terça-feira, 25 de outubro de 2016

Cores

Entrei numa loja de produtos para bebês e perguntei se tinha estojo para bico. Automaticamente veio a pergunta:
- É menino ou menina?
- É transparente.
- Oi?
- O estojo, é transparente. O filho é menino.
Senhor, livrai-nos do rosa x azul, amém.

domingo, 23 de outubro de 2016

Pós festa

Acordo com um marido meio morto vivo após noite de festa. Vejo digitar a palavra "ressaca" em um grupo no whats app. Bebe refrigerante de café da manhã. Reclama que não sabe nem como chegou em casa. Volta pra cama e desmaia mais uma vez. Passam cinco minutos disso tudo e ele comenta:
- Queria ir na Oktober do 4o distrito.
Homens e sua incrível capacidade de recuperação!


.:.

Acordo no meio da madrugada com uma azia de dar dó. Penso na meia dúzia de docinhos que comi no casamento. Me arrependo. Vou dormir no sofá, sentada, pra me sentir melhor. Acordo e como duas torradinhas. Prometo nunca mais comer doce enquanto estiver grávida. Passam cinco minutos disso tudo e comento:
- Vou lá comer meu Bem-casado.
Mulheres e sua incrível capacidade de mudar de ideia!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Fim de ano

- Trinta e duas semanas amanhã meu amor...
- É... contagem regressiva!
- Bah... é muito pouco tempo.
- Terror e pânico, tipo acompanhar os jogos do Inter!
Dezembro prometendo fortes emoções.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Cérebro desligado

E então eu perdi um aniversário no dia 11 pois eu jurei que tal dia só seria no domingo que vem, aliás, no mesmo fim de semana de outro aniversário, este segundo marcado para o dia 17, que eu estava certa que seria no sábado que vem à tarde. Então marquei um churrasco neste mesmo sábado e também a vinda dos meus afilhados, mas no momento que fiz isso, já tinha mentalmente decidido que o aniversário do dia 17 era somente lá na semana que vem e que não haveriam conflitos! Não sei se confundi o feriado do dia 7 com o do dia 20 de setembro (não que as minhas datas passassem a fazer sentido com esta confusão...), ou se mesmo sem feriados teria feito essa atrapalhação toda, mas deixo aqui um registro: Lucas, devolve o cérebro da tua mãe assim que tu nascer, combinado?

sábado, 27 de agosto de 2016

Quarentonas

Depois de dois dias de curso, pergunto pro Guilherme quem são os colegas dele. Ele, conhecendo a mulher ciumenta que tem, responde calmamente:
- Só eu, um cara e umas quarentonas.
Querido! Claramente me tranquilizando por serem apenas "senhoras"!
(Kelen, esposa do Guilherme, 39 anos)

domingo, 14 de agosto de 2016

O primeiro dia dos pais

Sempre achei meio injusta a divisão definida pela natureza na hora de ter filhos: uma pessoa carrega a criança por nove meses na barriga, vê seus hormônios e seu corpo virarem de ponta cabeça, enquanto a outra segue com a vida absolutamente normal. Achava isso até ficar grávida e descobrir que é justamente nessa hora que a gente descobre quem está com a gente e o valor que esse alguém tem. Porque ao lado de quem não carrega o filho na barriga, existe um ser em constante transformação que precisa ser compreendido, tolerado, consolado, amado e que precisa dividir todas essas transformações mesmo que para o outro elas sejam tão menos evidentes. E a tarefa de estar ao lado, acompanhando e dividindo tudo isso, pode parecer muito mais leve, mas requer muito esforço também. Hoje eu entendo que esses nove meses são vividos intensamente em dupla e que um pai de verdade nasce e mostra o parceiro que é durante a gravidez. 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O troco

Maturidade no telemarketing:
- Bom dia, eu falo com a senhora Kelen?
- Sim, sou eu, o que seria?
- Senhora Kelen, eu falo em nome da Editora Abril...
- Ah, obrigada, mas eu não tenho interesse na assinatura de nenhuma revista no momento, tá?
- E eu por acaso já fiz alguma proposta, meu anjo?
- Não fez, mas tenho certeza que vai fazer.
- A senhora não tem como saber.
- Ah tá bom. O que a Editora Abril quer comigo então que não seja assinar alguma revista?
- Não queria saber, agora não vou falar. Tchau.
Só faltou complementar me chamando de "sua boba feia".

