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domingo, 29 de junho de 2025

Brilho

Olhei uma foto hoje no Foco Radical e me achei muito corredora (sendo bem irônica comigo mesma). O engraçado foi que pouco antes, uma pessoa me escreveu dizendo que lembrou de mim pois uma amiga precisava conversar com escritoras de mais de 40 anos pro seu trabalho de TCC. Minha resposta foi: olha, não sei se eu posso ser considerada escritora, mas pode dar meu contato. E de repente associei as duas coisas.

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Faz umas duas semanas que comecei assistir a série The Bear. Meio desavisada, sem pesquisar nada, só porque gostei de um diálogo que vi em uma postagem no Instagram. E que diálogos, simplesmente viciei e devorei a série. São sequências de verdades, e choros, e socos no estômago sem fim. Num desses diálogos veio a palavra paixão. O quanto precisamos muito encontrar aquilo que temos verdadeira paixão em fazer nessa vida. 

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E o que tudo isso tem a ver? Tem a ver que eu acho que corro, mas não sou corredora. Que escrevo, mas não sou escritora. Mas a paixão que sinto pelas duas coisas, faz meu olho brilhar a ponto de dispensar esses títulos. E que no fim, sem os títulos, faço com ainda mais paixão.

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Correndo (de) para mim

 "Já falei aqui sobre primeira vez? Há pouco mais de meio ano, comecei mais uma vez a correr. Mais uma vez porque - como muito do que já comecei até hoje, e a lista não é pequena - comecei e parei de correr mais de vinte vezes. Mas desta vez estipulei uma meta: correr minha primeira corrida de rua. E por seis meses, dia sim dia também, com raras exceções, corri. De manhã ou de noite, abaixo de sol ou de chuva, no frio ou no calor.

Domingo, friozinho considerável na beira do Guaíba, pernas de fora e congelando desde as seis e meia da manhã, tive noção do que é participar de uma corrida dessas. E é bom demais. Daquelas coisas boas que chegam a dar frio na barriga. Lembrei que ainda esses dias comentei como eu estava ansiosa ao que me responderam: "mas é só uma corrida!". Como explicar o que significava aquela corrida pra mim? Explicar o que eu passei no último meio ano e o quanto essa coisa de correr me ajudou a superar, esquecer e levantar? Era muito mais do que a corrida. Ela fechava um ciclo, preenchia uma lacuna, correspondia a uma etapa percorrida. Tanta coisa cruzou junto comigo aquela linha de chegada, que só isso explica de onde tirei forças pra correr tão rápido aqueles últimos 100 metros." 

Esse texto foi escrito por mim em maio de 2008, depois de uma separação e de correr a minha primeira prova. 15 anos depois, lá se foram mais de 30 corridas, algumas lesões, muitas paradas. As questões que pairam na cabeça são outras, mas a corrida segue sendo a maior terapia, o melhor ansiolítico. O frio na barriga ainda vem, e correr os últimos 100 metros vai ser sempre uma das melhores sensações de se sentir.

domingo, 3 de setembro de 2017

Run baby run

Saí pra correr ontem a noite querendo um pouco mais que cruzar a linha de chegada. Queria muito que a cada passada agosto e os problemas que vieram com ele ficassem pra trás. Problemas que culminaram com férias canceladas, uma frustração com a qual não estava sabendo lidar. Com meu fone de ouvido esquecido em casa, fiz uma corrida silenciosa, e enquanto minhas pernas corriam pela beira do rio, meus pensamentos corriam pelos monumentos de Roma, pelas ruelas de Siena, pelos campos da Toscana, pelas pontes de Florença, pelo colorido de Cinque Terre, pelos canais de Amsterdã. Pensei eu que quando cruzasse a linha de chegada viria junto um turbilhão de lágrimas que insistiram em não cair em nenhum momento nas últimas semanas. Mas tudo que fiz ao encerrar a prova foi soltar um grande suspiro. Talvez porque tenha finalmente me dado conta que a vida é muito curta pra sofrer com as nossas frustrações. Ou tenha me dado conta que a vida é muito curta pra sofrer. Ou simplesmente que a vida é muito curta.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Milhas e milhas distantes

