segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Passeio de domingo pós-guerra, digo, pós-obra

A pé, pela futura e não muito larga ciclovia da cidade, fui caminhando do futuro e não muito pronto Barra Shopping até a Fundação Iberê Camargo para ver a instalação do átrio que ainda não tinha visto. E eu, que não nasci para admirar a arte contemporânea, achei a coisa mais espetacular deste mundo, e me dei como missão, fazer uma miniatura disso na minha casa. Simplesmente sensacional.
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E no Café do Iberê, um Cappuccino frio custa R$0,50 mais caro que o mesmo Cappuccino quente. Vai entender...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Porto Alegre vai ganhar um presentão

Nunca tinha visto nascer um Shopping. Iguatemi e Praia de Belas ficaram de pé nas épocas em que eu pensava em ser veterinária e publicitária. Em 15 anos de arquitetura, entre faculdade e profissão, nunca tinha presenciado um evento destes. E realmente é um evento. Trabalho nos mesmos projetos a cerca de um ano. Acompanhei decepcionada as três (ou seriam mais que eu nem soube?) mudanças de data de inauguração. Vi a Fernanda Lima jurar de pés juntos no mega-coquetel para a entrega das chaves aos lojistas, que a inauguração seria no dia 30 de outubro. Mentirosa!
Ganhei botas e capacete novos para encarar a obra no mínimo duas vezes por semana, coisa que faço há mais de dois meses. E a cada saída repito mentalmente a frase "Bah, mas isso aqui não vai ficar pronto em X dias nem a pau", diante da infindável obra do Barra Shopping Sul.
Pois então marcaram a, teoricamente, última data: 17 de novembro. E desta vez ninguém fez eles mudarem de ideia. Nem mesmo as minhas férias fizeram eles mudarem de ideia. Desgraçados!
A cada visita, a cara daquela obra gigantesca muda de figura. Cada dia que chego percebo que surgiu um novo elemento: uma palmeira, um granito na fachada, uma sinalização indicando as entradas, a marcação do estacionamento, ou então mais um letreiro me mostrando quem estará por lá.
E é justamente lá dentro, onde o contraste da obra seria cômico se não fosse trágico. Passeio pelo shopping de botinas e capacete e cruzo com as donas de lojas de rasteirinhas e chapinha no cabelo, ignorando a cara feia dos fiscais da segurança do trabalho. As meninas da limpeza insistem em passar um pano na prateleira de vidro, enquanto o gesseiro insiste em lixar o gesso em cima da mesma prateleira. O cliente entra em surto psicótico porque quer entrar com as suas mercadorias dentro da loja onde cerca de cinco eletricistas ainda estão pendurados nas eletrocalhas conectando fios. Enquanto uma loja não tem sequer seu piso instalado, ao lado dela repousa uma loja de bijus com portas fechadas e já recheada de pulseiras e anéis. E naquele formigueiro, gesseiros, marceneiros e obreiros em geral, se viram em vinte para que tudo fique pronto.
E graças a todos eles, a coisa cada dia mais vai tomando forma e terça-feira, ainda que a fórceps, ele vai abrir as portas para o público. Mesmo que ao sair de lá hoje eu tenha dado mais uma olhada em volta e tenha repetido mentalmente: "Bah, mas isso aqui não vai ficar pronto em 4 dias nem a pau".

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Carpe diem

Esses dias me contavam que uma pessoa que há anos não trabalhava (e que quando trabalhava na verdade não, tipo assim, realmente trabalhaaaaava) voltou pro batente. Ele, interessado em como ela estava se sentindo, questionou a respeito, no que prontamente veio a resposta.

Ah, pois é, tá tudo bem, mas é estranho né, porque no fim tu passa o dia todo trabalhando e quando sai do trabalho o dia já acabou...

Primeiro eu achei a resposta absurda. Uns três segundos depois achei ainda mais absurda porque essa porcaria é verdade! Se a gente já passa 1/3 da vida dormindo, pega mais 1/3 que tu com certeza passa trabalhando, e aí? É pra eu dividir todo resto que eu quero e preciso fazer em 33,3% do meu tempo? Ah, não sei não. Vou ter que abrir mão de alguma coisa nesses 66,6% aí, e o pior é que eu gosto muito dessa coisa de dormir... vou entrar pro Clube do Nadismo.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Trago esta rosa...

Auge do romantismo num sábado. Esquina da Ipiranga com a Borges, eu e ele no carro, chega o cara com seu balde cheio de rosas:

o cara - Vai uma flor aí parceiro?
ele - Não, valeu, ela não tá merecendo.
o cara - Hahaha.
ele - Podemos até trocar, tu me dá esse balde de rosas e fica com ela.
o cara - Hahahahaha.
eu - Isso, vão rindo. Depois vocês levam corno e não sabem porquê!!!

