[inmigración es cosa seria]
sexta-feira, 29 de agosto de 2025
Imigração
quinta-feira, 31 de julho de 2025
Uma viagem, um poema
Um segundo em silêncio,
mas por dentro,
um punhado de sons.
Momentos ruins nos sabotam,
e tentam apagar os bons.
Do colorido para o cinza,
das nuvens para o sol.
Parada na fila,
ou esperando abrir o farol.
Estou quase chegando,
e em seguida saindo.
Me vejo correndo,
de repente caindo.
Choro, soluço,
e do nada estou rindo.
E tudo é tão louco,
e também é tão lindo,
que está tudo parado,
mas também indo e vindo.
Um dia é tão pouco...
mas depende para que.
Lembrar para sempre,
ou tentar esquecer?
Dá para ganhar o mundo,
e depois (se) perder.
quarta-feira, 23 de julho de 2025
Feliz no simples
Com grana curta ou não, as férias de inverno sempre chegam. A pessoa aqui, que não consegue simplesmente ficar em casa à toa, pra não ver duas crianças entediadas (crianças entediadas, ahã) resolveu fazer o melhor dentro do possível: Floripa, casa da amiga, um dia no Beto Carreiro e assim teríamos algo próximo a "férias de verdade". Quis o destino que um dia antes da viagem à Penha, ontem no caso, Mel tivesse febre. Eu, que não tinha comprado ingressos antecipados mas tinha definido que depois de quarta não encararia a empreitada, meio que fiquei triste, mas também meio que agradeci. A previsão de tempo na fila por brinquedo somada ao custo final da brincadeira, não seria exatamente a melhor maneira de sair da rotina nos dias atuais. Foi então que com o dia nublado, a criança mais entediada da casa aproveitou o efeito Alivium na filha e sugeriu: e se fossemos fazer skibunda? A doente topou, o irmão azedou, mas foi voto vencido, e lá fomos nós. Chegando lá, o vento crocante que nos recebeu me fez ter certeza que estávamos presenciando mais uma roubada na qual eu colocava meus filhos nessa vida. Mas isso foi só até acharmos o lugar certo e um pouco mais protegido, porque a partir daí, foi só areia na cara e alegria. E com direito a sol!
Ainda ontem brincava com um amigo sobre ser feliz no simples. Pois os 10 minutos que levei pra chegar na Lagoa somados aos 30 reais gastos no aluguel de uma pranchinha de madeira, talvez sejam uma boa tradução pra isso.
domingo, 29 de junho de 2025
Somelier
São 7:55, sentei agora pra minha primeira refeição em solo Paulista e escrevo enquanto espero o café que escolhi abrir. Estaria tudo bem ser a primeira refeição, não tivesse eu chegado ontem às 18:30 e comido antes disso apenas os seis nachos que vieram no lanche do vôo.
Explico. Tenho uma "profissão" paralela não remunerada em São Paulo: sou Somelier de Flats. Perdi as contas de todos que conheci nos últimos três anos, de retrofits lindos no Centro a edifícios de apartamentos minúsculos e infra de cair o queixo em Pinheiros. Fiquei uma vez na Bela Cintra num lugar que tinha um urso gigante na frente e só pensei: que coisa mais cafona. Mas quando passei da porta e senti o cheiro de baunilha no ar, abri um sorriso. A luz do quarto era branca, me doeu um pouco a alma, mas fora isso (e o urso) foi dos melhores lugares que já fiquei.
Claro que a vida não é um moranguinho, não sou "somelier de vinho caro", que seria muito fácil. Preciso achar flats BBBs, cheirosos e limpinhos e que me permitam ir a pé pro Atelier.
Nesta vinda achei um na mesma rua do trabalho e ontem, depois de percorrer um labirinto, o que é comum nos flats que deixam as unidades de locação numa localização não muito bem planejada, cheguei ao meu quarto. Ao abrir a porta, vi de cara a tampa do quadro de luz caído sobre um fogão duas bocas enferrujado. As paredes manchadas chamavam tanto atenção quanto as saboneteiras sem produtos e com cara de sujas. Acendi a luz do banheiro e o mofo no forro gritou. Usei o vaso e a descarga não funcionou. É, parece que fui enganada pelo rótulo desta vez... Ignorei a política de cancelamento e avisei que não ficaria ali. Não, amiga, uma limpeza não vai resolver, ah que bom que tu me entende, tchau.
Voltei pro Booking e tudo que queria era repetir uma hospedagem pra não ter erro às quase 23hs. Eis que o ursão cafona da Bela Cintra piscou pra mim. Azar da luz branca, vem cá e me dá um abraço, ursão!
