Entrei por todas as portas do Hospital Mãe de Deus, circulei por todas as salas que precisei e inclusive invadi o vestiário masculino (onde cavalheiros vestiam apenas suas camisolas azuis) para pegar a chave do carro do meu pai. Tudo isso dizendo apenas o nome dele; o meu, em nenhum momento precisei mencionar. Cada vez mais acho que a vida no famoso Hospital de Grey's é bem real. Exceto a parte dos médicos bonitões.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Elegância de Inverno
A moda do Inverno é a sobreposição. Sobrepor uma peça, sobre outra peça, sobre outra peça, sobre mais uma peça, perder o movimento dos braços de tanta peça e sair naquela elegância típica da estação.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Oração do nome mais bonito da cidade
E o porteiro pergunta:
- Teu nome?
- Kelen.
E a faxineira comenta
- Uma mistura de Keli com Elen, né?
Sorri meu sorriso cansado:
- É, é sim.
E a história do meu nome consegue ser mais comprida e
mais chata que a Oração da Banda mais bonita da cidade. Chamar Kelen não é tão
simples quanto pensa...
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Me dê motivos
"De que adianta falar de motivos; às vezes basta um só, às vezes nem juntando todos."
(Saramago)
(Saramago)
domingo, 19 de junho de 2011
Meia Maratona de Floripa
- Isso, hidrata que 'ce merece nossa Irongirl.
O meu abraço apertado e suado a esse manezinho da Ilha querido e a todo resto da equipe de apoio da Meia Maratona de Floripa que foi demais!
Mas o momento mais marcante da prova foi a chegada da última corredora, uma senhora sorridente, 3hs e 20min depois da largada, recebida com aplausos e lágrimas de todos os presentes.
É sensacional fazer parte dessas provas, a superação de cada um emociona demais. E não me sinto mal por ter completado a prova no mesmo tempo que pessoas completaram uma maratona completa. Pelo contrário, me sinto completa por ter chegado lá do meu jeito.
O meu abraço apertado e suado a esse manezinho da Ilha querido e a todo resto da equipe de apoio da Meia Maratona de Floripa que foi demais!
Mas o momento mais marcante da prova foi a chegada da última corredora, uma senhora sorridente, 3hs e 20min depois da largada, recebida com aplausos e lágrimas de todos os presentes.
É sensacional fazer parte dessas provas, a superação de cada um emociona demais. E não me sinto mal por ter completado a prova no mesmo tempo que pessoas completaram uma maratona completa. Pelo contrário, me sinto completa por ter chegado lá do meu jeito.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Então
Então a Web Jet não tem mais serviço de bordo. Então ela oferece um cardápio com sanduíches, pagos. Então na metade do corredor os sanduíches acabam. Então eu, sem almoçar, sentada da metade do corredor pra trás, surto. Entao todos os outros passageiros almoçam batatas Sensações, também pagas, sem reclamar. Então eu tenho a sensação de ser uma palhaça. Ou uma louca. Ou os dois.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Desbravando São Paulo de Kombi.
Eu e o motora:
- Na verdade Dona Kelen, eu não sou motorista, eu alugo brinquedos tipo cama elástica, piscina de bolinhas, touro mecânico ... e também faço pedra pra jazigo. Se conhecer alguém querendo morrer é só me chamar.
Toca o telefone:
- Oi. Dona Solange? Claro! Vai querer? Confirmado.
- E ai, alguém querendo morrer?
- Cruzes dona Kelen, era só uma piscina de bolinhas...
.:.
- O que a senhora acha, que a gente tá adiantado, atrasado...
- Depende da nossa próxima parada.
- Mas assim, em aspas, tá na média?
Assim, em aspas, o próximo assunto foi o número de pedras que o primo dele tirou da vesícula.
.:.
Andar de Kombi o dia inteiro ataca o ciático.
.:.
- Tô de aniversário hoje, viu Dona Kelen? 35 anos!
- É mesmo Marcos? Parabéns! E não vai ter festa?
- E 'ce já me largou, por acaso?
- Na verdade Dona Kelen, eu não sou motorista, eu alugo brinquedos tipo cama elástica, piscina de bolinhas, touro mecânico ... e também faço pedra pra jazigo. Se conhecer alguém querendo morrer é só me chamar.
Toca o telefone:
- Oi. Dona Solange? Claro! Vai querer? Confirmado.
- E ai, alguém querendo morrer?
- Cruzes dona Kelen, era só uma piscina de bolinhas...
.:.
- O que a senhora acha, que a gente tá adiantado, atrasado...
- Depende da nossa próxima parada.
- Mas assim, em aspas, tá na média?
Assim, em aspas, o próximo assunto foi o número de pedras que o primo dele tirou da vesícula.
.:.
Andar de Kombi o dia inteiro ataca o ciático.
.:.
- Tô de aniversário hoje, viu Dona Kelen? 35 anos!
- É mesmo Marcos? Parabéns! E não vai ter festa?
- E 'ce já me largou, por acaso?
terça-feira, 14 de junho de 2011
Delícias de inverno
E a cozinha se manteve deliciosamente aquecida durante os últimos três dias com o calor proveniente do forno elétrico esquecido ligado. Deliciosa mesmo, vai ser a conta de luz no mês que vem.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Bruna Surfistinha
"Chega uma hora que toda mulher tem que tomar uma decisão: se ela vai ser feliz ou se ela vai ser magra".
A Debora Surfistinha Secco optou por ser magra. Eu optei por ser feliz.
A Debora Surfistinha Secco optou por ser magra. Eu optei por ser feliz.
domingo, 12 de junho de 2011
Salário
Salário de jogador de futebol deveria ser pago proporcionalmente ao número de vitórias conquistadas. Eu pelo menos não ganho absolutamente nada quando não projeto porcaria nenhuma.
Dia dos namorados
O namorado ideal? Vai ser aquele que eu vou conhecer uma hora dessas, num lugar qualquer, onde vai estar tocando a música daquela banda que eu não lembro o nome. Não vai ser amor a primeira vista e assim que os nossos olhos se cruzarem meu coração vai continuar batendo no mesmo ritmo. Vai ser tão diferente do que eu sempre sonhei, que vai ser perfeito.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Elen com K
- Prazer, Kelen.
