quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Frase do mês: a paciência é uma dádiva

Lembram deste e-mail?
De respostas porliticamente corretas?

No lugar de: NEM FODENDO!
Usar: Não tenho certeza se vai ser possível.
No lugar de: MAS QUE PORRA EU TENHO A VER COM ESTA MERDA?
Usar: Inicialmente, eu não estava envolvido nesse projeto.
No lugar de: FODA-SE. NÃO VAI DAR NEM A PAU.
Usar: Há razões de ordem técnica que impossibilitam a concretização datarefa.
No lugar de: PUTA MERDA, VIADO NENHUM ME FALA NADA!
Usar: Precisamos melhorar a comunicação interna.
No lugar de: O CARA É UM BOSTA.
Usar: Ele não está familiarizado com o problema.
No lugar de: BANDOS DE FILHOS DA PUTA !
Usar: A Matriz não ficou satisfeita com o resultado do trabalho.
No lugar de: FODA-SE! SE VIRA!
Usar: Infelizmente, neste momento estou sobrecarregado com outro projetoe não posso ajudar.
No lugar de: PUTA TRABALHINHO DE CORNO.
Usar: Adoro desafios.
No lugar de: AH, SE EU PEGO O FILHO DA PUTA QUE FEZ ISSO.
Usar: Precisamos reforçar nosso programa de treinamento.
No lugar de: AGORA FUDEU DE VEZ.
Usar: Esse projeto não vai gerar o retorno previsto.
No lugar de: EU SABIA QUE IA DAR MERDA.
Usar: Desculpe, eu poderia ter avisado, caso fosse consultado.


E não é que as vezes acontece mesmo?
Por exemplo, as vezes respiramos fundo e respondemos a um e-mail idiota com um gentil e singelo OK. Na verdade por trás dele está um irado e sonoro VÁ DAR MEIA HORA DE CU!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A vida vem em ondas como o mar...












Os pensamentos da moça da foto a esquerda ficaram por lá, perdidos naquele mar que variava do mais lindo azul ao mais maravilhoso verde já visto. Num indo e vindo infinito.
A sombra da direita é o máximo que vai ser visto desta mesma moça nos próximos dias. Do mesmo jeito que ela aparece, ela se vai. Como uma onda no mar.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Contagem regressiva: faltam 11 horas


Não. Não é pra passar um mês. Nem sequer uma semana. Tem que pergunte se vale a pena encarar a BR101 por dois dias de praia. O primeiro banho de mar já faz valer cada buraco da estrada!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Smile

Adorei colocar musiquinhas aqui.
E não é por falta de criatividade nem de inspiração, até porque tenho andado a milhões por hora - momentos de ressaca a parte - fazendo cem coisas ao mesmo tempo, enquanto metralho mensagens e e-mails.
Mas elas tem falado tão bem por mim, sabe? Então vou deixar elas seguirem falando.

"At worst I feel bad for a while
but then I just smile
I go ahead and smile"

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Nocaute duplo

O primeiro:
Primeira aula de boxe.

O segundo:
Festa com Open Bar.

Resultado:

Sexta-feira nocauteada.

E eu descubro que vodka+energético liberados são muito mais perigosos do que meus cruzados de direita.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Love is just a game

Love is just a game
Broken all the same
And I will get over you
Love is just a lie
Happens all the time
Swear I know this much is true

13 de fevereiro

E na onda do speaking english, welcome to my astral hell.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Thank's guys!

E então meu irmão fica uns dias sem dar notícias lá das Américas. E a família inteira entra em pânico. Então eu resolvo ligar, sem ter um número, é claro.
Começa que não sei digitar o nome da maldita cidade. Mas aí o Sr. Google lembra meu analfabetismo dizendo: Você quis dizer: Breckenridge. Sim meu querido, foi isso mesmo que eu quis dizer. Abro o site e lá não consigo achar o nome do maldito restaurantezinho onde o piá trabalha. Mas acho um número interessante: Government - Police! Não penso duas vezes e é pra lá mesmo que eu telefono. E aí? Faz o que depois do "hi" mesmo? Deus do céu, onde foram parar meus anos de Fisk?

- Hi...hã... i'm brazilian and... I gonna talk slowly, can you understand me?
- Yes...
- OK, I'm looking for my brother.. he... hã bzvbsvbz vacation here... and... he work at Vista Haus, and can you give me the fone number of there, please?