Dezoito tretas de pagamento e um Uber depois, aquele cheirinho de baunilha novamente me fez sorrir. Corri pra pegar um restaurante aberto, mas aos domingos descobri que todos eles fecham as 22hs. Me recusei a jantar Pringles da conveniência, dormi com fome e cá estou.
Mas por falar em fome, meu café chegou.
terça-feira, 24 de junho de 2025
Ginástica
Ser mãe é uma ginástica.
Semana passada marcaram uma reunião importante em Guarulhos. Quando fui colocar na agenda, dei de cara com "apresentação ginástica Mel". Ah, meu senhor... Não querendo abrir mão de nenhuma das duas coisas, só pedi: eu vou, mas preciso estar em Porto Alegre às sete! Passagens compradas, só dependeria da boa vontade da Azul (e do vendaval que se instaurou em Porto Alegre). Um Uber, um vôo turbulento, um ônibus pro terminal certo, uma reunião de duas horas, uma corrida pra pegar o ônibus de volta ao terminal de embarque, mais um vôo turbulento e outro Uber em meio ao trânsito do fim do dia, e às 18:37 eu descia perto do Colégio a tempo de tentar comprar flores pela apresentação da guriazinha. Frustrada com as duas floriculturas fechadas, fui pro ginásio onde as mães das colegas tinham feito meu papel de maquiadora e cabeleireira além de ter guardado um lugar bem na frente, enquanto o pai organizava a logística do outro filho. Sentei exausta, mas ao ver ela linda correndo até mim e gritando aquele "mamãe" que enche uma casa, meu cansaço praticamente se desfez. E após mais ou menos dois minutos e treze segundos de apresentação, onde minha ginasta acertou metade da coreografia e acertou do jeito dela a outra metade, ela surgiu novamente na minha frente, sorrindo feliz.
- Foi lindo, meu amor! A mamãe tem um mini presente pra ti. Não consegui comprar flores mas trouxe outra coisa...
- Balinha de avião!!! Eu amo balinha de avião mamãe, brigada!
Ô ginástica que traz resultado, se não pro corpo, pro coração.
segunda-feira, 5 de maio de 2025
Quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?
Ouvi essa frase pela primeira vez há 18 anos.
Tudo começou, quando partiu de mim uma atitude que talvez soe boba, mas foi inusitada, ao menos pro meu modo de ser: deixei um bilhete prum cara que almoçava frequentemente no mesmo lugar que eu. Não sabia nem o nome dele, mas ficava hipnotizada cada vez que o encontrava. Então um dia, depois de almoçar sozinha, deixei um bilhete com meu telefone com a moça do caixa e pedi que ela entregasse. E o inacreditável aconteceu: ele ligou! A história não rendeu grandes frutos pelos mais variados motivos, mas ela tem duas coisas que me marcaram muito.
Uma delas, é que deve ter sido com ele que aprendi que nem todo mundo na nossa vida é caminho, mesmo que a gente queira muito seguir por ele. Tem gente ponte, gente atalho, gente desvio, já cantava o Zeca Baleiro. Mas todos nos levam de algum modo à algum lugar. Naquela época, ele me tirou do fundo de um poço onde eu tinha me enfiado uns quatro anos antes. Segui meu caminho sozinha, mas não teria saído do lugar sem ele.
A outra coisa que me marcou, foi a frase que iniciei o post. Ele me disse ela quando contei que aquela simples atitude do bilhete tinha sido um "marco histórico", que eu jamais tentaria uma investida assim e nunca imaginei que ele me ligaria, nem sabia de onde tinha saído aquela coragem. E foi aí que ele me disse: "quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?"
Essa história e a frase me vieram a mente pois, pela primeira vez, resolvi pegar o carro e ir viajar sozinha para acampar e... voar de balão. Assim que decidi e simultaneamente me senti um tanto louca, aquela frase ecoou em mim.
Foram algumas horas de estrada cantando, pra então vencer o medo e subir na cesta de um balão, onde flutuei no ar em meio a um mar de cores. Saí desse encanto e peguei uma estrada terrível e desconhecida, e horas depois cheguei no meu destino aliviada, mesmo que em um lugar estranho. Armei uma barraca sozinha, e exausta, me orgulhei dos feitos, tudo pela primeira vez. As estrelas no céu eram muitas e pareciam brilhar mais do que o normal. A noite mal dormida e gelada, foi compensada pelo nascer do sol em meio a neblina que pairava e que deixava tudo em uma aura de sonho.