- Como?
- Kelen.
- Ah, entendi. É Elen com K.
Isso. Tipo Iago com T, Ariana com M...
- Como?
- Kelen.
- Ah, entendi. É Elen com K.
Isso. Tipo Iago com T, Ariana com M...
Honestidade, um caso de amor
Gritei eu te amo da minha janela como há muito tempo não gritava. Não me apaixonei, só me emocionei com o taxista que me devolveu a sacola que havia esquecido no táxi.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Away
Ando ausente.
Mas hoje, depois de reler um e-mail escrito por mim mesma, consegui achar alguma explicação (?) para isso.
"Via blog, via Facebook, ou via falecido Orkut, vi várias vezes pessoas conhecidas, pouco conhecidas ou totais desconhecidas se aproximarem de mim gostando do que viam, ou melhor, do que liam na minha vida virtual, ou seja, se encantando com uma personagem. Enquanto isso, via paralelamente a isso, essa mesma personagem afastando pessoas da sua vida real de alguma maneira que eu estou incansavelmente tentando descobrir qual é para não voltar a repetir. Acho que nunca quis tanto aprender algo na vida quanto ando querendo aprender a lidar com as pessoas, e me incluo nelas. Porque eu ando mais do que tudo, querendo aprender a lidar comigo."
Ando ausente. Mas nunca me senti tão presente.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Baralhinho do Momento
A Carta SOLTA é uma carta de alforria, uma mensagem de liberdade, uma coisa leve sem gravidade. Sem medo. Sem apego. Uma certa irresponsabilidade. Um apelo. Um desejo. É uma ordem pela desordem. Solta! Deixa correr a criança. Liberta! Crie essa fera numa cela aberta. Larga essa formiga pesada! Ninguém aguenta mais peso do que o chão. Solta as amarras da barcaça e deixa partir. Dá adeus. Solta ele! Me solta! Se solta!
(Katia Suman no Sarau Elétrico)
(Katia Suman no Sarau Elétrico)
sexta-feira, 3 de junho de 2011
A hora da virada
Chega. Tá na hora de dar uma guinada na minha vida. Tô indo no Shopping jogar na Mega.
domingo, 29 de maio de 2011
Kriatividade
A rapidez da reportagem do Maurício Kubrusly não me deu tempo suficiente para registrar a criatividade da Dona Márcia da Silva na escolha dos nomes de seus seis filhos (todos com K). Peguei apenas Kellyta Kerolaine e Khetellyn Kevvelyn, o suficiente para colocar a criatividade da Dona Luiza no chinelo!
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Manicure
- O que tu quer? Salto Alto? Beijo roubado? Noite quente? Chic? Deixa beijar?
- Ah, Deixa beijar!
Na próxima encarnação eu quero trabalhar de inventora de nomes de esmalte!
- Ah, Deixa beijar!
Na próxima encarnação eu quero trabalhar de inventora de nomes de esmalte!
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Em briga de marido e mulher...
E nesta madrugada, pela quinquagésima vez desde que moro aqui, fui acordada pela vizinha da frente brigando com seu namorado. Pela quinquagésima vez eles discutiram a relação no meio da rua. Pela quinquagésima vez ela disse pra ele que "nunca mais". Pela primeira vez eu abri a janela e mandei ela calar a boca a não ser que dessa vez tenha sido nunca mais MESMO.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Carpinejar
Final do Sarau, Carpinejar autografando os livros:
- Teu nome?
- Kelen.
- Como?
- K-e-l-e-n.
- "Kelen, que sopra como quem soletra meu fôlego."
O cara é feio mas é foda.
- Teu nome?
- Kelen.
- Como?
- K-e-l-e-n.
- "Kelen, que sopra como quem soletra meu fôlego."
O cara é feio mas é foda.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Vivendo e aprendendo
Pegando ingressos de uma amiga:
- No nome de quem?
- Lúcia.
- Tu é Lúcia?
- Não mas...
- Então não posso entregar.
Escuto em seguida do meu afilhado.
- Mas dinda, porque tu não disse que era a Lúcia?
.:.
Fila do Museu do Inter:
- Pena que tu tem 6 anos João, até 5 não paga.
Minutos depois.
- Dinda, vem aqui.
(eu caminho até ele)
- Ô dinda, vê se diz que eu tenho 5 anos, né?
Eu ainda tenho muito o que aprender.
- No nome de quem?
- Lúcia.
- Tu é Lúcia?
- Não mas...
- Então não posso entregar.
Escuto em seguida do meu afilhado.
- Mas dinda, porque tu não disse que era a Lúcia?
.:.
Fila do Museu do Inter:
- Pena que tu tem 6 anos João, até 5 não paga.
Minutos depois.
- Dinda, vem aqui.
(eu caminho até ele)
- Ô dinda, vê se diz que eu tenho 5 anos, né?
Eu ainda tenho muito o que aprender.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
Leis da física
O problema da noite Porto Alegrense é que as pessoas não respeitam as leis da física e pensam que dois (ou mais) corpos podem ocupar o mesmo lugar no espaço simultaneamente.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Final infeliz
O Gilberto Braga deve ter sido uma daquelas crianças que torcia pros Superamigos não chegarem a tempo, pro Gargamel pegar os Smurfs, pras crianças não acharem a saída da Caverna do Dragão e pra Penélope Charmosa perder a corrida.
domingo, 8 de maio de 2011
Reportagem de mãe
- Mãe, vamos almoçar.
- Espera aí que eu quero achar uma revista pra te mostrar uma reportagem.
- Sobre o que?
- Sobre homens que querem casar depois dos 40.
(respira fundo, hoje é dia das mães)
- Espera aí que eu quero achar uma revista pra te mostrar uma reportagem.
- Sobre o que?
- Sobre homens que querem casar depois dos 40.
(respira fundo, hoje é dia das mães)
Família-e, familia-a
Minha mãe para minha cunhada:
- Mais um gremista aqui em casa só se for filho de vocês.
- Não mesmo! A Kelen ainda pode arrumar um gremista, né Kelen?