Bom, Seu Polícia me passou para o Seu Information, que me deu o número do Snow qualquer coisa dizendo:

- Oh yeah, Vista Haus, at the peak 9, OK?
- (what the fuck is that peak 9???) Isso! (isso mesmo, minha resposta foi isso!)

E eu liguei pro Seu Snow, que me deixou plantada na linha pra me informar que o "Vista Haus is closed now darling, because is already four PM" ou qualquer coisa que o valha.

- Thank so much, I'll call tomorrow!!!

Sub-entendido estava, "tank's guys, por se esforçarem tanto em entender essa pobre brasileira". Fiquei pensando o que a polícia de Porto Alegre faria se uma indivídua ligasse falando um português muito do tosco com eles, alegando ter um irmão de férias por lá. A propósito. Minutos depois de eu fazer estes DDIs, meu querido brow entrou em contato. Está ótimo e manda lembranças. Ah se esse piá tivesse na minha frente agora... guarda uns dólares aí baby, essa ligação quem vai pagar é tu!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Camper


Babei no site. Do mesmo jeito que babei em todas as lojas que passei. Do mesmo jeito que babo por esse sapatinho aqui do lado que ainda vai ser visto neste meu rico par de pezinhos tamanho 35.



sábado, 9 de fevereiro de 2008

Anyone else but you

Depois de P.S. eu te amo, agora Juno.
Vou entrar no Guiness como campeã por maior tempo de choro durante o mesmo filme.

"Ele é o queijo do meu macarrão."



Personagem do mês

Personagem de janeiro :
Boo - Monstros S.A.

Abrir aquela porta era tentador. Ela não resisitiu e foi parar em Monstrópolis. E enquanto esteve por lá intercalou medo com diversão. Num determinado momento teve que ser levada de volta pra vida real e pelo mesmo monstro que fez ela entrar por aquela porta.E mais irônico é que ela sente saudades do monstro!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A arte imita a vida, ou vice versa

Os episódios vão passando e eles são sempre cheios de altos e baixos. As coisas nem sempre acontecem como esperávamos, por mais que todo enredo nos levasse a crer que não tinha como ser diferente. Nessas horas, dá vontade de pular aquele episódio ou apertar no fast forward e ver as coisas melhorando lá na frente, como se fosse óbvio que o final seria feliz. Personagens entram e saem de cena mas alguns, ainda que fora dela, seguem sempre presentes mesmo que apenas em flashbacks.
E de repente, como se tivéssemos apertado a tecla pause, nada mais sai do lugar, nada muda, nada acontece. A protagonista fica congelada, no centro da tela esperando que alguém faça alguma coisa. Esperando que as férias até a próxima temporada acabem e que alguém siga escrevendo o roteiro da vida dela.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

(IN)utilidades de um Carnaval em Porto Alegre

Sábado de carnaval. Dia tranquilo para ligar para NET, não? Tão tranquilo que cortei as unhas do pé enquanto esperava ser atendida para reclamar da minha fatura. E é claro, não fui atendida pelo único funcionário que deve ter ficado de plantão. E olha que demoro pra cortar as unhas do pé.
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Algumas coisas me incomodavam muito na minha casa: a roupa no tanque, a louça na pia, o pote de doce de leite na geladeira e a barra de toblerone na lata de chocolates. Acabei com todos esses incômodos.
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E com peso na consciência fui correr. Nunca foi tão fácil atravessar ruas em Porto Alegre.
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E eu, que fiquei aqui pra trabalhar, até o prezado momento fiz desenho pra tatuagem de uma amiga, assisti (seis) (treze) (vinte e um) todos os 25 episódios disponíveis de Men in Trees, baixei o novo CD do Eddie Vedder, entre outras inutilidades que a Internet proporciona. Este feriadão promete...
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Terça-feira tranquila com direito a banho de piscina e banho de sol; saí para correr mais a tardinha, ouço buzinas, Encol lotada. Nada contra vocês pessoas, mas a cidade fica ótima vazia.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Samba enredo

Sempre gostei do dia primeiro. Não tem sempre cara de começo?
Mesmo caindo numa sexta-feira, chuvosa, véspera de feriado que não vai ser feriado e antecedendo o Carnaval que não vai ter Carnaval. Ainda assim gosto de dia primeiro. Mesmo sem saber começo de que ele pode ser.