Decidida a voltar a correr, caminhei até o Parcão cheia de orgulho, cantando Killers a plenos pulmões. I got a soul but I'm not a soldier. Me acompanhavam o aplicativo Nike Run recém instalado e a certeza de que eu posso já ter corrido 21km um dia, mas hoje não passaria de 1. Dei o start, enfiei o celular no bolso e 9 segundos depois a corrida começou. Quando fechei uma volta completa minhas perninhas sedentárias sentiram o drama. Não queria olhar o celular pra não me desestimular, mas a volta não tinha que ter tipo 1km? Por que a mocinha do aplicativo ainda não tinha me avisado que acabou? Ainda correndo, saquei ele do bolso e assim que a tela brilhou vi que o aplicativo tinha mudado meus kms pra milhas! Maldito! E quem disse que eu lembrava quanto era 1milha? Sem parar o aplicativo (que assinalava miseras 0.8 milhas percorridas) pensei no Evandro Mesquita a milhas e milhas distantes, no Hooters e suas hundred miles, no Hoodoo Gurus a thousand miles away e assim me arrastei por mais longuíssimas 0.2milhas pra fechar num número redondo esse tão protelado retorno! Uma milha (ou 1.6km...) depois posso dizer: corrida, eu voltei!

domingo, 2 de agosto de 2015

De volta a ativa

Corri dez minutos hoje. Me senti uma atleta. De 87 anos, mas uma atleta.

domingo, 19 de junho de 2011

Meia Maratona de Floripa

- Isso, hidrata que 'ce merece nossa Irongirl.

O meu abraço apertado e suado a esse manezinho da Ilha querido e a todo resto da equipe de apoio da Meia Maratona de Floripa que foi demais!

Mas o momento mais marcante da prova foi a chegada da última corredora, uma senhora sorridente, 3hs e 20min depois da largada, recebida com aplausos e lágrimas de todos os presentes.
É sensacional fazer parte dessas provas, a superação de cada um emociona demais. E não me sinto mal por ter completado a prova no mesmo tempo que pessoas completaram uma maratona completa. Pelo contrário, me sinto completa por ter chegado lá do meu jeito.

domingo, 10 de abril de 2011

Run, devagar, mas run

Me sinto ótima por ter voltado aos 10km, mesmo me sentindo um fusca subindo a Lucas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cinquenta e dois minutos de corrida e cinco minutos de fama

Minha terceira corrida no Rio, segunda este ano, mas a primeira com um cenário de tirar o fôlego. Depois de quase derreter por duas vezes no Aterro do Flamengo, o que também de certa maneira me tirou o fôlego, me inscrevi nos 8km da Summer Runs Leblon-Leme. Ter o mar ali do lado em tempo integral é realmente inspirador, apesar da tentação de sair correndo pela direita e me jogar nele ter sido enorme. Outra coisa engraçada neste trajeto, é que óbviamente não existe trânsito de carros, mas como fazem todos os banhistas que querem atravessar até a praia? Esperam a manada passar ou torcem pra se salvar do atropelamento? Entre corredores, velhinhas, cachorros e seus donos, gringos e carregadores de cadeiras de praia, todos sobreviveram. Pontos para a estrutura com spray de vapor d'água no meio do percurso proporcionando mais ou menos um segundo de puro prazer. Pontos para os ventiladores com vapor d'água na chegada da prova proporcionando alguns segundos a mais de prazer. Muitos pontos para o Gatorade extra gelado na chegada da prova. Pra completar, bem suada e acabada, fui entrevistada pelo blog da Nike Corre. Várias corridas... uhm... três corridas já podem ser consideradas várias, não?

domingo, 12 de julho de 2009

Correndo na terra da garoa

Faz frio em São Paulo. E até hoje de manhã, chovia. Mesmo assim às seis e meia da manhã estava tomando café da manhã para em seguida me dirigir ao Pacaembu para mais uma corrida, primeira fora de Porto Alegre.
A etapa do Circuito das Estações de Inverno de São Paulo, teve bem mais cara de inverno do que a de Porto Alegre. E mais algumas diferenças me chamaram atenção. Em vez de 3, eram 6 mil pessoas correndo. O trajeto, que saia e chegava no estádio, aqui incluía subidas e descidas e apesar de mais puxado, foi bom variar do trajeto sempre plano da Beira Rio. Legal também ver a animação do pelotão gritando e aplaudindo os primeiros colocados a cruzarem por nós rumo a linha de chegada, enquanto ainda estávamos no terceiro quilômetro de corrida. Assim como a equipe de apoio aqui é bem mais animada e incentivadora. Mais um ponto pra São Paulo: o dobro de pontos de água durante a corrida. Sem falar na toalha de brinde na chegada! Mas assim como em Porto Alegre, a melhor parte segue sendo passar a linha de chegada e aquela excelente sensação de dever cumprido. Seguida de pertinho pelo banho quente e bem demorado que veio em seguida.
A próxima? Já estou inscrita: dia 18 de outubro, em Amsterdam.