- Mas é bem capaz!
Minha irmã entra na conversa.
- Kelen, tu não tá em condições de escolher homem pelo time, né?
Família é tudo nessa vida!
- Mais um gremista aqui em casa só se for filho de vocês.
- Não mesmo! A Kelen ainda pode arrumar um gremista, né Kelen?
- Mas é bem capaz!
Minha irmã entra na conversa.
- Kelen, tu não tá em condições de escolher homem pelo time, né?
Família é tudo nessa vida!
Dia dela
Hoje é o dia daquela que não cansa de lembrar que eu tenho que fazer as sobrancelhas e que eu deveria ter passado pelo menos um gloss e um lápis nos olhos. Que pergunta se eu não vou me pentear minutos depois de eu sair da frente do espelho onde eu estava justamente ajeitando os cabelos. Que avisa que a minha bota está fora de moda e que a minha saia não é adequada pro meu tipo de corpo. Que pergunta se eu estou vendo o Globo Repórter e que me ensina tudo que lê nas revistas, independente do assunto nos dois casos.
Mãe que é mãe não desiste dos filhos nunca e quem bota quatro deles no mundo tem o direito de fazer o que quiser, mesmo que a gente revire os olhos enquanto escuta tudo isso.
sábado, 7 de maio de 2011
Sistemas inteligentes
A empresa de ônibus Citral não permite que passageiros com passagem comprada para o próximo horário embarquem em um ônibus que está semi vazio e parado na tua frente porque "pode ser" que lote no aeroporto. Adoro sitemas inteligentes!
(qualquer coisa) in Rio
Um evento que tem Ivete Sangalo, Lenny Kravitz e Shakira dividindo o palco na mesma noite, deveria se chamar Samba do Criolo Doido e não Rock in Rio.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Ciclo vicioso
E a fome dá sono, e o sono dá preguiça, e a preguiça dá fome e assim sucessivamente até virar uma rolha de poço.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Astrólogo por um dia
"Peixes - Estranhamente, não há nada previsto nos astros para os de Peixes, hoje. Talvez seja apenas um problema técnico."
(Luis Fernando Veríssimo)
(Luis Fernando Veríssimo)
terça-feira, 3 de maio de 2011
Certo e errado
"Aprenda a diferença entre o que é certo e o que é errado. Você pode até escolher a coisa errada, mas é bom pelo menos saber qual é qual."
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Vida real da realeza
"Catherine (que não é mais Kate pois princesa não tem apelido), acordou com dor de cabeça (princesas podem mentir desde que ninguém desconfie) e não transou com William (que na verdade se chama Guilherme), comeu seu iogurte com geléia real e foi dar uma corrida no parque (já que musculação ela não fará mais pois princesas não levantam pesos)".
Só pra lembrar que ainda teremos toda a lua de mel real pela frente.
Só pra lembrar que ainda teremos toda a lua de mel real pela frente.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Torcida
Por mais que eu adore o Uruguai, não torceria pra eles hoje a noite nem que o Jorge Drexler me implorasse de joelhos com um pote de doce de leite na mão. Eu acho. Mentira, torceria sim.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Sob nova direção
Adoro placas de "sob nova direção".
É como escrever na fachada "Acredite, nós deixamos de ser ruins!"
É como escrever na fachada "Acredite, nós deixamos de ser ruins!"
terça-feira, 12 de abril de 2011
Perfect Day
Era alguma noite de maio, de 1992. Tento me lembrar se
tinha mesmo autorização para sair do Colégio ou se falsifiquei a assinatura da
minha mãe para poder me juntar a todos os alunos da Fundação que iriam ao Show
do Roxette em Porto Alegre. Não importava; eu era fã incondicional e iria
àquele show de qualquer jeito. Não tinha pôsters grudados na porta do meu
armário do Internato, como as minhas amigas tinham do Axel Rose ou do Bono Vox,
mas sabia cada uma das letras de cor. Suspirava ouvindo Dangerous e enlouquecia
quando ia na casa das amigas de Novo Hamburgo assistir aos clipes na MTV, já
que a TV a cabo ainda não havia chegado até Gramado.
Diversão absoluta no ônibus a caminho do show que não parou nem mesmo frente às filas imensas que nos aguardavam no Gigantinho. O grupo que desceu as pressas se dissipou rapidamente e com pouco mais de dez pessoas acompanhei as primeiras músicas lá do fundo da pista. Deve ter sido impulsionada pelo "Yeah, yeah, yeah" de Drexed for success que eu e mais dois amigos percorremos toda distância que nos separava até a grade mais próxima da banda, parando apenas pra tocar nas bolas gigantes que voaram para a platéia durante Joyride em perfeita sincronia com a música. "In a wonderful balloon". E em épocas mais simples, sem camarotes nem pistas premium, em poucas músicas estávamos colados no palco.
E foi de lá que o mundo de uma guriazinha de 15 anos parou ao ouvir os primeiros acordes de Perfect Day tocados no acordeon.
.:.
Quando soube do show em Porto Alegre não movi uma palha pra comprar ingressos. Não cogitei a hipótese de entrar no túnel do tempo. Não me imaginei gritando "Hello, you fool, I love you" outra vez. Mas na verdade só faltava eu ser impulsionada por alguma coisa. Então minha irmã resolveu querer ir e eu topei, assim, sem muita resistência. E aí estou aqui ouvindo "Spending my time". E pior, cantando. Talvez eu só não quisesse voltar a me sentir aquela guriazinha de 15 anos que se emociona (e ainda espera) o tal do Perfect Day.
domingo, 10 de abril de 2011
Run, devagar, mas run
Me sinto ótima por ter voltado aos 10km, mesmo me sentindo um fusca subindo a Lucas.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Mulher macho, pero no mucho
Das coisas que me orgulham em ser o homem da casa: ter todas as ferramentas e acessórios necessários para efetuar a instalação da luminária da sala.
Das coisas que não me orgulham tanto assim: não obter êxito nenhum na instalação e ainda por cima ficar sem luz.