Fui tomada de assombro pela realidade logo em seguida, mas hoje, essa parte chata da história não vai ter espaço. Vou pular dela pra visão gigante dos cânions. Uma imensidão onde tudo, absolutamente tudo, fica pequeno demais.
domingo, 9 de fevereiro de 2025
Nescau
"Bom dia, mamãe, faz meu nescau?" ou a variante "Posso ver um pouco de tablet?".
Um despertar eestabelecido invariavelmente entre seis e sete da manhã nos últimos dez dias. Faço um exercício qualquer. Como uma coisa qualquer. Arrumo a mochila, preparo dez tipos de lanches [mesmo sabendo que isso não evitará o ataque ao picolezeiro, ou milheiro, ou açaízeiro, ou aos três]. Vem passar protetor. Já escovou os dentes? Para de se mexer. Meu olho! Não foi no olho! Bora, tudo certo? Coloca o cinto! Cadê o chinelo? Volta e pega o chinelo. Coloca Meu abrigo? Não, Cheerleader! Eu quero Várias queixas! Cantamos, e como, e passado um tempo, chegamos. Pego a mochila, a sacola de lanche, e de brinquedos, a barraca, um filho, dois filhos. Cadê a chave do carro? Na polchete, santa polchete. Armo a barraca. Posso ir no mar? Espera a mãe montar o acampamento. Estico a canga, que em três minutos está tapada de areia e tudo bem, pois não ficarei nem cinco sentada [quem dirá deitada] nela. Mamãe! Tô indo. O mar tá uma delícia! Volta, Melissa, perto do teu irmão. Cuidado, Lucas! Picolezeiro, mamãe! Dois picolés e trinta reais a menos depois, que mais tem pra comer? Passam-se horas em um grande looping. Vão tirar a areia, vamos. Eu nem brinquei! Mais quinze minutos! Desarma o acampamento. Deu, vamos. Ah não. Ah sim. Não é justo. Sobe no carro. Mamãe, coloca... não, agora sou eu que escolho! Ah, essa eu gosto. Abençoada casa. Banho, os dois, subam já! Tiro areia de tudo, estendo tudo, lavo tudo, organizo tudo. Parem de brigar, eu vou subir! A Mel que... não interessa! Desçam já! Mamãe, fome. E sede. Pega água no filtro. E pega uma banana. Não é fome de banana. Faço um lanche. Mais fome. Faço dez lanches. Fo... chega! Alimento as cachorras. Vou correr, não se mexam, só respirem! Voltei, tudo certo? Maldita-bendita tela, nem respondem. Vou na piscina. Vou tomar banho. Vou embora! Quê, mamãe? Estão surdos? Faço a janta. Venham. Limpa a boca. Olha o copo! Lavo a louça. Mamãe, quero colinho. E meu leite. Tô indo. Dou cinco minutos de colo, dorme um, dormem dois, carrego um, carrego dois. Desço, desligo tudo. Rua, Dora. Fecho a casa. Subo. Vou ler. Leio meia página, capoto até o próximo pedido de nescau. Tô exausta e já com saudade. Não exijam coerência de uma mãe.
sábado, 7 de dezembro de 2024
A mulher da janela
A mulher da janela era eu, mas a senhora ao meu lado queria tirar fotos. E fazer vídeos. E ela até era educada, como quando enfiou o braço por cima do meu kindle me impedindo de ler, mas se desculpou. Eu, irritada, me mantive sorrindo, brinquei que era melhor ela filmar o céu do que a mim, ha-ha-ha, que bicho me picou? Quando começou a descida ela abriu a minha janela, que anteriormente ela já havia aberto e depois fechado - sempre se desculpando. Então eu, gentilmente (e putamente porém serenamente), cedi o meu lugar. E ela tirou mais fotos. E eu li o meu livro. E todos viveram felizes para sempre até o final do vôo.
sexta-feira, 24 de maio de 2024
Sem reclamar
Porto Alegre, 05 de maio de 2024.
