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terça-feira, 21 de abril de 2020

Personagens

Lucas alterna constantemente a incorporação de personagens aqui em casa e a gente vai acompanhando ele na brincadeira, até dizemos que vamos sair desse período com crise de identidade. Se o momento é Backardigans, ele é o Pablo, eu sou a Uniqua, papai é o Tyrone e a mana é a Tasha. Quando a Patrulha entra em ação ele é o Ryder, eu sou a Skye o papai é o Chase e a mana é a gatinha Cali. PJmasks? Ele é o Menino Gato, eu sou a Corujita e a mana e o papai são os vilões Romeu e Garota Lunar. Pois recentemente, numa fase Casa do Mickey, vieram os melhores personagens:
- Mamãe, eu sou o Mickey e você é a Minnie, tá?
- Tá certo! E o papai, meu amor?
- O papai é o Pateta!

(depois a gente resolve o complexo de Edipo, agora a gente só da aquela risadinha da cara do pai)

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Férias (?)

O Lucas fez um ano e meio em maio e conseguimos pela primeira vez tirar uns diazinhos de férias com ele. Fiz algumas constatações depois dessa semana.
Ranho e tosse não tiram férias.
A hora de acordar do bebê não muda com as férias. Quer dizer, às vezes muda, passa a ser ainda mais cedo.
Falo de igual para igual com crianças de 5 anos que se metam a besta com o Lucas. E com os pais delas se precisar. Cresci com limites mesmo reclamando deles, mas tenho certeza que eles foram úteis e me tornaram uma pessoa que sabe até onde pode ir. Crianças que acham que podem tudo com cinco, vão achar que podem tudo pra sempre.
Existem pessoas que não se comovem com um alemãozinho lindo abanando e falando “Au” (a versão dele de Tchau) incansavelmente. Não piscam, não abananam, não movem um canto de lábio. Tenho vontade de socar essas pessoas.
As mesas do restaurante são sempre um mar de tablets e celulares. Não vou me fazer de louca; a Galinha Pintadinha, a Pepa e os Backardigans me deixam fazer muitas coisas. Mas, putz, não na mesa! Mesa é lugar de comer, de conviver com os pais! Sigo firme acreditando nos “aplicativos” brócolis e pão de queijo!
O hotel conta com uma área de jantar exclusiva para adultos. Respeito a decisão do hotel e dos adultos. Ao me servir no buffet observei a área. Só vi silêncio. E mais celulares ainda do que nas mesas com crianças. A área com crianças tem muito mais vida. Uma vida bem mais bagunçada, é verdade, mas muito mais feliz.
Descobri que, pelo menos por enquanto, não tiraremos mais férias pra descansar exatamente, mas sim pra ficarmos mais tempo juntos. Estamos voltando felizes. Mas esgualepados e precisando de outras férias urgentemente!
(constatação final: ao chegar em casa e se deparar com todos os brinquedos que não via há uma semana, a criança tira energia não sei de onde pra brincar sem parar pra todo sempre e não dorme nunca mais!)

quarta-feira, 28 de março de 2018

O golpe

- E aí pai, golpe do sequestro então é? E quanto eu tava valendo?
- Nem chegaram a dizer, colocaram uma mulher chorando e me chamando de pai e logo pegaram o telefone.
- E aí?
- Disseram que estavam com a minha filha e eu falei: a Kelen?
[nota da autora: não que eu seja a preferida, mas seria mais fácil eu ser sequestrada em POA do que minha irmã em Gramado]
- Eles disseram que sim e começaram a repetir “Nós vamos matar ela! Nós vamos matar ela!”. Fiquei meio assustado, mas me dei conta que devia ser trote, só disse “Façam o que vocês quiserem”, não falei mais nada e eles desligaram. Pior foi desligar o telefone, ligar correndo pro Guilherme e ele me dizer que tu tinha ido no banco!
Seguindo a semana do orgulho na família, hoje o prêmio vai pro meu pai, Dr. Nelsinho, que não caiu no golpe do sequestro da filha!