Das coisas que não me orgulham tanto assim: não obter êxito nenhum na instalação e ainda por cima ficar sem luz.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Cancelamento
Da lista das coisas que irritam: pedir pra cancelar o recebimento de determinados e-mails e segundos depois receber a confirmação do cancelamento do mesmo maldito e-mail.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Nudismo
Conversávamos pela rua:
- E lá perto de Barcelona, em que praias tu foste?
- Fora as que ficavam lá por perto só fui numa praia nudista perto de...
Neste momento o cara que caminhava na nossa frente virou rapidamente pra trás com os olhos pra lá de arregalados:
- Calma colega, eu fui numa praia nudista, mas na calçada eu costumo andar
vestida!
- E lá perto de Barcelona, em que praias tu foste?
- Fora as que ficavam lá por perto só fui numa praia nudista perto de...
Neste momento o cara que caminhava na nossa frente virou rapidamente pra trás com os olhos pra lá de arregalados:
- Calma colega, eu fui numa praia nudista, mas na calçada eu costumo andar
vestida!
quinta-feira, 31 de março de 2011
Pode ser?
Na mais nova casa de sucos de Porto Alegre:
- Eu queria um desses combos da promoção.
- Ah não, o cartaz está ali mas a promoção ainda não existe, tu podes pedir um suco e um sanduíche.
- (!!!) Tá, pode ser. Eu quero um suco de flor de laranjeira e...
- Não, esse nós não temos, tem o Cantaloupe e...
- (...) Tá, pode ser. E eu quero esse sanduíche Gênova e...
- Nós estamos sem pão preto, pode ser pão branco?
- (...) Tá, pode ser. É só isso.
- Deu R$ 11,90, se tiver R$ 1,90 eu agradeço.
- Só tenho R$ 1,65, pode ser?
- Não, eu arrumo troco.
- (???)
Eu não reclamei, nem resmunguei. Talvez por causa da pressa ou por causa da fome. Ou porque com ou sem fome decidi engolir alguns sapos. Mas saí de lá engasgada. Pode ser sim. Mas só quando esse pode ser for uma via de mão dupla.
- Eu queria um desses combos da promoção.
- Ah não, o cartaz está ali mas a promoção ainda não existe, tu podes pedir um suco e um sanduíche.
- (!!!) Tá, pode ser. Eu quero um suco de flor de laranjeira e...
- Não, esse nós não temos, tem o Cantaloupe e...
- (...) Tá, pode ser. E eu quero esse sanduíche Gênova e...
- Nós estamos sem pão preto, pode ser pão branco?
- (...) Tá, pode ser. É só isso.
- Deu R$ 11,90, se tiver R$ 1,90 eu agradeço.
- Só tenho R$ 1,65, pode ser?
- Não, eu arrumo troco.
- (???)
Eu não reclamei, nem resmunguei. Talvez por causa da pressa ou por causa da fome. Ou porque com ou sem fome decidi engolir alguns sapos. Mas saí de lá engasgada. Pode ser sim. Mas só quando esse pode ser for uma via de mão dupla.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Tsunami
Dos meus passatempos prediletos na minha cozinha: brincar de Deus. Abro a torneira, ocasiono um tsunami e acabo com a vida de centenas de formigas (nem tão) inocentes (assim). Já não posso me enquadrar na lista de pessoas definidas como "inpaz de matar nem mesmo uma formiga". Sou capaz sim!
quinta-feira, 24 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
El amor en los tiempos del cólera
“Siempre sin pretensiones de amar ni ser amada, aunque siempre con la esperanza de encontrar algo que fuera como el amor, pero sin los problemas del amor.”
(Gabriel García Márquez )
(Gabriel García Márquez )
sexta-feira, 18 de março de 2011
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O mundo me assusta diariamente.Terremotos, tsunamis, atropelamentos e degelos me tiram o ar, me deixam tensa, me atormentam o sono.
Procuro buscar um pouco de oxigênio, paz e tranquilidade nas pequenas coisas do dia a dia. Um pé de carambolas descoberto na minha rua. O sorriso de um velho em sua janela por ganhar o meu boa tarde. A alegria de um calouro do vestibular ao ganhar uma moeda. Um bom show, uma boa música, uma boa gargalhada, uma boa companhia. Pequenas coisas que são tão grandes, que até me fazem esquecer dos terremotos, tsunamis, atropelamentos e degelos. Tanto os do mundo, quanto os que por vezes acontecem dentro de mim.
Procuro buscar um pouco de oxigênio, paz e tranquilidade nas pequenas coisas do dia a dia. Um pé de carambolas descoberto na minha rua. O sorriso de um velho em sua janela por ganhar o meu boa tarde. A alegria de um calouro do vestibular ao ganhar uma moeda. Um bom show, uma boa música, uma boa gargalhada, uma boa companhia. Pequenas coisas que são tão grandes, que até me fazem esquecer dos terremotos, tsunamis, atropelamentos e degelos. Tanto os do mundo, quanto os que por vezes acontecem dentro de mim.
terça-feira, 1 de março de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Psicologia de novela
"Eu não sei você tá precisando de ajuda psiquiátrica ou se você está precisando de uns tapas."
Psicologia do Antônio Fagundes que eu adoraria aplicar na vida real!
Psicologia do Antônio Fagundes que eu adoraria aplicar na vida real!
Celso Roth
"O Celso Roth não é burro, só as vezes ele se equivoca."
Grande Maurício Saraiva! Sutil como ninguém!
Grande Maurício Saraiva! Sutil como ninguém!
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Confirmado?
Algumas regras básicas para um convívio harmonioso entre seres humanos no quesito compromisso:
Vai chegar na hora ou 5 minutos atrasado? DEUS LHE ABENÇOE, pois pessoas assim estão em extinção.
Vai chegar 15 minutos antes? Aguarde quietinho e não ligue para a outra pessoa querendo saber onde ela está antes de ela estar pelo menos 15 minutos atrasada.
Vai atrasar 15 minutos? Avise a outra pessoa antes de já estar 15 minutos atrasado; mesmo sem ser vidente, ela já saberia desta informação.
Vai atrasar meia hora? Avise a outra pessoa ao menos uma hora antes para ver se ela não tem nada melhor para fazer além de esperar sua ilustre pessoa.
