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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Novembro

Novembro se foi
E eu também
Mas fui até ali e voltei
Corri, parei e já recomecei
Gargalhei e chorei
Revivi e vi que superei
Senti, resisti, segurei
Desembaracei jibóias e operei
Andei de balanço e dancei
Brinquei e também briguei
Comemorei e por fim descansei
Coube quase um ano em novembro
Que respeitou melhor o tempo
Mas agora é o ano se indo
E dele já nem sei.
2025 teve seus versos
Mas não foi exatamente poético
Vai que com uma rima
dezembro entra no clima. 

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Dia desses conversava com uma amiga em função de algum storie que havia postado e ela encerrou nossa troca falando “sou tua fã”. Fiquei pensando naquilo e me perguntando, por que diabos minha fã? Acredito que passo a impressão de ser uma mulher forte. E não acho que isso seja totalmente ruim, nem totalmente mentira. Mas tenho muitas questões em relação a essa “ditadura da mulher maravilha” e tudo que a gente “tem que” e “pode ser”.

Eu sou forte, mas eu sou frágil.

Eu sou foda, mas eu fraquejo.

Eu abraço o mundo, mas preciso de colo.

Eu sou independente, mas dependo de muita coisa.

Eu tenho minhas conquistas, cercadas de frustrações.

Não é porque eu dou conta, que eu não preciso de ajuda.

Eu tenho atitude, mas morro de medo a cada decisão tomada.

Passo a imagem de uma guerreira, que quer ser um pouco princesa.

E posso até correr com lobos, mas tenho medo deles também.

Talvez minha amiga seja fã de uma mulher que no fundo ainda é uma garotinha.

E apesar de ser dia dos namorados, isso não é [exclusivamente] sobre relações românticas, é [simplesmente] sobre relações.

domingo, 12 de janeiro de 2025

Veraneio


Veraneio - ação de veranear, de passar as férias num lugar agradável, diferente do habitual, geralmente perto do mar.

Passei pela minha adolescência com uma frustração: eu não veraneava em Atlântida. Meu pai, médico, tirava 15 dias de férias e íamos para Florianópolis [quem vê pensa, que tragédia!]. Naquela época, a magia e lindeza da ilha não pesavam nessa cabecinha, eu queria apenas fazer parte das férias dos meus colegas de colégio, e não chegar em março sem ter passado três meses "sozinha" e sem estar presente nas histórias de verão de todos eles.

Anos se passaram até eu finalmente  viver finais de semana e feriados mágicos nas mais diferentes praias de Santa Catarina dando o devido valor. Mas aí, quando me apaixonei por isso, o litoral gaúcho passou a ser preterido.

Demorei mais uns tantos outros anos pra lembrar porque queria tanto estar aqui nos anos 90 e assim curtir de verdade estar no nosso litoral. Pra poder reclamar do Nordestão e das mães d'água. Pra encontrar um conhecido a cada passo. Pra saber a numeração das casinhas dos salva vidas. Pra lembrar que um mar verdinho ajuda, mas que o que faz de verdade um lugar, é quem está contigo nele.

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Veronicas

Beach Tennis é uma cachaça. Das boas. Há pouco mais de um ano, uma amiga me convidou pra cobrir uma pessoa num jogo. Levei um laço, achando que meu histórico no paddle e no frescobol me salvariam, mas gostei. Tanto que na semana seguinte tapei outro furo, até me tornar fixa no jogo de sábado na Its. Caí até em golpe tentando comprar uma raquete mais barata, com medo de não gostar e me arrepender. Mal sabia eu que esse negócio viciava. O grupo foi aumentando graças a uma amiga "síndica" e um dia decidimos criar um nome pra ele, numa votação bem bagunçada (ainda não conhecíamos o Google Forms!). Tão bagunçada que nunca terminou. Até que a uma de nós decidiu escolher o nome que ela mais tinha gostado (com licença, eu que sugeri) e criou o nosso Instagram. A jogada Veronica, que originou o nome, gerou até uma aula para aprendermos a executar a dita cuja! Mas muito mais que um perfil no Instagram ou um grupo que joga o esporte mais em alta do momento, criamos um grupo de amigas de verdade. Que se diverte diariamente na nossa infinita troca de mensagens; que se ajuda quando precisa; que deixa nossos dias mais leves; e que não fica sem jogo porque nunca falta parceria. Um grupo que mistura amigas dos mais diversos grupos, que me reaproximou de amigas antigas, aproximou de pessoas queridas e me apresentou pessoas maravilhosas. Vida longa ao beach tennis, essa cachaça que tem o poder de integrar e de gerar felicidade em quem se joga nele.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Entrega das chaves - 8 anos depois