sábado, 18 de março de 2017

Pela estrada a fora

Nos arrumávamos para um aniversário. Guilherme pega do armário a camiseta do Batman.
- Meu amor, coloca uma camisa né, não vai fantasiado de Batman no aniversário!
Cheio da paciência, como sempre, abandona a camiseta e escolhe uma camisa. Minutos depois me visto e coloco um casaco vermelho com capuz. E aí vem o troco:
- Ah tá! Eu não posso me vestir de Batman mas tu pode ir fantasiada de Chapeuzinho Vermelho?

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Post colaborativo

Provas de que sim, já é verão:

Minha cera de cabelo derreteu.
Minha gripe-resfriado acabou.
Meu alecrim secou.
O mel desaçucarou.
Uma formiga apareceu.
Um mosquito me picou.
O suvaco suou.
O desodorante venceu.
O bigodinho aflorou.
Suor da testa escorreu.
A cerveja gelou.
A dieta acabou.
A saia encurtou.
O Parcão lotou.
O rosto bronzeou.
Meu tornozelo inchou.
Minha pressão baixou.
Bem cedo o sabiá cantou.
A azaléia floriu.
O ipê roxo desabrochou.
O jacarandá imitou.
O jasmineiro se perfumou.
A conta da luz aumentou.
O ar condicionado pifou.

Ih... uma frente fria chegou!

sábado, 13 de setembro de 2014

Arte Moderna

Caminhando por um antigo hospital, transformado em área de exposição temporária mesmo semi-destruído, vou observando além das obras e da arquitetura também as pessoas, que fotografam tudo, entendam ou não e acho até que gostem ou não (me incluindo nesta lista mesmo que eu tente manter uma linha esteticamente racional!) e fingindo achar tudo aquilo absolutamente... artístico! Entro em uma das salas com a obra de mais um artista e dou de cara com um guri de seus 10 anos esbravejando:
- Deu pai. Chega. Agora é bizarrice total!
Eu fico com a pureza das respostas das crianças!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Viva la vida, because I gotta feeling

"O vídeo está ruim, eu sei. Propositalmente.
Foi filmado pulando, dançando, cantando e gritando.
Vivendo a vida na exata maneira que ela tem se apresentado: sem muita ordem, sem quase nenhum sentido e sem absolutamente nenhuma regra."




Às vezes é bom perder o controle.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Atenção senhores passageiros

Uma amiga mandou um e-mail com uma promoção da Tam com o seguinte texto: "Só me vem um nome na cabeça: ke-len!". Pudera. Numa promoção com o nome de "A melhor viagem do mundo", onde o prêmio era nada mais nada menos que dois meses viajando por cinco cidades espalhadas pelos cinco continentes eu realmente não poderia ficar de fora.
O tema: brasilidade. Barbada. O problema era outro: não era um texto, uma frase, uma foto. Era um vídeo. E eu morro de vergonha de falar na frente de uma câmera, mesmo que o cameraman seja o meu criado-mudo. Pensei, pensei e decidi que faria um vídeo montado com fotos, paciência. Até porque eu tinha uma semana para montar e, obviamente, já sabia que deixaria para o último dia.
Vasculhei álbuns e juntei todas as fotos onde exibia minha canga do Brasil, bandeira do Brasil ou qualquer outra coisa verde amarela que entrasse no contexto. Defini o slogan "O brasil tá em todo lugar" e somei a ele um trecho de um samba enredo que adoro, apesar de detestar a Mangueira: "me leva que eu vou". Como o verde e o rosa da música não encaixariam com o tema, comecei a procurar uma música bem brasileira para usar de fundo para o meu slide show. Optei por "Isto aqui, o que é" e fui atrás de um download de alguma versão. E quem disse que eu acho? Nem com Caetano Veloso, nem com Ary Barroso. Com meu tempo esgotando decidi facilitar: vou cantar. Com vergonha até das paredes, completamente vermelha na frente do computador, sem batucada, sem instrumentos e com bem pouca afinação, treinei e registrei meus 30 segundos como cantora.
Não, não levei a promoção, como sempre. Mas aguardo contatos para contratação como cantora de jingles. Ou quem sabe locutora de aeroporto.



terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A coisa tá russa

Se no meu ambiente de trabalho circulam artistas, eles também estão trabalhando, logo, nada de gritos histéricos, autógrafos ou fotos. A ética profissional manda não ser tiete. 
Pra mim não tem sido problema. Primeiro, porque nunca fui muito fã de nenhum ator Global (vejam bem, eu falei Global, se o Jude Law ou o Bradley Cooper passassem por mim no meu ambiente de trabalho eu queria mais é que a ética profissional fosse pro inferno), então posso até achar bonitão, olhar de canto de olho, mas nenhum deles vai me causar um ataque cardíaco (eu acho). Segundo, porque se no mundo existem muito mais mulheres do que homens, no meu trabalho não seria diferente, logo, óbvio que eu cruzo com dez vezes mais atrizes do que atores.
Mas hoje foi diferente. Eu estava caminhando pro ponto, quando ouço uma voz atrás de mim, que pergunta: "Qual é uma carne boa pra fazer bife?". Quando me viro pra entender se aquilo era alguma espécie de piada, dou de cara com o Russo (por favor, se alguém não sabe de quem estou falando, clique aqui)! Mesmo depois de uma segunda-feira calorenta e pra lá de cansativa, não tive como não sorrir. Respondi pra ele: "Filé mignon , ué!". E ele segue, "Não, é alcatra". E enquanto a gente caminhava e eu conversava com aquele senhor de mais de 70 anos (40 de TV Globo) sobre carne, sobre o calor, sobre como é chato filmar o BBB e sobre como a gente gosta do Luciano Huck, sentia como se conhecesse ele há anos (o que não deixa de ser verdade já que quando eu era pequena assistia o Cassino do Chacrinha e ele já estava lá há um bom tempo...). E resolvi já que estava fora da área de trabalho, que ele seria o priemeiro e único "galã" com quem tiraria uma foto.
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Eu só queria me depilar, estava tarde, eu estava cansada. Só me depilar e ir embora. Mas a depiladora não. Ela queria conversar. Ela esquecia o papel grudado na minha canela pra falar sobre catástrofes, sobre onde o mundo vai parar, sobre a arca de noé, sobre 2012, sobre o fim dos tempos. Ah não moça, por favor. O sofrimento da depilação não basta? Fim do mundo numa hora dessas?
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Não sou alienada não, e minha depiladora não está mais impressionada do que eu com o Haiti por exemplo. Sou é cagona mesmo. E cada vez que falo nesses assuntos me dá tristeza, medo, pânico, pavor e uma vontade louca de estar com as pessoas que eu amo bem perto e não lá longe, e em seguida dá vontade de me jogar de cabeça em tudo que eu acredito ou quero ou sonho, e me dá vontade de ser alguém e de ser de alguém, porque o tempo que a gente passar aqui, seja ele quanto for, tem que valer a pena. Esses dias li o Millôr no Twitter e ele de uma maneira bem simples definiu: "Aproveita a vida, irmão. Já passou mais tempo do que você pensa".
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Não liguem um tópico com o outro, as histórias não se cruzam: não estou querendo ser do Russo até o fim dos tempos!

domingo, 17 de maio de 2009

... (suspiro) ...