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Cultura geral no táxi

No domingo, quando cheguei em Porto Alegre, peguei um táxi na rodoviária. A motorista era uma mulher que já no começo do trajeto começou a ajeitar o sutiã desesperadamente dizendo que não aguentava mais aquilo apertando tudo. Me solidarizei com ela e disse que entendia bem, especialmente agora grávida. Pra que...
- Ah, tu tá grávida? Já incomoda agora é? Ra. Tu vai ver quando for amamentar que teus peitos vão parecer duas bolas de fogo. Esquenta, parece que vai explodir. Mas eu só amamentei até três meses. Dizem que é pouco mas quer saber? Nunca faltou saúde pra minha filha. Na última mamadeira da noite eu colocava Mucilon, sabe? Ela aqui ó (imita uma criança mamando) mamava tudo e dormia feliz a noite toda. Até hoje ela tem a pele que é uma porcelana, tenho certeza que foi o arroz do Mucilon!
E eu, nessa vida de Uber, água e balinha, já tinha até esquecido quanta cultura uma viagem de táxi pode trazer!

Pokemon Go

Hoje no final da manhã vi montes de Pokémons. Foi uma meia hora depois de tomar um antialérgico de respeito. Repentinamente formas estranhas e coloridas surgiram na minha frente e então segui elas até a minha cama. Só não consegui caçar nenhum pois dormi dois segundos depois de ter essas visões.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Olha o passarinho

Enquanto esperava a chamada pra fazer meu passaporte, observava as mulheres que atendiam na hora da foto:
- Levanta um pouco o queixo (click), um pouco pra esquerda (click), só dá uma viradinha (click), isso (click).
Quando fui chamada não foi por nenhuma delas, mas sim por um negão sorridente que assim que viu que eu era de Gramado engatou uma conversa sobre turismo e Natal Luz. Na hora da foto apenas orientou:
- Coloca a cadeira bem no meio do painel, isso. (Click). Deu.
- Só uma?
- Eu posso tirar cem, tu não vai gostar de nenhuma mesmo, ficamos com a primeira.
A fila imensa agradece. Já eu, torço pra que a foto que ele me mostrou estivesse distorcida na tela...

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Comecinho

Deixo aqui mais uma dica da série "Como ter um convívio harmônico com grávidas".
Observem o diálogo abaixo:
- Grávida? Que amor, de quanto tempo?
- 18 semanas.
- Ah, bem no comecinho.
Algumas observações sobre a palavra "comecinho":
- Se formos apelar pra matemática simples e pura, 18 é a metade de 36, 36 está bem próximo de 40, logo, estamos falando do meinho e não do comecinho.
- A grávida em questão provavelmente está enjoando até as tripas há 3 ou 4 meses (dividam o número de semanas por quatro e terão um número aproximado em meses! bingo!), está com uma azia que parece que instalaram um maçarico dentro dela, vê a balança aumentar mais rápido que o dólar em meio a crise financeira. Ela ama estar grávida, mas ela também ama saber que isso vai acabar logo, não me venham com comecinho.
- Ainda que seja realmente o comecinho, grávidas não são fãs da palavra comecinho. Comecinho é sinônimo de altos riscos, e ela sabe disso melhor do que ninguém, então ninguém precisa lembra-lá dessa questão. Sorria e pergunte o sexo, a data ou o nome, mas engole o tal do comecinho.
- Algumas pessoas tentam engravidar por 1, 2, 3, 5 anos. Especialmente nestes caso, faltar apenas alguns meses, sejam lá quantos forem, é praticamente um milagre dos céus, tu não tens noção de quanto tempo faz que acabou o comecinho!!!
Resumo da dica: evitem a palavra começo, comecinho, ou qualquer outra derivação da dita cuja. Enfiem logo a mão na barriga da mulher que provavelmente cause menos fúria!