Querida nova moradora, 
Talvez pareça o paraíso, simplesmente a melhor coisa do mundo fazer uma mudança para ir morar com o noivo (odeio essa palavra!) num apartamento maior e deixar o velho apartamento alugado (e o aluguel também) pra trás. Talvez realmente seja. O que não torna a saída do “Dom Silvio” e deste bairro uma coisa fácil, até porque...  já vimos este filme antes, não?
Morei aqui por menos de dois anos, sem porteiros e definitivamente odiada pelos vizinhos, talvez por isso eu só sinta falta realmente do meu cantinho. Nunca me contrataram como arquiteta do prédio, então não me culpa pelos bancos de plástico do hall de entrada. Ainda assim, ele é muito simpático. Aqui não tem salão de festas, mas o pátio vai ser teu salão de festas particular! Já assou churrasco em churrasqueira portátil? Ela está te esperando! Vizinhos... nunca fiz amizades fora aquele “oi” mais sorriso, típico de cruzada de portão; e olha que são pouquíssimos vizinhos. Já inimizades... Bom, a síndica é a única que é simpática comigo, trocamos ovos por gelo algumas vezes. A vizinha de cima controlou muitos impulsos de envenenar minhas cachorras com certeza (sim, elas latem) e outro vizinho quase colocou a filha em uma redoma com medo dos ataques fulminantes das duas. Tu estás proibida de fazer amizade com eles, e assim que possível reclama do dreno de cima que pinga no teu pátio! Ah! Tem os donos do Carvão e os donos da Tequila (veja bem, só sei os nomes dos cachorros...), com eles nunca tive problema e imagina só porque: os cachorros deles também latem!
Quando pegar um táxi para casa, é só dizer que tu quer descer ali na Castro Alves, entre a Ramiro e a Miguel, em frente ao estacionamento do Germânia. Se estiver vindo do Centro pela Independência, desce a Fernandes Vieira e economiza uns pilas, a primeira a esquerda já é a tua nova rua!
Se quiser dizer para qualquer pessoa onde fica, é só falar que é perto do Lola, do Capone, do Bier Markt. Todos sabem! O supermercado mais próximo é um Nacional, desculpa... pega um carro e vai até o Zaffari da Fernandes ou desce na Cabral e vai no Mercado do Alberto (que não é mais do Alberto)!  A farmácia mais próxima fica na Ramiro, mas numa corridinha tu chega ali, é uma bela Panvel. O Bife é virando a esquina e virando a outra esquina tem um Thai que é uma delicia! Estacionar na frente é uma missão difícil, as vagas são disputadíssimas, ainda bem que tu tem a tua com um motor de brinde! Já pensou portão manual em dia de chuva? Além disso, ela é um belo depósito de tralhas!
O apartamento tem suas peculiaridades. Como a ligação entre as salas, por exemplo, que é desconhecida pela proprietária; para isto minha obra de arte está no pátio para quando for necessário um fechamento de emergência! As instalações de telefone fazem voltas mirabolantes para fugir dos dentes da Pulga e da Panqueca. Por sinal, vais lembrar bastante delas: a porta da frente conta com a marca das unhas das duas. Pelo sofá, tu vais achar pelos da Pulga tu vais encontrar por um bom tempo. Da Panqueca, provavelmente pra sempre! A pintura do S. Adair não foi um primor, e abrir a janela do quarto para o “pátio coberto” no início vai parecer estranho (quantas vezes pensei e desisti de trocar o telhado...). Mas aí tem ele: o pátio, aquele salão de festas particular que falei ali em cima, que bate um solzinho delicioso. Curto no inverno, bem maior no verão, fundamental pro manjericão e pros Jasmins que ficam aqui pra ti! Vou morrer de saudades. Mas sei que vou vir aqui várias vezes, com as cuscas, pra matar a saudade da vizinha de cima também, hahahaha!
Essa é a minha 16ª mudança de casa, considerando que saí de Gramado em 91 pra ir pra Novo Hamburgo e daí pra frente não parei mais. Em Porto Alegre, foi minha oitava casa. Não tenho uma coisa ruim sequer pra falar daqui, só vivi coisas boas (discussões por e-mail com vizinha não contam!). Tinha aqui o que eu mais queria: espaço pra receber meus amigos! E o que seria a vida sem eles? Tá aí tu que não me deixa mentir!
Esse foi também o primeiro lugar que me senti vivendo com alguém de verdade. Foi aquele apartamento que de meu passou a nosso. E por acreditar nesse “nosso”, estou abrindo mão do que era só “meu”. Esses oito anos que separam a primeira entrega das chaves desta com certeza mudaram muita coisa. Nossas crenças, vontades, amores, sonhos. Até nossos apegos. Talvez por isso te deixe pedacinhos de mim aqui e feliz. Por saber que estou saindo daqui pra ser mais feliz ainda (mesmo sem pátio). E por ter certeza que esse cantinho aqui vai te fazer muito feliz. Ele é o primeiro passo solto depois de uma longa caminhada. Talvez um desvio. Uma bifurcação. Não sei. Só sei que leva pro caminho certo.  