Não vai poder ir? Avise no mínimo 3 horas antes para a outra pessoa poder reprogramar a vida sem te rogar nenhuma praga.
Não vai sequer pintar na área pois esqueceu e portanto sequer vai avisar e vai deixar a outra pessoa plantada esperando? ARDA NO MÁRMORE DO INFERNO!
Vai chegar na hora ou 5 minutos atrasado? DEUS LHE ABENÇOE, pois pessoas assim estão em extinção.
Vai chegar 15 minutos antes? Aguarde quietinho e não ligue para a outra pessoa querendo saber onde ela está antes de ela estar pelo menos 15 minutos atrasada.
Vai atrasar 15 minutos? Avise a outra pessoa antes de já estar 15 minutos atrasado; mesmo sem ser vidente, ela já saberia desta informação.
Vai atrasar meia hora? Avise a outra pessoa ao menos uma hora antes para ver se ela não tem nada melhor para fazer além de esperar sua ilustre pessoa.
Não vai poder ir? Avise no mínimo 3 horas antes para a outra pessoa poder reprogramar a vida sem te rogar nenhuma praga.
Não vai sequer pintar na área pois esqueceu e portanto sequer vai avisar e vai deixar a outra pessoa plantada esperando? ARDA NO MÁRMORE DO INFERNO!
domingo, 20 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
As melhores coisas do mundo
"Não é impossível ser feliz depois que a gente cresce. Só é mais complicado."
Charles Schulz
"Às vezes acordo a noite e me pergunto, onde foi que eu errei? Então uma voz me responde: isto vai levar mais do que uma noite!"
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Momento Jabá
Já pensei diversas vezes em desistir da arquitetura. Nunca consegui.
Então pela primeira vez decidi insistir nela, mas pra valer.
www.kelentomazelli.com.br
Então pela primeira vez decidi insistir nela, mas pra valer.
www.kelentomazelli.com.br
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Timming
Uma barbada encontrar técnicos para ar condicionado nessa época do ano. Todos me mandaram ligar daqui há duas semanas. No inverno, quem sabe, não fica ainda melhor pra vocês?
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
ET, phone home
- ...ele ficou de me mandar um e-mail e eu ainda não recebi.
- Entendi, podes me confirmar o e-mail?
- Sim, é kelen GT @ ...
- Ah, sim, ele anotou kelen ET ...
Claro, eu realmente não sou deste planeta.
- Entendi, podes me confirmar o e-mail?
- Sim, é kelen GT @ ...
- Ah, sim, ele anotou kelen ET ...
Claro, eu realmente não sou deste planeta.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Rede antisocial
Tô pensando em criar uma rede anti-social: ninguém publica fotos, ninguém escreve e ninguém comenta. E também ninguém reclama.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Um (infinito) instante
A duração de um instante varia muito. O da @webjet por exemplo, até agora durou 22 repetições de "dentro de instantes, você será atendido".
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Síndrome da mulher feia
Quando despretensiosamente peguei o livro "A vida sexual da mulher feia" nos aramados da L&PM Pocket, imaginava apenas um pouco de diversão nos dias de trabalho que se seguiriam e não uma verdadeira sessão de auto-ajuda.
Desde as primeiras páginas, em meio a risadas e definições esdrúxulas sobre a personagem, surgiu uma nunca imaginada identificação. Não com a sua feiura ou gordura extremas, mas com as loucuras que aquela mulher de trinta e poucos anos seria capaz de se submeter em nome do amor (ou de alguma coisa parecida com isso).
Identifiquei a capacidade de fechar os olhos, de colocar a culpa nos próprios ombros, de ver sempre o problema em si, de se contentar com pouco, ou com nada e sofrer com sua própria (e infeliz) decisão. Uma capacidade que nos faz sentir tão pequenas, que não enxergamos quem ou o que realmente é pequeno na relação. De viver com uma enorme sensação de impotência, quando impotente na verdade é o outro. De seguir encantada com uma linda embalagem, mesmo consciente (?) de que o produto que está ali dentro é de quinta categoria. De ver uma relação, onde ela simplesmente não existe. De intensificar o insignificante. Uma incapacidade de ver as coisas como elas são. Tudo isso causado por um conjunto de carência, medo, solidão, cobranças, e só aqui entre nós, uma enorme falta de amor próprio e auto-estima.
O título do livro poderia ser também "A vida sentimental da mulher bonita", ou "A vida emocional da mulher normal", ou somente "A vida da mulher", sem precisar de adjetivos. E de todas as frases que pesquei em meio às histórias bizarras que a autora conta, fico com a que diz que "as mulheres não se apaixonam por uma pessoa, elas se apaixonam pelo amor."
Desde as primeiras páginas, em meio a risadas e definições esdrúxulas sobre a personagem, surgiu uma nunca imaginada identificação. Não com a sua feiura ou gordura extremas, mas com as loucuras que aquela mulher de trinta e poucos anos seria capaz de se submeter em nome do amor (ou de alguma coisa parecida com isso).
Identifiquei a capacidade de fechar os olhos, de colocar a culpa nos próprios ombros, de ver sempre o problema em si, de se contentar com pouco, ou com nada e sofrer com sua própria (e infeliz) decisão. Uma capacidade que nos faz sentir tão pequenas, que não enxergamos quem ou o que realmente é pequeno na relação. De viver com uma enorme sensação de impotência, quando impotente na verdade é o outro. De seguir encantada com uma linda embalagem, mesmo consciente (?) de que o produto que está ali dentro é de quinta categoria. De ver uma relação, onde ela simplesmente não existe. De intensificar o insignificante. Uma incapacidade de ver as coisas como elas são. Tudo isso causado por um conjunto de carência, medo, solidão, cobranças, e só aqui entre nós, uma enorme falta de amor próprio e auto-estima.
O título do livro poderia ser também "A vida sentimental da mulher bonita", ou "A vida emocional da mulher normal", ou somente "A vida da mulher", sem precisar de adjetivos. E de todas as frases que pesquei em meio às histórias bizarras que a autora conta, fico com a que diz que "as mulheres não se apaixonam por uma pessoa, elas se apaixonam pelo amor."