Depois de 12 dias viajando voltei pra minha cidade após dois vôos cancelados, uma escala imprevista e um trajeto de carro. Durmo, exausta, acordo e finalizo a mudança iniciada antes das férias em meio a chuva e notícias alarmantes. A cidade está um caos mas eu vivo num lugar que não foi diretamente afetado, não posso reclamar. As crianças ficarão sem aulas, mas enfim, foi só isso que mudou, não posso reclamar. Economizamos o que pudemos, mas faltou água, mas tenho casa, luz, não posso reclamar. Doa, ajuda, faz PIX, chora por qualquer coisa, agradece por não ter pelo que reclamar. A chuva não para, o abrigo de cães no gasômetro precisa de ajuda, decido fazer lar temporário, preciso ajudar. Cachorro novo, querido, ansioso, carente, assustado, recebo um cocô no tapete. Tudo bem, é só limpar. A água volta mas o meu aquecedor estraga, tem banho, mas é frio, estou melhor que muita gente, não posso reclamar. Meu cachorro novo se apega muito a mim, tem ciúme dos meus filhos, rosna, ataca, preciso devolver ele, o que faço aos prantos, não consegui ajudar. Os filhos pelos quais devolvi o bichinho sentem falta dele, me precipitei? Fiz tudo errado? Respira, te acalma, e lembra de não reclamar. A filha sente tanto a ausência do cachorro (e sente tanto todo o resto) que faz xixi na minha cama toda. Acordo molhada, a máquina nova só lava, não tenho outro lençol. Lavanderia, loja, lá vai dinheiro, ei, lembra: isso não é nada, sem reclamar. Lavando a louça a cozinha transborda, chamo o encanador: olha, uma pedra entupindo a caixa de gordura. Conserta, paga, não para pra reclamar. Porque enquanto isso a cidade colapsa, e também transborda. Transbordamos todos, sem reclamar.
Porto Alegre, 24 de maio de 2024.
Parece inacreditável pensar que exatamente há um mês eu saia de férias. Me vi nessa foto hoje e ela parece tão sem sentido ou fora de contexto que parece ter sido tirada em outra vida. Mas nesse dia, nessa outra vida, ela fazia todo sentido. Eu transbordava, cercada de água, mas era de alegria. E não tinha realmente do que reclamar.
sexta-feira, 5 de agosto de 2022
Ilha da Gigóia
Hoje eu fui passear na Ilha da Gigóia, lugar que eu nunca tinha ouvido falar até vir morar no Rio em 2010. Ela é uma ilha pequenininha, desenhada por inúmeras ruelas estreitas cheias de placas coloridas, grafites e plantas de todos os tipos. Num dia lindo de sol como hoje, fica tomada de pessoas que parecem conhecer cada um que passa. Ela é meio bagunçada, muitas das construções não deixam bem claro se foi finalizada ou não. Tem um boteco em cada canto e armazéns que vendem de tudo, muita birosca misturada com lugares charmosos que algum estrangeiro resolveu abrir. É uma cidade do interior dentro de uma cidade grande, com uma praia logo ali, apaixonante, cheia de cuscos e de vida. Pensei cá comigo: isso é muito a minha cara, ou pelo menos era a cara daquela Kelen lá de 2010... Como é que ela saiu daqui? A verdade é que eu nunca cheguei a entrar! Quando vim morar aqui, depois de pular de casa em casa e muito procurar (ah, Airbnb...), achei um anúncio de uma pousada que aceitava hóspedes por longas temporadas nessa tal ilha que ficava na Barra. E era tudo que eu precisava: um apezinho mobiliado, sem nada pra comprar e por um preço pagável e relativamente perto do trabalho. Peguei meu primeiro barco pra ir conhecer a pousada e pedi somente pra atravessar a lagoa. Ao descer, sem andar muito, perguntei pela pousada Barravento e me disseram: ah, não chega por aqui não, tem que pegar outro barco e pedir pra descer lá. Não entendi, mas aceitei e virei as costas pra ilha sem sequer conhecer. O novo barqueiro me deixou na pousada e foi então que o proprietário me explicou que dali eu não teria acesso a ilha exceto por barco. Uma construção logo atrás dela, fazia com que não houvesse outra saída exceto pela água. Nos meses que se seguiram, sempre peguei meu barquinho direto pro continente, fosse pra trabalhar ou passear. Quis o destino que eu não me apaixonasse por esse lugar e mudasse a minha história. Será? Só posso acreditar que ele, o tal destino, me queria mesmo era em Porto Alegre, pra fazer da minha vida o que ela é hoje. Quantas vezes uma simples decisão pode mudar todo nosso rumo?