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Correio, leva eu

Acabei de colocar três envelopes no correio. Eles voarão para Suécia, Áustria e Estados Unidos por R$ 9,20. Faltaram só R$ 17.262,80 para eu poder entregar pessoalmente meus cartões e matar a saudade das amigas. Que saco não caber num envelope!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Pós Minas

Alimentada de pão de queijo, amizade, doce de leite, risadas, angu, cultura, feijão tropeiro, boas energias e pronta pra encarar dezembro e encerrar 2013 com chave de ouro.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O casamento do meu melhor amigo

Ele entrou na minha vida há dez anos por causa de um computador. E nunca mais saiu. Primeiro porque o computador nunca parou de estragar. E segundo porque, sem eu perceber, entre um conserto e outro ele virou o irmão mais velho que eu não tive. Daqueles que eu implico, brigo, xingo, grito e só não bato porque é muito maior que eu. E amo. Tanto, mas tanto, que desejo para ele uma felicidade que talvez nem pra mim eu deseje tanto. Sim, ele tem defeitos, é óbvio. DDA, teimoso, atrasado. Já me deixou na mão, já me mentiu, já me abandonou. Mas muito mais do que isso, já me apoiou, defendeu, protegeu e ajudou. O coração dele é muito maior do que a bola de basquete que ele tanto adora e há muito tempo torcia por ele; não nas quadras, mas pra que ele achasse a felicidade, pra que ele encontrasse alguém que merecesse e entendesse esse coração gigante, pra que ele cruzasse no caminho de uma pessoa que conseguisse ver, valorizar e acima de tudo retribuir tudo aquilo que ele tinha pra dar.
E aí surgiu ela. De quem eu não posso escrever tanto pois são dez anos contra um. Mas na verdade não é nem que eu não possa, eu simplesmente não preciso. Basta lembrar do amor que eu sinto por ele e saber que ela é a materialização desta pessoa que eu tanto desejei que entrasse na vida dele. Automaticamente ela entrou na minha e tem um lugar de honra dentro no meu coração.
Amanhã eles casam. Obviamente eu sou madrinha, era um trato antigo. E eu nem tentei separar o casal como no filme, mesmo que um dia também tenhamos feito a promessa: se nada der certo pra nós, um dia a gente casa, se aguenta e vive feliz para sempre. Pra ele já deu certo, pra mim, tenho certeza que ele torce diariamente que dê. Em breve de preferência, para eu deixar o casal em paz. Não consegui arrumar o amigo gay e bonitão para dançar uma música lenta comigo, mas podem ter certeza: mesmo que em algum momento eu fique sentada na mesa com o olhar perdido, em nenhum momento meus olhos vão deixar de dançar de felicidade por vocês.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Tim-tim