A minha parte eles não acharam muito engraçada.
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Há exatamente um ano vim parar nesse apezinho aqui. Parece que foi ontem que um taxista pra lá de camarada me largou aqui na frente com uma dúzia de sacolas que a mudança não havia trazido, cobrando mais do que devia e me chamando de vagabunda e ordinária só porque pedi dois pila de troco. Um verdadeiro doce aquele homem, que por sinal não me deu o troco. Melhor que ele só a chuva que desabou no momento que ele arrancou o carro. Há um ano que fiquei até as quatro da manhã esvaziando caixas e sacolas, guardando roupas e louças e colocando tudo no lugar, até mesmo os quadros. Sim, já não bastava terem me chamado de vagabunda em frente ao meu novo lar e ainda por cima iam querer que eu dormisse sem meus quadros na parede? Era só o que me faltava. Um ano se passou e tenho ainda mais quinquilharias do que já tinha quando cheguei aqui, mas achando que cada cantinho desse micro lugar onde eu moro tem um pouco de mim e da história desse ano que se passou. E deve ser em respeito àquela noite agitada e ao mesmo tempo vazia que a insônia bateu hoje.
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Em homenagem a este um ano, tenho uma dúzia de rosas num vaso. Não saíram do balde do cara daquela esquina, fui eu mesma que me dei; porque eu tenho certeza que mereço elas, ah se tenho; elas e muito mais.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

It's not the end of the world

Hoje era para eu estar entrando em férias, rumo ao Rio de Janeiro, com biquíni na mala, de pernas pro ar e bem longe do computador. O trabalho falou mais alto e aqui estou. Paciência. Não que eu tenha muita, mas estou tentando estocar um tantão dela dentro de mim pra não explodir. E confesso, não é exatamente com algo que se possa chamar de sorriso estampado no rosto que fiquei.
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Mas já que estou aqui, vou fazer o que de melhor se pode fazer por aqui nesta quinta-feira: R.E.M.

"...and I feel fine."

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Borboletas, vagalumes e beija-flores

Tudo o que se sente
no corpo e na alma,
frio na espinha,
calor no coração,
sorriso incontrolável,
lágrima inesperada,

borboletas no estômago,
vagalumes nos olhos,
e asas de beija-flor na imaginação.
Aquilo que dá sentido a nossa caminhada,
sabor para nossa existência
e faz a vida valer a pena.
Emocione-se.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Coisas que dão vontade

Vontade de sair.
"You can dance
You can jive
Having the time of your life
See that girl
Watch that scene
Digging the Dancing Queen"

Vontade de cantar.
"Pele macia, ai, carne de caju
Saliva doce, doce mel, mel de uruçu
Linda morena, fruta de vez, temporana
Caldo de cana-caiana,
vem me desfrutar"

Vontade de voar.
"Quem vive para o passado olha para o chão,
quem vive para o futuro olha para o céu."

Vontade de chorar.
"There's nothing you can do that can't be done
Nothing you can sing that can't be sung
Nothing you can say, but you can learn how the play the game
It's easy
There's nothing you can make that can't be made
No one you can save that can't be saved
Nothing you can do, but you can learn how to be you in time
It's easy
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need."

sábado, 18 de outubro de 2008

O meu muito obrigada

Talvez nem todo mundo me entenda, mas não foi pequeno o tamanho do meu sorriso ao ver a nova embalagem de meio litro de leite Piá nas prateleiras dos supermercados. Espero que cada vez mais empresas pensem em quem mora sozinho e não raramente vê seu leite azedar e seu pão mofar dentro da geladeira. Aguardo ansiosa pela empresa de pães que crie a meia embalagem de pão de sanduíche integral.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Monobloco, que beleza

Há uns três carnavais atrás, na Guarda do Embaú, um amigo carioca me apresentou o Monobloco. Conheci, adorei, e raptei o DVD pirata dele pra sempre. Como até hoje não deu pra ir até o Circo Voador no Rio, vamos de Monobloco no Teatro do Bourbon mesmo.