Ah, Gramado...
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Frio, amigas, saudades, lareira, fotos, sustos, risadas, vinho, fofocas, quem casou, quem separou, quem engravidou, quem corneou, sono, cama quente. Sol, chimarrão, afilhados, Bodega, centro, café, pipoca, conversa, viagens, chimarrão, frio. Família, carne de panela, bolo de batata, sagu com creme, vinho de garrafão, frio, espirros, sono, Bill? Na próxima.
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E eu me pergunto: por que as vezes nós, tão inteligentes, somos tão burros?
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Ah, domingos...

domingo, 10 de maio de 2009

Fim de semana sem fim

Então sugeri no escritório de irmos ao Natalício provar o delicioso petisco vice-campeão do Boteco Bohemia: Panelinha de frutos do mar, um espetáculo. Eis que chegando lá o garçom sem nem pestanejar me informa: não tem. Tipo, tem mas acabou? Não, tipo não tem mesmo, não vai ficar no cardápio. Isso seria alguma rebeldia por ter perdido o primeiro lugar para a Coxinha da asa do frango frito com molho de mostarda e mel? E o cliente que gostou muito da Panelinha e foi lá só pra comer isso tipo, azar?
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Aniversário de 50 ano do Nei Lisboa com show no Drakkar, ex Abbey Road. Lugar bacana, pena que não reservamos camarotezinho VIP e que ficamos atrás de um gordinho fumante compulsivo. De qualquer forma, o cara valeu a defumação e as mais de duas horas em pé ouvindo ele, as piadas e as baladas.
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Almoço no Mexicano e eis que o garçom tem a coragem de me avisar que não tem mais Guacamole e que nem vai mais ter. A cara que eu fiz não deve ter sido boa, porque eles mudaram de ideia e como num passe de mágica apresentaram uma deliciosa Guacamole fresquinha. Não quero nem saber onde o cozinheiro foi buscar o abacate.
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Durante minha peregrinação noturna de sábado por diversos pontos da cidade, passei no aniversário de uma amiga no Long Play. Lugar bacana, ontem com show de música aos 80 do The Polainas. Recomendo. E penso seriamente em fazer minha festa de despedida por lá. Já está pré-estabelecida a subida no palco pra cantar, independente do nível de embriaguez ou de afinação.
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Na Pulp Friction, entre uma cerveja derrubada em alguém e outra derrubada em mim mesma, conversava eu com um amigo quando ele me diz:

- Descobri teu blog.
- É mesmo? E aí?
- Legal. Lá teu mau humor fica divertido!
- O meu mau humor é? Então quer dizer que tu recém me conheceu e já me acha mau humorada?
- Ah Kelen, isso já é uma coisa folclórica. Apesar de que nos últimos tempos tenho até te achado estranhamente bem humorada!
- Vou te explicar uma coisa que a vida me ensinou: mulher solteira não sente frio, não fica cansada, não tem problemas de falta de dinheiro pra sair na noite e está sempre de bom humor. Se não tá ferrada.

Mau humorada. Logo eu que ando me achando tão sorridente e cheia de amor pra dar.
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Jurei que nunca mais iria numa Balonê com uma única exceção: se o Sidney Magal vier, eu vou. E ele vem. Um dia antes da rústica de Porto Alegre. Quero só ver eu cantar "O meu sangue ferve por você" e depois encarar 10km.
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Acordei com remorso. Não sei se foi a cara de espanto de todas as pessoas que perguntaram se minha mãe viria para Porto Alegre e eu respondia não, ou se foi o e-mail que recebi da minha irmã que dizia que a gente só aprende a ser filhos quando viramos pais (e só aprendemos a ser pais quando viramos avós). Com carro na mão (sem palavras, tu garantiu teu lugar no céu!), coloquei o som a mil, abri os vidros e me mandei até Gramado de surpresa. Quase matei a velha do coração.
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Após costurar a BR116, ser chamada de retardada por um gentil cavalheiro só porque cortei a frente dele e de proferir todos os palavrões do mundo por causa do engarrafamento e meu consequente atraso, cheguei no Teatro Bourbon no primeiro acorde do show(zaço) do Bajofondo. Pura festa, os caras matam a pau.
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Amanhã o despertador não vai tocar, vou esquecer de programar ele. Minha cabeça dói, meu corpo quer deitar e não quer acordar tão cedo.