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
A vida sexual da mulher feia
"Mostre-se sempre menos inteligente do que você é, por menos inteligente que você seja".
(Claudia Tajes)
(Claudia Tajes)
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Contradição
Ter que esperar a chuva parar pra ir comprar os ingredientes pra fazer bolinho de chuva é um tanto contraditório.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
Preposições, advérbios y otras cocitas mas
Um adeus ano velho que me fez pensar.
Nos porquês, em para que, em por onde, em até quando, em quanto, em como, afim de que, sob pena de que, apesar de tudo.
Um feliz ano novo que me fez querer parar de pensar.
Nos porquês, em para que, em por onde, em até quando, em quanto, em como, afim de que, sob pena de que, apesar de tudo.
Um feliz ano novo que me fez querer parar de pensar.
sábado, 1 de janeiro de 2011
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
¿Yo?
Uma senhora Colombiana senta ao meu lado na lotação e eu me puxo no espanhol para conseguir dar informações. Ao terminar, ela pergunta:
- ¿Argentina?
Anotação para o ano novo: melhorar essa minha cara de antipática.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Un pais con el nombre de un rio
Malas prontas para uma semana no Uruguai, o pequeno grande país que faz parte da minha vida desde a infância, quando as férias de verão e a Semana Santa eram passadas em Livramento e Rivera. Eu me vou e fica ele, cantando pra vocês. ¡Feliz Año Nuevo!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Enhorabuena!
Entrei num site que se chama "Dicas e Roteiros de Viagens".
Nas dicas sobre Montevideo, cheguei no item "onde ficamos", onde tinha a seguinte informação:
"Não me lembro. Não tirei fotos. Só sei que era simples, barato e perto da Ciudad Vieja".
Muy grata por sus informaciones, chica. Buenisimo blog!
Nas dicas sobre Montevideo, cheguei no item "onde ficamos", onde tinha a seguinte informação:
"Não me lembro. Não tirei fotos. Só sei que era simples, barato e perto da Ciudad Vieja".
Muy grata por sus informaciones, chica. Buenisimo blog!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Less is more
Desejo menos para 2011.
Menos interpretações.
Menos inquietações.
Menos frustrações.
Menos decepções.
Menos desencontros.
Menos mágoas.
Menos ciúmes.
Menos inveja.
Menos vazio.
Menos erros.
Menos culpa.
Menos fios.
Menos nós.
Menos não.
Menos...
Por favor, bem menos.
Menos interpretações.
Menos inquietações.
Menos frustrações.
Menos decepções.
Menos desencontros.
Menos mágoas.
Menos ciúmes.
Menos inveja.
Menos vazio.
Menos erros.
Menos culpa.
Menos fios.
Menos nós.
Menos não.
Menos...
Por favor, bem menos.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Chuva
Eu não gosto de chuva. Mas adoro barulho de chuva, cheiro de chuva, banho de chuva. Um não gostar meio estranho esse...
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Espirito natalino
E de repente o espírito natalino toma conta de um jeito que e eu não consigo parar de comprar presentes. Pra mim.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Uma Bombonera lotada de sentimentos
Era junho de 2007. Estava sozinha em casa. Não assistia mais a TV, os foguetes e gritos na rua me contavam o placar. Grêmio e Boca disputavam a final da Libertadores e assim como em Buenos Aires, os gaúchos perdiam o jogo dentro do Olímpico, o título era dos argentinos. Meu namorado na época, gremista, estava no estádio. Fui dormir cedo pra esconder um sorriso irônico que seria incontrolável quando ele chegasse em casa. Já estava deitada quando ele entrou no quarto, fardado da cabeça aos pés. Acendeu a luz e com o olhar mais triste que lembro de ter visto naquele rosto falou:
- Bu, perdemos.
Aquele olhar derrubou qualquer ironia da qual eu seria capaz e mudou muito a minha maneira de encarar o futebol e essa rivalidade. Não saiu uma flauta sequer da minha boca, só um abraço naquela camisa que eu tanto detestava e a frase:
- É só futebol.
Não vou ser cretina. Nunca vou torcer pelo Grêmio. Já beijei o chão da Bombonera as custas da derrota deles. Já briguei por futebol inúmeras vezes antes disso com este mesmo namorado. E com outros. E com amigos. E até com desconhecidos. Mas aprendi a rir mais baixinho, pra poder sofrer quieta depois. Já comprei muita briga, hoje eu pago pra não entrar nela.
E ainda assim, sem debochar de ninguém nos últimos anos, deixando pra comemorar somente as vitórias do meu time, ontem tive que fechar inúmeras janelinhas no MSN, ignorar emails, ler a chuva de piadas prontas sobre a derrota e não responder a nenhuma. Nada mudaria o resultado nem a minha tristeza. Sofri em silêncio, xinguei em silêncio e me perguntei também em silêncio porque raios eu fui gostar tanto de futebol e ser apaixonada assim por um time. E enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas, eu repetia inúmeras vezes: é só futebol.
- Bu, perdemos.
Aquele olhar derrubou qualquer ironia da qual eu seria capaz e mudou muito a minha maneira de encarar o futebol e essa rivalidade. Não saiu uma flauta sequer da minha boca, só um abraço naquela camisa que eu tanto detestava e a frase:
- É só futebol.
Não vou ser cretina. Nunca vou torcer pelo Grêmio. Já beijei o chão da Bombonera as custas da derrota deles. Já briguei por futebol inúmeras vezes antes disso com este mesmo namorado. E com outros. E com amigos. E até com desconhecidos. Mas aprendi a rir mais baixinho, pra poder sofrer quieta depois. Já comprei muita briga, hoje eu pago pra não entrar nela.
E ainda assim, sem debochar de ninguém nos últimos anos, deixando pra comemorar somente as vitórias do meu time, ontem tive que fechar inúmeras janelinhas no MSN, ignorar emails, ler a chuva de piadas prontas sobre a derrota e não responder a nenhuma. Nada mudaria o resultado nem a minha tristeza. Sofri em silêncio, xinguei em silêncio e me perguntei também em silêncio porque raios eu fui gostar tanto de futebol e ser apaixonada assim por um time. E enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas, eu repetia inúmeras vezes: é só futebol.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Try to solve the puzzles in your own sweet time
E a vida é um quebra-cabeça.
