas, confesso: estou vivendo num momento pânico. Não sei se é normal, não sei se é passageiro, não sei se é só pra escutar dez vezes por dia dos outros que vai dar tudo certo. Não sei. Mas minha mais nova frase é "faltam dois meses e eu tô em pânico". Não me peçam explicações. Mas neste momento até estes diálogos me assustam:

- Tadinha, tu não acha que vai andar por lá vestindo estas roupas em "escala pantone" que tu veste todo dia, né? Esquece! Nada vai combinar com nada!
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- E onde tu fazia depilação com cera lá?
- Ah Kelen, eu não me depilava com cera.
- O QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ???

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Sempre cabe mais um

Com um pouco de receio, fui agora a pouco assistir ao show do Daniel Drexler na Reitoria da UFRGS. Receio porque me contaram que o show dele aqui em Porto Alegre no ano passado não foi dos melhores. E mais receio porque pô, ele é irmão do cara que canta a minha trilha sonora, não ia ser fácil não comparar.
E a comparação já começou na hora que aquele cara, baixinho, meio gordinho, entrou no no palco vestindo um casaco de moletom e uma calça jeans. O Jorge veio na minha cabeça na mesma hora com seu terno e aquela elegância e... tá Kelen, não é o Jorge, olha o cara que tá aí na tua frente!
E aí eu comecei a olhar e me encantei com o que eu vi. Sem comparações? Difícil. A voz é mais grave mas o carisma é o mesmo, de um jeito mais extrovertido até, ele é divertido. As músicas também cantam sobre aquilo que nos cerca (e sobre nosso país vizinho que eu tanto adoro) e sim, ele do seu jeito é apaixonante e acabou me conquistando e ganhando aquela minha cara de boba com um sorriso que não saiu do rosto ate a mixagem final.
Não, o Jorge não perdeu o espaço que ele tinha aqui dentro. Esse vai ser sempre dele, já foi demarcado e não tem quem tire dali. Está literalmente tatuado em mim. Mas a gente tem que saber que sempre vai ter espaço pra mais um.

"...la unica certeza que tengo es la incertidumbre..."

Tudo tem um porquê nessa vida

Qual a origem do nome Kelen: IRLANDÊS (ah se eu pego a Dona Luiza...)

Qual o significado do nome Kelen: VIVA, AGRESSIVA (taí, culpa do nome!)

Análise da primeira letra do nome: Independente, decidido e com um magnetismo invejável, é uma pessoa de muito poder (sei...). Mas não é por isso que sente necessidade de viver anunciando suas qualidades. Prefere a discrição, ficar quieto, observando e tomando suas próprias conclusões. Preocupa-se muito (pouco) com a opinião alheia. Tem uma grande sensualidade e sabe como explora-la muito bem (opa, com que idade será que começa essa parte?). Tende a ser ciumento e possessivo (capaz, eu???), o que é um grande defeito. Seria bom tomar cuidado com certas manias. (mania? que mané mania?)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

¿Cómo te llamas?

Nesse dia cheio de trabalho, assuntando sobre nomes, confessei: não gosto do meu. Desculpa aí mãe, não gosto. Ninguém escreve direito, me chamam de tudo quanto é coisa, complicam mais do que já é complicado (quem diria, cinco letras e complicado...), sequer pode ter um apelido legal. Acho que vou aproveitar a ida a Espanha pra voltar me chamando diferente. Numa conversa rápida, eu e meu amigo (que provavelmente às vezes também não trabalha...) chegamos a alguns nomes que estão sendo estudados.

Kelen diz: ...eu não gosto, não é a toa que vou mudar lá na Espanha.
Só nao escolhi qual ainda.
Esperanza
Yolanda
Margarita
Micaela
Rosalia
Dani diz: Mariela
Madalena
Kelen diz: Amapola!
Dani diz: aff...
Kelen diz: gostei de Amapola, vamos ver se surge um melhor.
Significado "bela flor". perfeito pra mim, que sou uma flor
Dani diz: Florinda
Kelen diz: Chaves
Dani diz: Dulcinea
Kelen diz: Bah, a mulher do Dom Quixote!
Dani diz: Ela mesma
Kelen diz: Kalamela é poema em havaiano, olha só que coisa!
e Kamala é fruto doce
ja tenho nome pras filhas pra seguir no K (coitadas...)
Dani diz: Virginia
Kelen diz: tenho mesmo cara de virgem...
Valentina é bonito, hein?
Vem do latim
Dani diz: Piedad
Kelen diz: Bah! Esse é bala!
Dani diz: Constanza
Kelen diz: Constanza também é bom.
Mas pra mim seria melhor Incosntanza
Dani diz: hasduasduhausdhasudhuashd
Kelen diz: Lindalva: Espanhol: Junção de Linda e Dalva.

E então resolvemos voltar ao trabalho. Na verdade, não entrou na lista, mas sigo preferindo Guadalupe. E azar que é mexicano.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Para achicar el invierno

Ah... eu iria pra lá enfrentar o vento gelado que deve estar soprando. Uns dias de nada no meio de coisa nenhuma (com um bom vinho como companhia) viriam muito bem nesse feriadão.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Da-me-dos

Una jarra de jugo de naranja.

No dia em que essa frase sair perfeitamente da minha boca, ou eu vou ter aprendido a falar espanhol ou eu vou ter tomado uma jarra de sangria inteira antes!