Tudo começou na hora do brinde. Olhei para os copos e me dei conta das diferenças. Um suco, uma caipira, uma cerveja clara, uma cerveja escura e uma taça de vinho. Cinco pessoas que se conhecem há quinze anos e que fora o fato de serem todas arquitetas, se encontrarem quase que semanalmente e estarem ali sentadas na mesma mesa, tem as vidas das mais variadas. Passado, maridos, filhos, pedidos de casamento, viagens, sexo, ex-namorados, futebol, aventuras, desventuras, futuro. E cada uma vai se divertindo ou se comovendo com a vida da outra. E o mais engraçado: cada uma fica com uma pontinha de inveja e sempre consegue achar a grama da vizinha um pouco mais verde que a sua. Que seja. Um brinde a grama da vizinha.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Vamos combinar

- Fez alguma coisa ontem?
- Fiz sim. Fiquei em casa e fiz uma massa maravilhosa pra mim e os brows.
- Só ouço falar dessas massas... vamos combinar de fazer uma a quatro mãos dia desses?
- Vamos sim, claro. Vai ser fácil. É só eliminar os dias fora de Porto Alegre, os dias com jogo do Inter, os dias com jogo do Grêmio, os dias com basquete, futebol ou corrida e os dias com "programete".
- Ah! E os dias com trabalho.
- Isso! Tipo... parece que na primeira-feira rola, conhece esse dia?
- Claro, é aquele que vem logo depois da sétima-feira, não?

terça-feira, 17 de março de 2009

O porco que era uma vaca

Nenhum presente de aniversário neste mundo, poderia ser melhor do que ter os amigos que eu tenho. Hoje, esse porco se transformou em lindas notas, bem novinhas, de vários tamanhos com a palavrinha EURO estampada. E serão gastas uma a uma, com esses amigos no meu coração!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

My brother

Esses dias lendo um blog, vi uma amiga falando dos irmãos dela. E tive que comentar que a gente ama tanto eles, que chega a doer. Um dos meus irmãos vai amanhã passar mais de três meses nos Estados Unidos. O meu Alemãozinho, que de inho já não tem mais nada, tá realizando um dos sonhos dele que é parte dos meus sonhos também. O mesmo Alemão que numa das últimas vezes que vi, me viu chorando e me abraçou e fez carinho e cafuné e me disse que qualquer coisa que eu precisasse era só chamar ele. O mesmo Alemão que podia ser meu irmão gêmeo, não fosse ele Alemão de olhos verdes. O mesmo Alemão que eu ia ver daqui a pouquinho, se uma criança não resolvesse nascer nesse momento e fizesse meu pai assistir uma cesariana e tivesse que mudar a viagem Gramado/Porto Alegre para amanhã, quando não vou estar aqui.
Pois saiba por aqui, Alemãozinho, que não tem telefone nem post que transmita minha felicidade de te ver indo realizar esse sonho e a minha tristeza por não poder te dar um abraço muito apertado e chorar mais uma vez no teu ombro. Então, choro em cima do teclado mesmo e vai por aqui meu recado: te cuida, te diverte, te amo. O Natal desse ano não vai ser o mesmo sem ti.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Always...

Alguns slogans de toda a existência da Coca cola:

1905: "Coca-Cola Revive e Sustenta"
1922: "Sede Não Tem Estação"
1927: "Ao Redor De Uma Esquina de Qualquer Lugar"
1929: "A Pausa Que Refresca"
1939: "Coca-Cola Vai Junto"
1940: "A Pausa Que Refresca"
1952: "Isto faz um bem"
1964: "Tudo vai melhor com Coca-Cola"
1970: "Isso é que é"
1976: "Coca-Cola dá mais vida"
1982: "Coca-Cola é isso aí"
1989: "Emoção pra valer!"
1993: "Sempre Coca-Cola"
2000: "Curta"
2001: "Gostoso é viver"
2003: "Essa é a real"
2004: "Viva o que é bom"


Pra mim todos eles representam de alguma maneira a amizade, basta em alguns slogans substituir a sede e a coca, pela palavra amigo. Os outros, já vieram prontinhos de fábrica!
Assim como em relação a Coca cola, na amizade também não dá pra aceitar "imitação". Pode ser normal, light ou lemon. Mas tem que ser a verdadeira. E a gente percebe isso no primeiro "gole".
Feliz dia do amigo a todos os meus verdadeiros amigos.