domingo, 21 de junho de 2009

Superação

Duas noites mal dormidas. Tosse. Dor de garganta. Bolha no pé. E uma dor insuportável no tal do baço. Não desisti de correr a corrida de inverno do Circuito das Estações, mas me rastejei por 4 km e tive certeza que ia desistir assim que chegasse o quinto quilômetro. Parei, caminhei meio minuto, corri até um fiscal e perguntei se eles iam registrar meu tempo de 5km com meu chip de 10km. Não iam. Eu ia ser desclassificada. Não gostei dessa palavra. Não gostei desse negócio de desistir. Respirei fundo e encarei mais cinco quilômetros conversando comigo mesma. Só mais um pouco Kelen, tu vai conseguir, não desiste. Nunca fui tão otimista. E tão convincente. Me concentrei, esqueci a dor e aguentei firme. Sequer sabia a música que tava tocando no meu I-pod, estava muito mais preocupada em ouvir a minha super auto-ajuda. E depois de 9,5km corridos, mais uma vez veio não sei de onde aquele gás final, que me faz correr o último meio quilômetro como se aquilo fosse a coisa mais importante da minha vida. Com certeza não é, mas faz um bem danado aquela linha de chegada.

"Chega de fugir, de se esconder
E de deixar a vida pra depois
Não persiste mais, se o mundo gira,O tempo corre, nada vai te esperarEntra de cabeça nos seus sonhosSó assim você vai ser felizPor isso canta, dança, grita, ô ô ô ô ô ô

Não se reprima
Não se reprima
Não se reprima!"

(Música repaginada do Menudo, da nova campanha da Batavo, patrocinadora do evento)

domingo, 24 de maio de 2009

(não) parece que foi ontem

Há um ano vim até aqui escrever sobre a minha primeira rústica. E lendo aquele texto não posso deixar de perceber como em um ano tudo mudou. O clima de maio mudou. A minha velocidade mudou. A minha equipe mudou. O meu tempo mudou. Os meus objetivos mudaram. O meu treino mudou. Até a distância da prova mudou. Eu mudei, as pessoas mudaram, tudo muda o tempo todo, já diria Lulu. E ao contrário de provas, a gente não se prepara pra mudanças. Simplesmente encara, sem treino, sem aquecimento nem alongamento. Em um ano pessoas entraram e saíram da minha vida na mesma velocidade que ultrapasso e sou ultrapassada numa corrida. Minha vida mudou.
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Esses dias me disseram que não pareço feliz, que meus olhos não tem brilho. Entristeci na hora, mas sorri logo depois. Só quem não me conhece suficientemente bem pode pensar isso de mim. Já estive triste, já tive os olhos fechados por tanta falta de brilho. Mas assim como tudo, isso também mudou.
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Só a satisfação de cruzar a linha de chegada, essa segue sendo a mesma. O coração dispara, as pernas aumentam, as passadas são gigantes e os pés quase não tocam no chão. Praticamente não vejo nada porque os olhos se fecham e é a música que me leva até o fim.
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Um ano.
Às vezes parece que foi ontem.
Às vezes parece que foi há mil anos.

domingo, 26 de abril de 2009

Família que corre unida...

...sua a camiseta unida!
Equipe Tomazelli na meia maratona de revezamento noturna:
GINO/KATLEN/KELEN/KASSIO
1º Tempo Parcial -> 00:22:18
2º Tempo Parcial -> 00:26:49
3º Tempo Parcial -> 00:26:45
4º Tempo Parcial -> 00:20:31
Total => 01:36:23
Espera só pra ver quando a gente começar a treinar pra valer!

domingo, 15 de março de 2009

Minha corrida tem trilha sonora














Não corro sem música. Sou capaz de não sair do lugar. Ontem, quase nada nervosa pra minha segunda corrida de 10km, fui montar o meu playlist. E não basta ser música, tem que me fazer bem, seja pela letra, pelo ritmo ou pelas lembranças, daquelas que me fazem correr sorrindo sem ninguém entender.

Fire (pra começar num ritmo bem light, e aguentar firme até o final)
...you say you don't like it
but I know that you're a liar...

Viajando na viagem (pra cantar bem alto)
...vivo preparando
uma viagem pra desaparecer...