"A cigana leu o meu destino
Eu sonhei!
Bola de cristal
Jogo de búzios, cartomante
E eu sempre perguntei
O que será o amanhã?
Como vai ser o meu destino?
Já desfolhei o mal-me-quer
Primeiro amor de um menino...
E vai chegando o amanhecer
Leio a mensagem zodiacal
E o realejo diz
Que eu serei feliz
Sempre feliz...
Como será amanhã?
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será
Como Deus quiser
Como será?..."

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O encontro

Ela o encontrou pensativo em frente aos vinhos importados. Quis virar mas era tarde, o carrinho dela parou junto ao pé dele. Ele a encarou, primeiro sem expressão, depois com surpresa, depois com embaraço, e no fim os dois sorriram. Tinham estado casados seis anos e separados, um, e aquela era a primeira vez que se encontravam depois da separação. Sorriram, e ele falou antes dela; quase falaram ao mesmo tempo.
- Você está morando por aqui?
- Na casa do papai.
Na casa do papai! Ele sacudiu a cabeça, fingiu que arrumava alguma coisa dentro do seu carrinho – enlatados, bolachas, muitas garrafas – tudo para ela não ver que ele estava muito emocionado.
Soubera da morte do ex-sogro, mas não se animara a ir ao enterro. Fora logo depois da separação, ele não tivera coragem de ir dar condolências formais à mulher que, uma semana antes, ele chamara de vaca. Como era mesmo que ele tinha dito? “Tu és uma vaca sem coração!”. Ela não tinha nada de vaca, era uma mulher esbelta, mas não lhe ocorrera outro insulto. Fora a última palavra que ele lhe dissera. E ela o chamara de farsante. Achou melhor não perguntar pela mãe dela.
- E você? – perguntou ela ainda sorrindo.
Continuava bonita.
- Tenho um apartamento aqui perto.
Fizera bem em não ir ao enterro do velho. Melhor que o primeiro encontro fosse assim, informal, num supermercado, à noite. O que ela estaria fazendo ali àquela hora?
- Você sempre faz compras de madrugada?
Meu Deus, será que ela vai tomar a pergunta como ironia?
Esse tinha sido um dos problemas do casamento, ele nunca sabia como ela ia interpretar o que ele dizia. Por isso, ele a chamara de vaca, no fim. Vaca não deixava dúvidas de que ele a desprezava.
- Não, não. É que estou com uns amigos lá em casa, resolvemos fazer alguma coisa para comer e não tinha nada em casa.
- Curioso, eu também tenho gente lá em casa e vim comprar bebidas, patê, essas coisas.
- Gozado.
Ela dissera uns amigos. Seria alguém do seu tempo? A velha turma? Ele nunca mais vira os antigos amigos do casal. Ela sempre fora mais social do que ele. Quem sabe era um amigo? Ela era uma mulher bonita, esbelta, claro que podia ter namorados, a vaca.
E ela estava pensando: ele odiava festas, odiava ter gente em casa. Programa, para ele, era ir para casa do papai jogar buraco. Agora tem amigos em casa. Ou será uma amiga? Afinal, ele ainda era moço... Deixara a amiga no apartamento e viera fazer compras. E comprava vinhos importados, o farsante.
Ele pensou: ela não sente minha falta. Tem a casa cheia de amigos. E na certa viu que fiquei engasgado ao vê-la, pensa que eu sinto a falta dela. Mas não vai ter essa satisfação, não senhora.
- Meu estoque de bebidas não dura muito. Tem sempre gente lá em casa – disse ele.
- Lá em casa também é uma festa atrás da outra.
- Você sempre gostou de festas.
- E você não.
- A gente muda né? Muda de hábitos...
- Tou vendo.
- Você não me reconheceria se viesse viver comigo outra vez.
Ela, ainda sorrindo.
- Deus que me livre.
Os dois riram, era um encontro informal.
Durante seis anos tinham se amado muito. Não podiam viver um sem o outro. Os amigos diziam: Esses dois se um morrer, o outro se suicida. Os amigos não sabiam que havia sempre uma ameaça de mal-entendido entre eles. Eles se amavam mas não se entendiam. Era como se o amor fosse mais forte, porque substituía o entendimento, tinha função acumulada. Ela interpretava o que ele dizia, ele não queria dizer nada.
Passaram juntos pelo caixa, ele não se ofereceu para pagar, afinal era com a pensão que ele lhe pagava que ela dava festas para uns amigos. Ele pensou em perguntar pela mãe dela, ela pensou em perguntar se ele estava bem, se aquele problema do ácido úrico não voltara, começaram os dois a falar ao mesmo tempo, riram, depois se despediram sem dizer mais nada.
Quando ela chegou em casa ainda ouviu a mãe resmungar, da cama, que precisava acabar com aquela história de fazer as compras de madrugada, que ela precisava ter amigos, fazer alguma coisa, em vez de ficar lamentando o marido perdido. Ela não disse nada. Guardou as compras antes de ir dormir.
Quando ele chegou no apartamento, abriu uma lata de patê, o pacote de bolachas, abriu o vinho português, ficou comendo e bebendo sozinho, até ter sono e aí foi dormir.
Aquele farsante, pensou ela, antes de dormir.
Aquela vaca, pensou ele, antes de dormir.


