Mostrando postagens com marcador vizinhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vizinhos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Comunicação não violenta

Saio e casa com uma amiga que comenta comigo:
- Coisa boa esse calorzinho, né? Não precisa enfiar um monte roupas na criança e sair!
Olho pra Melissa com um body de manga longa, uma calça atoalhada e meias e concordo sorrindo!
Me despeço da amiga já no térreo, converso com o porteiro e chamo o elevador de volta. Quando a porta se abre lá está uma delas (véia metida, pra quem não lembra):
- Boa tarde!- Nossa, mas essa criança não está com pouca roupaaaa?- (Boa tarde nem pensar, sua véia metida e mal educada?) Pouca roupa? Mas tá calor!- Caloooooor?- (se a senhora tá na menopausa eu não tenho nada a ver com isso, sua véia metida e destemperada). Claro! A temperatura está super agradável!- Tsc, essas mães modernas!- (modernas não sua véia metida e louca, mães com noção! Volta pra casa e tira esse casaco) [sorrisinho]
Os trechos entre parenteses não foram ditos, estou me esforçando na comunicação não violenta. O que não significa que em pensamento eu não esteja enchendo de tabefes!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

BO

Estivemos ontem na Delegacia de Polícia da Cristóvão para fazer um tal BO. Atendimento nota dez e delegacia vazia como jamais esperei encontrar. Em algum momento comentei com o responsável pelo atendimento que chegava me sentir constrangida por estar ali dando queixa de uma coisa tão pequena. Ele apenas me respondeu:
- Tua queixa é grave perto do que eu escuto todo dia! Aqui na vizinhança é pura intolerância. Dá vontade de ouvir, entregar o cartão de um psicólogo e mandar embora!
Eu só corrigiria dizendo que a intolerância vai muito além da vizinhança e que por este caminho não vamos muito além como sociedade. Haja psicólogo...

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Se essa rua fosse minha

Quando vim morar na Felipe Neri, uma das primeiras coisas que me fez ter calafrios foram os guardadores de carro da esquina da Freire Alemão. Metidos e espalhafatosos (barraqueiros pra ser mais exata), eu agradecia não precisar estacionar na rua e ter que cair na mão deles. O tempo foi passando, eles seguiram metidos, espalhafatosos e barraqueiros, mas comecei a me dar conta que eles fazem parte da rua. Eles são mais educados do que pessoas do meu próprio prédio que cruzam comigo na garagem e dispensam um simples bom dia. Eles ajudam pessoas perdidas em frente a prédios, sabem até quando o interfone de alguém está estragado. O pessoal do prédio da esquina, ganha a chance de não ter que pegar a Silva Jardim, já que eles dão uma trancadinha no trânsito pra que eles possam ir direto pela Freire Alemão (fico imaginando a felicidade deste pessoal que não vai encarar a Mariland trancada na hora do rush). Eles conhecem as minhas cachorras e conversam com elas a cada passeio. Dia desses nos convidaram pra festa junina no novo bar da rua, dias depois ajudaram o Guilherme a carregar um saco de lenha. Mas me ganharam de vez dias atrás quando a única mulher do grupo gritou "que amor, elas vão ganhar um irmãozinho!" e veio na direção da barriga pública saber maiores detalhes... Como eu disse, eles seguem metidos, espalhafatosos e barraqueiros, mas hoje em dia em vez de ameaçada eu me sinto até mesmo protegida!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Espelho, espelho meu

A vizinha mais feia do prédio entra no elevador de cabeça baixa.
Quando olha pra frente grita:
- Ai que susto!
Só me resta viver com a dúvida se ela estava se referindo a mim ou ao espelho.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Vizinhos

Encontro com a síndica ao sair do prédio, enquanto sou puxada pela minha dupla canina.
- Nossa Kelen, elas são bem diferentes quando estão com o Guilherme, não é?
- É, elas obedecem mais a ele.
- Lembra de deixar ele educar os filhos, hein? Hihihi!
- Ha-ha-ha. (pausadamente com olhos semi cerrados)
- Ah! Kelen, nós vamos fazer uma reunião de condomínio, com informações gerais, como proceder em caso de panes elétricas e várias outras questões, vou te chamar!
- Não, não, faz assim, Adelaide: chama o Guilherme! Ele é beeeem melhor que eu nisso também!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Vizinhos

Meu síndico com certeza é gay. Logo, as plantas do meu prédio são as mais bem cuidadas de toda vizinhança.
.:.
A verdadeira véia dos gatos mora no prédio do lado. Nunca consegui contar quantos são, mas são muitos e se reproduzem que nem coelho. Dia desses ali na frente ela e uma vizinha lamentavam a morte de um deles. Agora devem ter sobrado só uns 38. Por sorte, nenhum é preto.
.:.
O vizinho da casa da frente tem um galo. E eu descobri que só em desenho animado eles cantam apenas uma vez ao raiar do sol. O desgraçado canta mais de dez vezes. Mas agora já me acostumei com ele. Quando ele canta a primeira vez, sei que tenho mais uma meia horinha de sono pela frente. Se ele me deixar voltar a dormir, é claro.
.:.
Meu vizinho de janela tem uma tela que mesmo vendo de longe é maior do que a que está ali em cima da minha bancada. Poderia ter economizado na NET, era só ter providenciado o binóculo para as legendas.
.:.
Só me dei conta que tinha obra a dois prédios de distância, depois já ter me mudado. Na primeira vinda para o almoço em casa, cruzei com todos obreiros descansando na calçada pós rango. E quando eu digo descansando na calçada, quero dizer que tenho que cruzar pela rua, porque eles ocupam a calçada toda mesmo. Confesso que no começo fiquei meio receosa. Hoje em dia, sou recebida a cada saída pra corrida matinal com um sorrisão no rosto e um caloroso:

- Bons dia Dona!!!

Praticamente impossível não começar bem o dia!