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Mas segue tudo tri sorridente por aqui. Mau humorada... bem capaz!

quinta-feira, 19 de março de 2009

sábado, 7 de março de 2009

Delícia

"As inúmeras oportunidades que foram deixadas para trás, ao longo do caminho, reaparecem com força total. O problema, a partir de agora, não será a falta do que fazer, mas o que fazer, dentre tantas oportunidades disponíveis."

Adoro astrologia.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Ala-la-ô

Estava eu lá, parada na fila da Panvel, quando comecei a observar os itens disponíveis junto do caixa, a chamada compra por impulso. Olhei pra um lado, olhei pro outro e me dei conta que as Valdas e os Tridents perderam espaço; os preservativos dominaram a área. Não tem espaço que chegue para tantas marcas e opções. Um verdadeiro "Carnaval"! Tem verde sabor menta, vermelha sabor morango e marrom sabor chocolate. Tem uma que aumenta o prazer feminino e outra o masculino. E eis que alguém se dá conta que "é impossível ser feliz sozinho" e lança a "Turbo" com estimulante sensual para o casal. Tem extra lubrificada, extra fina, extra resistente e dizem que tem extra grande, mas essa não tinha lá, sei não, deve ser pouca procura. E no meio daquele festival de fantasias para o dito cujo, uma me chamou ainda mais atenção. O nome dela é "Frisson" e está, em destaque na embalagem: exclusivo formato em espiral. Espiral é? Deixa eu ver... hum, entendi... quer dizer, na verdade não entendi muito bem mas... enfim. Pessoal criativo esse, não?

Bom Carnaval pra todos. E aos solteiros de plantão, não deixem de usar suas "fantasias".

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Despedida

Acordei antes do despertador. Se é pra ser então que seja agora, quero ir embora de uma vez. Dei um pulo da cama, lavei o rosto, coloquei uma roupa e comecei a guardar as poucas coisas que faltavam dentro das caixas. Olhei ao redor: as cortinas! Subi num banco, tirei a cortina da sala e me deparei com o vizinho parado na janela me olhando. Não resisti a tentação e falei:

- Tá com essa cara de triste por que não vai mais me ver pelada passando de um lado pro outro, né?

Não esperei pela resposta e virei as costas, não sei antes dar uma piscadinha. A gente tem que ter um pouco de diversão nesta vida! Agora com licença que tenho umas 38 caixas me chamando.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Promovendo o desapego

Então. Além das coisas grandes, temos também as coisas pequenas. Calma que eu explico.
Até que me provem o contrário, tudo nessa vida tem seu preço. Logo, aqui vai o aviso: sábado, dia 14, durante todo dia, as quatro portas do meu quase ex apê estarão abertas para interessados, curiosos e simpatizantes, e de preferência, compradores em potencial. Juro, se acha de (quase) tudo por aqui. Plantas, vasos, luminárias, quadros, bancos, mesas, prateleiras, cortinas, estantes, móbiles, espelhos, enfeites, cabides, almofadas, colchas, revistas, livros, roupas, sapatos. Pegou na mão? Achou bonito? Eu dou o preço.
Descubram o endereço. Apareçam. Indiquem. O valor não será revertido em prol de uma causa beneficiente, vai ser em causa própria mesmo. Mas querem saber? Eu ando merecendo.

And the oscar goes to...