Onde eu resolvo rapidamente as partes mais fáceis e travo nas partes complicadas. Volta e meia perco uma peça importante, mas em seguida vibro por encontrar aquela outra que parecia estar escondida em algum lugar. Em certos momentos o método é o da tentativa e erro: olho, analiso, o encaixe parece perfeito e só depois de testar de todas as formas acabo descobrindo que não era a peça certa para aquele lugar.
A vantagem da vida é que ela é um tipo de quebra-cabeça muito exclusivo, onde as peças perdidas contribuem na forma final. Final? Não, essa é outra vantagem: nesse quebra-cabeças não existem as bordas retas. Sempre existe lugar para uma nova peça ser encaixada.
Onde eu resolvo rapidamente as partes mais fáceis e travo nas partes complicadas. Volta e meia perco uma peça importante, mas em seguida vibro por encontrar aquela outra que parecia estar escondida em algum lugar. Em certos momentos o método é o da tentativa e erro: olho, analiso, o encaixe parece perfeito e só depois de testar de todas as formas acabo descobrindo que não era a peça certa para aquele lugar.
A vantagem da vida é que ela é um tipo de quebra-cabeça muito exclusivo, onde as peças perdidas contribuem na forma final. Final? Não, essa é outra vantagem: nesse quebra-cabeças não existem as bordas retas. Sempre existe lugar para uma nova peça ser encaixada.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
Laranjeiras
Eu não sei o que essa música do Nando Reis faz comigo. Não tenho nenhum dono de All Star azul no meu currículo, muito menos alguma linda história de amor nas Laranjeiras no Rio. Mas sei lá. Acho que a simplicidade deste "estar se apaixonando" me encanta. E me arrepia a espinha. E me dá um frio na barriga. E me dá vontade de um "estar se apaixonando" desses pra mim, com ou sem um All Star azul. Hoje na Redenção não foi diferente. Mesmo lá longe do palco, no meio de amigos, bêbados e um verdadeiro zoológico, eu senti tudo isso de novo.
"... estranho mas já me sinto como um velho amigo seu..."
"... estranho mas já me sinto como um velho amigo seu..."
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Genética
Percebo o quanto a genética funciona cada vez que penso em guardar um pote vazio que pode ser útil para alguma coisa algum dia.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Manual
Eu definitivamente não sou mais a mesma: li TODO manual da impressora antes de instalar. Foi o primeiro manual da minha vida. Provavelmente seja também a primeira coisa que instalo direito.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Emocionalmente cansada
Eu estava longe em janeiro, cheia de dúvidas em fevereiro, de volta em março.
Acreditei em abril, apostei em maio, trabalhei duro em junho.
Descansei em julho, tive medo de agosto, me inspirei em setembro.
Desabei em outubro, cheguei exausta a novembro.
Onde foi parar aquele ano que eu tanto desejei e esperei? Como era mesmo o meu desejo? Um 2010 mais simples?
Dezembro, não gosto de pressionar, mas teus onze colegas não deram conta do recado. 2010 está nas tuas mãos.
Acreditei em abril, apostei em maio, trabalhei duro em junho.
Descansei em julho, tive medo de agosto, me inspirei em setembro.
Desabei em outubro, cheguei exausta a novembro.
Onde foi parar aquele ano que eu tanto desejei e esperei? Como era mesmo o meu desejo? Um 2010 mais simples?
Dezembro, não gosto de pressionar, mas teus onze colegas não deram conta do recado. 2010 está nas tuas mãos.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Divagações
Precisei ser gorda pra querer voltar a ser magra, precisei ser lisa pra querer voltar a ser crespa. Agora só falta ser rica pra ver se eu vou querer voltar a ser pobre.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Danos morais
Eu ainda vou processar os responsáveis pela iluminação de provadores de lojas por danos morais irreparáveis.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
A vida imita a vida
Eu me apaixonei.
Não, não foi por um homem, foi uma bicicleta.
Ela era linda, foi paixão a primeira vista. Conhecendo um pouco melhor, vi que além de linda era leve e prática. Passamos um tempo juntas e a adoração só aumentava. Até que enfrentei momentos mais duros, estradas mais difíceis e ela não reagiu muito bem. Se mostrou frágil e despreparada. Comecei a ter dúvidas sobre o meu amor. Troquei ideias, comecei a comparar, pensei seriamente em trocar. Procurei uma substituta mais forte, mais resistente. Não era tão linda, não era tão leve, mas parecia atender melhor as minhas necessidades. Enquanto testava distraída e empolgada a novidade, alguém se interessou pela bicicleta lá abandonada num canto. E assim que testou vi aqueles olhos brilhando e entendi na hora: estava apaixonado, era claro, ela tinha conquistado mais alguém. Foi nesse momento que fui dominada por um sentimento de ciúme, posse, quase fúria. Aquela era a minha bicicleta, não queria mais trocar, queria ela de volta, queria aquela pessoa bem longe dela já! Decidi aprender a conviver com os defeitos já que o que ela tinha de bom eu sabia que valia a pena.
Não, não foi por um homem, foi uma bicicleta.
Ela era linda, foi paixão a primeira vista. Conhecendo um pouco melhor, vi que além de linda era leve e prática. Passamos um tempo juntas e a adoração só aumentava. Até que enfrentei momentos mais duros, estradas mais difíceis e ela não reagiu muito bem. Se mostrou frágil e despreparada. Comecei a ter dúvidas sobre o meu amor. Troquei ideias, comecei a comparar, pensei seriamente em trocar. Procurei uma substituta mais forte, mais resistente. Não era tão linda, não era tão leve, mas parecia atender melhor as minhas necessidades. Enquanto testava distraída e empolgada a novidade, alguém se interessou pela bicicleta lá abandonada num canto. E assim que testou vi aqueles olhos brilhando e entendi na hora: estava apaixonado, era claro, ela tinha conquistado mais alguém. Foi nesse momento que fui dominada por um sentimento de ciúme, posse, quase fúria. Aquela era a minha bicicleta, não queria mais trocar, queria ela de volta, queria aquela pessoa bem longe dela já! Decidi aprender a conviver com os defeitos já que o que ela tinha de bom eu sabia que valia a pena.
