sábado, 26 de maio de 2018

Loucura Coletiva

Dirijo pela Padre Chagas, até chegar em uma faixa de pedestres, onde paro, como de costume. Uma tipa que atravessa a rua me olha de cenho franzido e grita com ar irônico:
- Obrigada por ter parado, muito gentil de sua parte!
Não me controlo e abro o vidro pra perguntar se ela tá louca!
Entro no Shopping Moinhos, vejo uma vaga ao lado de um carro que está saindo. Dou uma pequena ré pra facilitar a saída dele, deixando um boa folga do carro que está parado atrás de mim. Não foi suficiente. O tipo buzinou feito um doente mental como se eu fosse cega. Aproveitei o vidro já aberto pra perguntar se ele tava louco!
Acho que a greve já afetou as farmácias e os estoques de Lexotan da cidade acabaram!

sábado, 19 de maio de 2018

Fazendo amigos

Sentamos para a última palestra, a mais disputada do dia, lotada. Prestes a começar, eis que um cheiro horrível exala no ar. Não me aguento e comento:
- Meu Deus, que cheiro horrível!
Procurando a origem daquilo, percebo que o colega na cadeira ao lado retirou seu tênis. Era dali que vinha o cheiro. Aquele cheiro que a cada movimento dos dedos exala ainda mais forte. Comento baixinho com a amiga ao lado:
- Sério, não vai dar.
Me encho de coragem e comento com o colega que tirou o tênis:
- Olha, vou ter que te dizer uma coisa muito séria. Tu tá com muito chulé, não vai dar pra tu ficar sem tênis.
- Tu não sabe a chuva que eu peguei hoje de manhã.
- Eu sei, foi um horror, é uma merda ficar com o pé molhado, mas a palestra tem uma hora, não vai dar pra aguentar!
Ele recolocou o tênis um tanto contrariado.
Eu agradeci. A ele e a Natura pelo creminho cheiroso pras mãos entregue no Kit do evento e que permitiu que eu voltasse a respirar o ar da sala!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

A vida é feita de escolhas

Hoje à tarde lanchei um enroladinho de salsicha frito, o que certamente encurta a vida de quem consome tal iguaria em uns três anos.
Já a noite, jantei apenas uma rica de uma taça de vinho tinto, o que comprovadamente aumenta a vida de quem bebe - moderadamente, é claro - em uns cinco anos.
Resumindo, só acho que a vida deveria ser feita muito mais de compensações do que de privações.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Invasão

Recebo uma ligação de um corretor de uma das quinhentas e quarenta e doze incorporadoras de Porto Alegre que me liga semanalmente oferecendo algum negócio imobiliário imperdível em alguma zona bizarra da cidade:
- Olá Kelen, tudo bom? Meu nome é Hdlnlçsçd Jsjwhdlkafh (nunca registro os nomes pois quando ele estão se apresentando sei o que vem a seguir só no "olar"), como você está?
- Eu estou ótima.
- Que bom, eu estou te ligando hoje pra oferecer uma grande oportunidade de negócio em uma das zonas que mais cresce em Porto Alegre.
- Não tenho interesse em nenhum investimento imobiliário.
- A senhora não gostaria de saber qual é a zona?
- Não! Aliás, eu queria saber quem foi o infeliz que um dia me enfiou nessas listas, considerando que além de não ter vontade de investir eu não tenho dinheiro.
- Não tem dinheiro! Vai me dizer que a senhora não dispõe de setecentos reais mensais?
Não meu querido, EU NÃO DISPONHO. Não basta a invasão desses infelizes; eles ainda conseguem fazer tu te sentir mais pobre!

sábado, 12 de maio de 2018

Presente

- Não achei presente de dia das mães pra ti, mas podemos sair pra procurar.
- Não precisa presente. Quando o Lucas nos chamar amanhã, levanta, desaparece na sala com ele e as cuscas e me deixa dormir.
O presente mais barato e mais maravilhoso do mundo! Vão ser no máximo duas horinhas mágicas a mais de sono, mas que certamente garantirão um feliz dia das mães!

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Jacinto

Entro no meu Cabify onde o Edison, muito simpático, pergunta minha preferência musical e inicia a minha corrida, mas antes de partir olha pra trás e pergunta:
- Já te apresentei o meu amigo?
- Oi?
- O meu amigo Jacinto! - diz ele pra mim puxando seu próprio cinto e repetindo - Jaaaaaaacinto. Ele é o segurança que anda comigo e vai te fazer companhia.
Segurança, criatividade e bom humor não fazem mal a ninguém, né? E assim fui eu pra casa, bem segura, abraçada pelo Jacinto!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

The book is on the table

Tomei uma decisão no início deste ano: aprender inglês. Até que leio bem, apesar de faltar vocabulário; me viro na compreensão oral, se a pessoa maneirar na rotação; mas sou um fiasco falando. Meu último curso de inglês foi Fisk na década de 80. Fora o inglês do colégio, tentei aula particular duas ou três vezes mas não me adaptei. Assim sendo, sigo falando um inglês macarrônico patético. Na vida pós Lucas, por mais que me esforce, ando tendo muita dificuldade com horários. Ter aula em algum lugar ou com alguém num horário determinado, X vezes por semana, ainda me soa como uma missão impossível. Então optei por aulas online que posso fazer quando quiser. Não sei bem como entrei no nível intermediário 7 e tenho me esforçado para evoluir. Faço as aulas pelo celular sempre que posso e repito elas até acertar tudo e ganhar minhas três estrelinhas. Hoje fiz minha primeira aula particular. Jesus, pobre professor... só agora me dei conta porque desisti das aulas particulares: eu tenho uma baita dificuldade de aprender outra língua. Foi aí que tomei a segunda decisão deste ano: encarar as minhas fraquezas e não desistir!