Benny and the Jets (pra cantar um pouco mais alto e seguir respirando)
...we shall survive,
let us take ourselves along...

Karla with a K (essa gaita de boca me faz correr de olhos fechados)
...there's no reason to cry,
for days gone by...

I'm yours (pra começar a correr sorrindo)
...there's no need to complicate
our time is short...

Todo se transforma (só ele pra me fazer esquecer que faltam 6 km)
...cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da...

Sea (pra cruzar os 5 km sorrindo, cantando, sonhando)
...ya estoy en la mitad de esta carretera
tantas encrucijadas quedan detras...

Opportunity (hora de começar a correr de verdade)
...don't go kidd yourself well not today
satisfaction's not to far away...

Calor da Hora (acelerando)
...olha só, o infinito é tão legal
o que será que vem, depois, depois?...

Não sei (dá pra gritar nessa parte?)
...mandei tudo pro espaço,
agora eu só quero paz...

I've got you babe (nada a ver com nada, mas amo UB40)
...they say we're young and we don't know
won't find out till we grow...

All star (veio na hora errada, mas as laranjeiras seguem me arrepiando)
...e continuar aquela conversa
que não terminamos ontem ficou pra hoje...

Satisfaction (faltam 2km, hora de ir com tudo)
...push me, and then just touch me
till I can't get my satisfaction...

Everlasting love (contagem regressiva, 500, 400, 300... posso ouvir de novo Sea?)
...don't you forget
welcome love we once knew...

Devo ter cantado demais e me desconcentrei, porque acabei deixando a desejar no meu tempo. Paciência. Pelo menos cruzei a linha de chegada bem do jeito que eu queria: correndo e sorrindo.

domingo, 17 de agosto de 2008

Run, baby, run

Depois da Rústica de Porto Alegre e com a chegada do inverno (e da chuva, e do frio, e do sono, e da preguiça aguda) dei uma maneirada nos treinos de corrida. Mas também não precisava tanto: de seis vezes por semana pra uma foi um pouco de exagero.
Em busca da retomada da serotonina circulando neste corpo, me inscrevi nos 5km da Eco Run, que aconteceu num maravilhoso dia de sol na beira do Guaíba. Senti o peso da preguiça ao cruzar a linha de chegada completamente esbaforida. Santo Gatorade que bebi de uma vez só sem parar pra respirar depois da prova.
Mas aquela tal de serotonina me incentivou a ter forças para encarar a corrida que viria na semana seguinte. E hoje, quando abri os olhos e vi a cara de vai-chover-daqui-a-pouquinho, tirei forças do dedão do pé e fui em direção ao Iguatemi para encarar a Run Series. Mas confesso: amarelei e na retirada do chip troquei de 10 para 5km. Ideia genial, já que o sobe e desce da Nilo Peçanha quase acabou com as minhas pernas destreinadas. Missão cumprida, prova concluída e uma chuvarada de recompensa.

Próxima meta: Corrida do Carteiro, dia 31 de agosto. Sem opção: é 10km ou 10km. E que soltem os cachorros pra eu chegar até o final.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Já falei aqui sobre primeira vez?

Há pouco mais de meio ano, comecei mais uma vez a correr. Mais uma vez porque - como quase tudo que já comecei até hoje (e a lista não é pequena) -comecei e parei de correr mais de vinte vezes. Desta vez estipulei uma meta: correr minha primeira rústica. E por seis meses, dia sim, dia também, com raras exceções, corri; de manhã ou de noite, abaixo de sol ou de chuva, de frio ou de calor. Domingo, friozinho considerável na beira do Guaíba, pernas de fora e congelando desde as seis e meia da manhã, tive a verdadeira noção do que é participar de uma coisa dessas. E é bom demais. Daquelas coisas boas que chegam a dar frio na barriga. Lembrei que ainda esses dias, comentava como eu estava ansiosa ao que me responderam: "mas é só uma corrida!". Como explicar o que significava aquela corrida pra mim? Explicar o que eu passei no último meio ano e o quanto essa coisa de correr me ajudou a superar, esquecer e levantar? Era muito mais do que a corrida. Ela fechava um ciclo, preenchia uma lacuna, correspondia a uma etapa percorrida. Tanta coisa cruzou junto comigo aquela linha de chegada, que só isso explica de onde tirei forças pra correr tão rápido aqueles últimos 100 metros.

58 2260 KELEN GIORDANI TOMAZELLI F 00:55:27 10,821 PETISKEIRA