Luis Fernando Veríssimo
Comédias da vida privada

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O enforcado

Ouvi uma vez de um especialista que tudo aquilo que conseguimos fazer rigorosamente por 21 dias consecutivos viram parte da nossa rotina e a partir do 22º dia vai ser feito automaticamente, sem esforço algum.
Espero que aquilo que venho não fazendo rigorosamente há 21 dias siga esta mesma regra e a partir de amanhã seja simplesmente parte da minha rotina. Porque até então, o esforço que eu fiz para conseguir não fazer foi sobrenatural.

O Enforcado: sacrifício e dedicação
"Se não consegue solucionar suas crises, mude a maneira de enxergar as coisas."




Eternamente insatisfeita

Pedindo dinheiro, ganhei trabalho. Ganhando trabalho, perdi feriado. Perdendo feriado, ganhei mau humor. Dá pra voltar a fita até dia 31 de dezembro, colocar uma calcinha branca e pedir somente PAZ?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

No meio do caminho tinha uma pedra

Estava eu na Etna em São Paulo fazendo a volta olímpica naquela imensidão, quando me deparo com mesinhas desmontáveis por R$9,90. Nossa, como eu precisava daquilo. E cabiam na minha mala. E eram baratas. Vou levar duas. Não três. Não duas. Deixa eu ver... três é o que eu preciso. Não, vou economizar, só vou levar duas. Segue a volta olímpica sem tirar a terceira mesinha na cabeça. Horas depois chegamos no caixa. Na pilha do carrinho, aparece um produto estragado. Volta a Kelen até lá e pega outro. É um sinal, vou pegar mais uma mesinha! Mesinha, mesinha, cadê mesmo aquela pilha imensa de mesinhas que estava aqui? Acabou, senhora.
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Chego quarenta minutos adiantada no Ocidente pro Sarau Elétrico não só pra pegar uma mesa como uma mesa boa. Chego tão adiantada que a birosca ainda não estava aberta. Espero aqui, não espero, onde eu poderia ir e voltar daqui a pouco... mas vai que chega gente e vira fila e eu perco minha mesa, mas é tão ruim esperar sozinha... vou dar uma volta na quadra. Dez minutos e uma volta na quadra depois o Ocidente segue fechado. Com uma fila de seis pessoas.

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E a vida vai me ensinando como funciona a regra do "tropeçou a fila anda".

domingo, 20 de janeiro de 2008

12 segundos de oscuridad

Poderia ir agora até a Espanha, pra ouvir ele cantar. E poderia congelar o tempo por lá.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Procura-se

Há mais ou menos doze anos moro sozinha. Com algumas (breves) interrupções, é verdade, mas nunca deixei de me virar sem ajuda masculina, fosse pra troca da lâmpada ou pro ralo entupido. Todos os pregos e parafusos instalados nas minhas paredes foram parar ali por obra de nós três: eu, meu martelo e minha furadeira. Já furei, martelei, parafusei, montei, pintei, lixei, pendurei, conectei, pluguei e a última (e econômica) novidade: aprendi a instalar tomadas e interruptores!
Mas nem por isso vou entrar no time das que dizem que homem só serve pra isso mesmo, discordo totalmente. Por exemplo agora, neste exato momento o que eu mais preciso nessa vida é de um homem. Porque instalar o ventilador de teto com comando de parede vai ser demais pra mim.