... Márcio Neves, vulgo Morango, ou Frutilla, ou Fresa. Apesar de ter se passado por Kelen, a criatividade dele mereceu o prêmio. Ri muito, e era exatamente isso que eu precisava. Ligue djá, Sr. ou Sra. Morango e combinem a entrega! Aí está o comentário vencedor:

"Vou até aproveitar esse espaço aqui pra confessar que meu coração anda batendo mais forte pelo Morango...só não convido ele pra ir no cinema comigo com esses dois ingressos porque ele é muito bem casado...pena que meus olhos não se abriram antes...
Kelen 02.10.09 - 11:32 am"

A todos os demais participantes (meus 8 leitores preferidos), agradeço a participação!

obs: não posso deixar de confessar que a disputa foi acirradíssima com a Dona Daniella, que só não levou o prêmio por ter se tratado de piada interna não revelada.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Concurso cultural

REGULAMENTO

1. Como participar:
Para participar, os interessados deverão comentar neste blog, somente neste post. O tema é livre. O vencedor será aquele que fizer o comentário mais engraçado ou, mesmo que não seja engraçado, que me faça rir ou mesmo sorrir; chorar de tanto rir também vale;

2. Vigência da promoção e apuração dos prêmios:
A promoção é válida somente no dia de hoje. Serão aceitos comentários postados até a meia-noite. A comissão julgadora é formada somente pela responsável por este blog que elegerá o melhor comentário de forma idônea, assim que encerrado prazo. Cada participante poderá concorrer com quantos comentários quiser.

3. Dos prêmios
O prêmio para o melhor comentário será um par de ingressos para assistir "O curioso caso de Benjamin Button" em qualquer cinema onde esteja passando o filme, de segunda a quinta-feira, exceto feriados; além do meu sorriso, é claro;

4. Do resultado
O vencedor e seu comentário serão publicados neste mesmo blog, amanhã;

5. Da entrega dos prêmios
O prêmio deverá ser retirado pelo contemplado junto a responsável pela promoção, em local e data a serem combinados, desde que eu não tenha que me locomover muito para tal; o prazo para retirada do mesmo é antes que o filme saia de cartaz (apesar de que filme que concorre a Oscar não sai de cartaz tão cedo);

6. Da divulgação da promoção
Somente neste blog.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Iemanjá, vem lavar a nossa fé...

Bem que o psiquiatra me avisou que eu não sabia lidar com as finitudes dessa vida. Esse feriadão por exemplo, tinha mesmo que terminar?

Ah, e Feliz Ano Novo pra todos.
Ele começou antes de ontem, dia primeiro, não foi?

"...e Ogum, pai do sol
Ilumina o meu caminho eu quero viajar."











Minha singela oferenda a Iemanjá. E os ecologistas que me perdoem pelo pente jogado ao mar, mas foram recomendações... não exatamente médicas, mas enfim, recomendações.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Falsos cognatos, estranhamentos, mais Marisa Monte e uma cordilheira

estranho
port/port
estrangeiro, externo; sem qualquer ligação com; esquivo; extraordinário, surpreendente; impróprio.

te extraño
esp/port

sinto saudades de você

.:.
Num final de semana pra lá de incomum, onde flagrar um obreiro assoviando Marisa Monte* foi uma das coisas mais normais, nada mais me estranha.

*"...eu gosto de você,
e gosto de ficar com você,
meu riso é tão feliz contigo..."
.:.
Por dica de Jojô e não só por ela ter dito que era bom, mas especialmente por ter lembrado de mim por causa da personagem do livro, e ainda mais, por causa de ironias e coincidências deste tal de destino, acabei pegando emprestado e lendo em três dias o livro "Cordilheira", do Daniel Galera. Alguns trechos dele estavam sublinhados pelo leitor anterior e me fizeram pensar. Eu mesma teria sublinhado outros tantos trechos que provavelmente também fariam ele pensar. 

"O livro tem a qualidade de apresentar uma voz feminina crível, delineada com sensibilidade. Está na figura de Anita a chave do que o romance tem de melhor, uma personalidade complexa, com desejos conflitantes e que refletem à perfeição um dos temas centrais da obra de Galera até agora, a falta de um sentido para uma geração jovem sem interesse em cumprir as expectativas alheias, algo que já se via em Até o Dia em que o Cão Morreu e em Mãos de Cavalo."
(Carlos André Moreira, Zero Hora)