quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ET, phone home

- ...ele ficou de me mandar um e-mail e eu ainda não recebi.
- Entendi, podes me confirmar o e-mail?
- Sim, é kelen GT @ ...
- Ah, sim, ele anotou kelen ET ...

Claro, eu realmente não sou deste planeta.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Rede antisocial

Tô pensando em criar uma rede anti-social: ninguém publica fotos, ninguém escreve e ninguém comenta. E também ninguém reclama.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sem sal

Sal faz mal pro coração, pensou o medroso ao escolher a mulher mais sem graça.

Clarice disse

"Não sei o que quero e, quando descobrir, não preciso mais."

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Um (infinito) instante

A duração de um instante varia muito. O da @webjet por exemplo, até agora durou 22 repetições de "dentro de instantes, você será atendido".

Meteorologia certeira

Será que o Cléo Kuhn não pensa em mudar de profissão?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Síndrome da mulher feia

Quando despretensiosamente peguei o livro "A vida sexual da mulher feia" nos aramados da L&PM Pocket, imaginava apenas um pouco de diversão nos dias de trabalho que se seguiriam e não uma verdadeira sessão de auto-ajuda.

Desde as primeiras páginas, em meio a risadas e definições esdrúxulas sobre a personagem, surgiu uma nunca imaginada identificação. Não com a sua feiura ou gordura extremas, mas com as loucuras que aquela mulher de trinta e poucos anos seria capaz de se submeter em nome do amor (ou de alguma coisa parecida com isso).

Identifiquei a capacidade de fechar os olhos, de colocar a culpa nos próprios ombros, de ver sempre o problema em si, de se contentar com pouco, ou com nada e sofrer com sua própria (e infeliz) decisão. Uma capacidade que nos faz sentir tão pequenas, que não enxergamos quem ou o que realmente é pequeno na relação. De viver com uma enorme sensação de impotência, quando impotente na verdade é o outro. De seguir encantada com uma linda embalagem, mesmo consciente (?) de que o produto que está ali dentro é de quinta categoria. De ver uma relação, onde ela simplesmente não existe. De intensificar o insignificante. Uma incapacidade de ver as coisas como elas são. Tudo isso causado por um conjunto de carência, medo, solidão, cobranças, e só aqui entre nós, uma enorme falta de amor próprio e auto-estima.

O título do livro poderia ser também "A vida sentimental da mulher bonita", ou "A vida emocional da mulher normal", ou somente "A vida da mulher", sem precisar de adjetivos. E de todas as frases que pesquei em meio às histórias bizarras que a autora conta, fico com a que diz que "as mulheres não se apaixonam por uma pessoa, elas se apaixonam pelo amor."

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A vida sexual da mulher feia

"Mostre-se sempre menos inteligente do que você é, por menos inteligente que você seja".
(Claudia Tajes)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Contradição

Ter que esperar a chuva parar pra ir comprar os ingredientes pra fazer bolinho de chuva é um tanto contraditório.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

Preposições, advérbios y otras cocitas mas

Um adeus ano velho que me fez pensar.

Nos porquês, em para que, em por onde, em até quando, em quanto, em como, afim de que, sob pena de que, apesar de tudo.

Um feliz ano novo que me fez querer parar de pensar.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Feliz año!

"El mismo error no se puede volver a repetirlo. Es tropezar con la misma piedra."

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

¿Yo?

Uma senhora Colombiana senta ao meu lado na lotação e eu me puxo no espanhol para conseguir dar informações. Ao terminar, ela pergunta:
- ¿Argentina?
Anotação para o ano novo: melhorar essa minha cara de antipática.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Un pais con el nombre de un rio

Malas prontas para uma semana no Uruguai, o pequeno grande país que faz parte da minha vida desde a infância, quando as férias de verão e a Semana Santa eram passadas em Livramento e Rivera. Eu me vou e fica ele, cantando pra vocês. ¡Feliz Año Nuevo!



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Enhorabuena!

Entrei num site que se chama "Dicas e Roteiros de Viagens".
Nas dicas sobre Montevideo, cheguei no item "onde ficamos", onde tinha a seguinte informação:

"Não me lembro. Não tirei fotos. Só sei que era simples, barato e perto da Ciudad Vieja".


Muy grata por sus informaciones, chica. Buenisimo blog!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Less is more

Desejo menos para 2011.

Menos interpretações.
Menos inquietações.
Menos frustrações.
Menos decepções.
Menos desencontros.
Menos mágoas.
Menos ciúmes.
Menos inveja.
Menos vazio.
Menos erros.
Menos culpa.
Menos fios.
Menos nós.
Menos não.
Menos...

Por favor, bem menos.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Chuva

Eu não gosto de chuva. Mas adoro barulho de chuva, cheiro de chuva, banho de chuva. Um não gostar meio estranho esse...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Espirito natalino

E de repente o espírito natalino toma conta de um jeito que e eu não consigo parar de comprar presentes. Pra mim.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Uma Bombonera lotada de sentimentos

Era junho de 2007. Estava sozinha em casa. Não assistia mais a TV, os foguetes e gritos na rua me contavam o placar. Grêmio e Boca disputavam a final da Libertadores e assim como em Buenos Aires, os gaúchos perdiam o jogo dentro do Olímpico, o título era dos argentinos. Meu namorado na época, gremista, estava no estádio. Fui dormir cedo pra esconder um sorriso irônico que seria incontrolável quando ele chegasse em casa. Já estava deitada quando ele entrou no quarto, fardado da cabeça aos pés. Acendeu a luz e com o olhar mais triste que lembro de ter visto naquele rosto falou:

 - Bu, perdemos.

Aquele olhar derrubou qualquer ironia da qual eu seria capaz e mudou muito a minha maneira de encarar o futebol e essa rivalidade. Não saiu uma flauta sequer da minha boca, só um abraço naquela camisa que eu tanto detestava e a frase:

- É só futebol.

Não vou ser cretina. Nunca vou torcer pelo Grêmio. Já beijei o chão da Bombonera as custas da derrota deles. Já briguei por futebol inúmeras vezes antes disso com este mesmo namorado. E com outros. E com amigos. E até com desconhecidos. Mas aprendi a rir mais baixinho, pra poder sofrer quieta depois. Já comprei muita briga, hoje eu pago pra não entrar nela.
E ainda assim, sem debochar de ninguém nos últimos anos, deixando pra comemorar somente as vitórias do meu time, ontem tive que fechar inúmeras janelinhas no MSN, ignorar emails, ler a chuva de piadas prontas sobre a derrota e não responder a nenhuma. Nada mudaria o resultado nem a minha tristeza. Sofri em silêncio, xinguei em silêncio e me perguntei também em silêncio porque raios eu fui gostar tanto de futebol e ser apaixonada assim por um time. E enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas, eu repetia inúmeras vezes: é só futebol.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Try to solve the puzzles in your own sweet time

E a vida é um quebra-cabeça.
Onde eu resolvo rapidamente as partes mais fáceis e travo nas partes complicadas. Volta e meia perco uma peça importante, mas em seguida vibro por encontrar aquela outra que parecia estar escondida em algum lugar. Em certos momentos o método é o da tentativa e erro: olho, analiso, o encaixe parece perfeito e só depois de testar de todas as formas acabo descobrindo que não era a peça certa para aquele lugar.
A vantagem da vida é que ela é um tipo de quebra-cabeça muito exclusivo, onde as peças perdidas contribuem na forma final. Final? Não, essa é outra vantagem: nesse quebra-cabeças não existem as bordas retas. Sempre existe lugar para uma nova peça ser encaixada.