"Si nunca paras de buscar, talvez nunca pueda ser encontrado por lo que buscas."
quarta-feira, 3 de agosto de 2022
Folga
Desde que vim passar esse periodo no Rio, a pergunta que mais tenho recebido ultimamente tem sido disparado: "e a saudade?". A resposta sai fácil porque é uma saudade sem medida, ela é gigante, é de ter vontade de entrar na tela e encher de amassos e de beijos. Mas é uma saudade que não dói. Dá pra entender? Porque eu vejo eles todos os dias e eles parecem tão felizes. Saudosos, óbvio, mas felizes da vida! E com meu marido nota dez sendo um pai nota mil somado a uma diarista que virou a santa ajudante de todas as manhãs eles estão dando conta do recado bonito (espero que minhas plantas estejam vivas, viu?). E também porque, e não me julguem por esse trecho, tô com saudade mas numa folga que olha, puta que pariu. Atenção meus empregadores, isso não significa que eu não esteja trabalhando, tô trabalhando tipo bicho. Considerem que vocês me concederam tipo umas férias da família remuneradas, uma espécie de viagem padrão perrengue chique. A real é que não tem montagem que supere o trabalho que é ter uma casa cheia de seres, não tem BO mais difícil que cuidar de uma família, não tem cansaço maior do que um dia inteirinho com um marido, dois filhos e dois cachorros e ainda por cima o tal do trabalho! Desculpa, eu amo vocês, viu marido? Mais que tudo na minha vida todinha, mas dá um trabalho da porra e depois desses dez dias sozinho tenho certeza que ele assina embaixo! Dá tanto trabalho que me vejo volta e meia num não saber o que fazer com o tanto de tempo que eu tenho por aqui mesmo depois de trabalhar oito horas. Dia desses num desses stories, minha irmã fez a tal pergunta. Eu respondi explicando tudo isso e ela resumiu melhor que eu: "eu te entendo, é uma paz com remorso, né?". Ô se é.
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Férias (?)
domingo, 3 de setembro de 2017
Run baby run
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Coração de mãe
- Porto Alegre!
- Nao, é de outra!
- Vem cá, que eu ligo pra tua mãe.
Segui caminhando e sorrindo quando ouvi nos autofalantes:
domingo, 13 de agosto de 2017
Trago (mais) verdades
Amo ele, tô vesga de saudades.
Mas dormir oito horas, PUTAQUEPARIU, é rejuvenescedor!
domingo, 13 de setembro de 2015
Domingo 13
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Remote Year
Meio que ignorei o fato de que eu tinha um namorado e duas cachorras. Ou talvez não tenha ignorado totalmente, já que pensei que seria opcional o número de meses que eu poderia participar - apesar do nome falar em year e não em months, e que em quatro meses, temporada que o grupo passaria na Europa, eu não perderia meu namorado - nem mesmo se ele tivesse que ficar sozinho cuidando das minhas duas cachorras. Acredito que essa inscrição venha de uma vontade maior que a minha conta bancária de conhecer o mundo e também um efeito retardado chamado "Barcelona Frustración".
O tempo passou, quase esqueci daquilo e de repente chegou um e-mail. Respondi algumas perguntas e fui para a próxima fase. Um tempinho mais e pagando uma pequena taxa, passei mais uma. Decorei instantaneamente a ordem das cidades. E eis que um californiano chamado Brandon quis marcar uma entrevista via Skype comigo. Pânico. Não sei se mais pela remota possibilidade de ir ou pelo simples fato de ter que falar em inglês com alguém.
Pois chegou o dia do Skype com o Brandon, cara que defini como super gente boa pelo simples fato de dizer que meu inglês estava ótimo e isso ser uma baita mentira. Na sequência ele me disse que queriam apenas pessoas incríveis nesta viagem e que eu era uma delas. Gente boa, não tem como negar! Ou pelo menos com um ótimo xa-lá-lá. Expliquei no meu inglês macarrônico que havia entendido que poderia ser um ano de quatro meses. Expliquei do namorado (que a estas alturas já era quase marido). Expliquei das cachorras. Fizemos um trato: eu tentaria convencer o marido a ir comigo por um ano, enquanto ele tentaria convencer o restante da organização que eu poderia ficar menos que isso. Ainda me restava a missão de convencer a Pulga, a Panqueca e a Dona Luiza, de que uma temporada em Gramado seria ótima para as três!
Uma semana depois, novo Skype, muita empolgação dos dois lados e... nada feito. Nem namorado, nem organização aceitaram as nossas propostas. E se as cuscas e a Dona Luiza tivessem entrado na votação, teria mais três nãos na minha frente. Assunto encerrado, nem uma remota possibilidade de viver remotamente.
Talvez a aceitação tenha sido fácil pois não era pra viver um dolce far niente. Teria tudo ao meu dispor, passagens, estadias, casa, comida e roupa lavada além de um lindo coworking em cada cidade, mas mediante um pagamento mensal que a distância, sinceramente, não sei de onde tiraria.
Sendo assim, segui minha vida tranquilamente.
Pelo menos até ontem, quando eles postaram as primeiras fotos na Croácia. Pena de mim quando chegarem na Tailândia.