É, eu me apaixonei.
Não, não foi por um homem, mas se fosse, funcionaria igualzinho.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Dá-me dos
Caminhava pela Nilo Peçanha quando vi o segurança de um restaurante assobiando para alguém. Olhei na direção que ele olhava e avistei o picolezeiro da Nestlé lá do outro lado da avenida pedalando seu carrinho azul, sem dar a mínima atenção para o assobio. Continuei caminhando quando escutei o segurança voltar a assobiar. Um assobio fraquinho, sem vontade, que me fez perguntar:
- É o picolezeiro que tu quer?
Assim que ele acenou com um sinal de OK, coloquei quatro dedos na boca e emiti um assobio de fazer inveja. Automaticamente o picolezeiro (e quem mais passava por ali) olhou na minha direção e no que eu apontei para o segurança logo atrás de mim, começou a atravessar a rua. O segurança sorridente me agradeceu e eu não pude deixar de comentar:
- Tem que querer com mais vontade!
E de querer com vontade eu entendo bem.
- É o picolezeiro que tu quer?
Assim que ele acenou com um sinal de OK, coloquei quatro dedos na boca e emiti um assobio de fazer inveja. Automaticamente o picolezeiro (e quem mais passava por ali) olhou na minha direção e no que eu apontei para o segurança logo atrás de mim, começou a atravessar a rua. O segurança sorridente me agradeceu e eu não pude deixar de comentar:
- Tem que querer com mais vontade!
E de querer com vontade eu entendo bem.
domingo, 14 de novembro de 2010
De caso com o acaso
Pedalava no solzinho de domingo quando depois de uma parada, ao descer de uma calçada, meu pneu furou.
Automaticamente pensei: "Isso é um sinal!".
Segundo pensamento: "Sinal de que tu tava fazendo coisa errada e isso foi um castigo!".
Terceiro pensamento: "Ou não, sinal de que o pneu furou no lugar certo e tu pode pedir ajuda!".
Quarto pensamento: "Não pode pedir não, porque tu não sabe o apartamento e deixou o celular em casa!".
Automaticamente pensei: "Isso é um sinal!"
Automaticamente pensei: "Isso é um sinal!".
Segundo pensamento: "Sinal de que tu tava fazendo coisa errada e isso foi um castigo!".
Terceiro pensamento: "Ou não, sinal de que o pneu furou no lugar certo e tu pode pedir ajuda!".
Quarto pensamento: "Não pode pedir não, porque tu não sabe o apartamento e deixou o celular em casa!".
Automaticamente pensei: "Isso é um sinal!"
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Ação e reação
Eu não sei, então eu invento.
Eu me acho, mas em seguida me perco.
Eu me abro, e de uma hora pra outra me fecho.
Eu tenho medo, então eu fujo.
Eu tenho vontade, então eu volto.
Eu me fecho, e de uma hora pra outra me abro.
Eu me perco, mas em seguida me acho.
Eu invento, e então já não sei.
Eu me acho, mas em seguida me perco.
Eu me abro, e de uma hora pra outra me fecho.
Eu tenho medo, então eu fujo.
Eu tenho vontade, então eu volto.
Eu me fecho, e de uma hora pra outra me abro.
Eu me perco, mas em seguida me acho.
Eu invento, e então já não sei.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Let it be
- Eu não acredito que tu não vai no show do Paul!
- Nem eu... fiquei naquelas de "claro que ele não vai tocar Beatles".
- Mas é óbvio que ele vai tocar Beatles!
- Então tá. Se aparecer um ingresso agora eu vou no show!
Em cinco minutos o telefone do meu amigo tocou. Era outro amigo, vendendo um ingresso. O meu ingresso.
Me lembrem de agradecer essa pessoa pelo resto da minha vida por não ter perdido o melhor show de toda ela.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
The Curious Case of Benjamin Button
"Our lives are defined by opportunities, even the ones we miss."
Viva la vida, because I gotta feeling
"O vídeo está ruim, eu sei. Propositalmente.
Foi filmado pulando, dançando, cantando e gritando.
Vivendo a vida na exata maneira que ela tem se apresentado: sem muita ordem, sem quase nenhum sentido e sem absolutamente nenhuma regra."
Foi filmado pulando, dançando, cantando e gritando.
Vivendo a vida na exata maneira que ela tem se apresentado: sem muita ordem, sem quase nenhum sentido e sem absolutamente nenhuma regra."
Às vezes é bom perder o controle.
Quizás, quizás, quizás
Saber pode ser ruim. Não saber pode ser ainda pior.
.:.
A minha casa não é perfeita. A porta do meu banheiro não terminou de ser pintada. A porta do closet é torta. A luminária da sala é menor do que o furo na laje. A janela do banheiro não fecha direito; nem abre. O piso está cheio de tacos soltos. Não passei a gostar dessas coisas, apenas me acostumei e passei a conviver com elas do jeito como elas são. Apesar de todos os defeitos, o sol que entra pela janela transforma ela no melhor lugar do mundo. Qualquer semelhança com a minha vida, é mera coincidência.
.:.
A minha casa não é perfeita. A porta do meu banheiro não terminou de ser pintada. A porta do closet é torta. A luminária da sala é menor do que o furo na laje. A janela do banheiro não fecha direito; nem abre. O piso está cheio de tacos soltos. Não passei a gostar dessas coisas, apenas me acostumei e passei a conviver com elas do jeito como elas são. Apesar de todos os defeitos, o sol que entra pela janela transforma ela no melhor lugar do mundo. Qualquer semelhança com a minha vida, é mera coincidência.
.:.
Às vezes é melhor não dividir já que nem todo mundo sabe somar.
"Se eu saísse de mim
eu não saberia para onde ir."
(Miguel Sanches Neto)
"Se eu saísse de mim
eu não saberia para onde ir."
(Miguel Sanches Neto)
terça-feira, 2 de novembro de 2010
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