"O grupo não é apenas uma banda, mas - como o nome já diz - um bloco que decidiu se apresentar durante o ano inteiro. Todos os integrantes têm formação de escola de samba, sendo que no carnaval o Monobloco sai às ruas com uma bateria de cerca de 120 músicos, comandados pelo maestro Celso Alvin. Na voz dos cantores Pedro Luis, Fábio Allman, Renato Biguli e Alexandre Momo o repertório eclético vai desde as marchinhas tradicionais ao samba de Cartola e Clara Nunes, passando pelo xote de Alceu Valença, o forró de Luís Gonzaga, o funk de MC Leonardo, além das canções de Paralamas do Sucesso, Raul Seixas, Tim Maia e outros grandes nomes da MPB. Uma ode à música nacional com o genuíno batuque do samba.A mistura inusitada também está presente na bateria. Aos tradicionais instrumentos de escola de samba foram incorporados recentemente um baixo e uma guitarra. "Isso é o que o monobloco tem de melhor".


terça-feira, 7 de outubro de 2008

Olhos nos olhos, NÃO quero ver o que vocês faz

Não bastava eu ser a única na família a não nascer com lindos olhos verdes. Eles tinham que ser castanhos e ainda por cima bichados. Bastou mudar de médico para a tal de pingueculite se transformar num pterígio. E consequentemente, pro tratamento com umas gotinhas de colírio virar uma porra de uma cirurgia. Não sei o que é pior, a descrição em sites médicos, ou o relato de uma amiga que já fez a mesma coisa.

Segundo os médicos:
Os passos cirúrgicos sugeridos são os seguintes:
1. Instilação de gotas do colírio de tetracaína a 0,5%;
2. Infiltração (seria isso uma injeção???) da conjuntiva e do corpo do pterígio com 1,5 ml de lidocaína a 2% com epinefrina (1:10.000);
3. A cirurgia inicia-se pela realização de peritomia límbica. Em seguida o plano límbico é aprofundado e o pescoço (como assim pescoço???) do pterígio é incisado com tesoura (uhm... tesoura... delícia...) de Wescott, separando-se assim a cabeça do corpo do pterígio;
4. A seguir, separa-se o corpo do pterígio da episclera subjacente, da conjuntiva, do Tenon e das expansões musculares, para permitir sua ressecção;
5. Sangramento é controlado com diatermia, cuja aplicação deve ser muito parcimoniosa;
6. A seguir, uma esponja de celulose embebiba com mitomicina C a 0,02% é aplicada por 3 minutos sobre a área de esclera exposta;
7. Após a remoção da esponja esta área deve ser irrigada com no mínimo 60 ml de BSS ou de solução fisiológica de cloreto de sódio;
8. Neste tempo, resseca-se a cabeça do pterígio com bisturi (não bastava a tesoura???) lâmina 15, realizando-se a dissecção com profundidade mínima necessária para a obtenção de completa excisão.
9. Finalmente (põe finalmente nisso), a área de esclera exposta é coberta deslizando-se um retalho conjuntival superior que deve ser suturado com pontos separados com Vicryl 8-0.
Após oclusão por 24 horas, medicar o olho operado com colírio contendo associação de antibiótico de amplo espectro e dexametasona; 1 gota de 6/6 horas, por três a quatro semanas.

A versão da amiga:

- oie
- oi
- tu já tirou um "berne" que nem eu vou tirar, né?
- heheheh. sim.
- e como é... doeu? tem agulha? (to cagada)
- nada. tem agulha e bisturi. heheheh
- eu sou uma bichinha, to até com dor de barriga.
- tb tava cagada........mas foi muito tranquilo.....nao teve nem graça. quando achei que ia começar tava acabando
- ai ai... vou acreditar em ti então
- mas escuta só
- diga
- o cara vai colocar um anestesico no teu olho pra depois fazer a anestesia
- sim... e eu nem vou sentir o agulhão... ahãnnn...
- quando tu nao sentir mais o olho ele faz a anestesia ( é aí que entra - literalmente - a agulha). vai sentir nada......só vai ver né....hehehe
- não quero mais brincar disso... nao quero ver PORRA nenhuma
- entao depois da anestesia tu fica com o olhao arregalado. pq ele coloca um suporte pra prender "tuas vista" e tu nao piscar.
- ai meu deus. e porque o desgraçado não me seda???
- entao ele fica com o tal bisturi te dizendo: OLHA PRA CIMA......OLHA PRA BAIXO......PRA DIREITA........PRA ESQUERDA....essa coisas.... tu precisa estar consciente estupida!!! hahahah.
- nada engraçado...
- mas sério..........vai na boa.........o meu foi mto tranquilo.
- sim...
- fica um dia feito pirata com o olho vendado e era isso.
- ta bem entao
- ah!....depois tem que tirar os pontos :S
- ai que delicia, tirar os pontos! cheguei a me excitar de tao bom...
- mas é mais tranquilo ainda... na real fiquei meio chocada como todo procedimento é simples. tudo que é relacionado a olho sempre me dá arrepios. mas super na boa...pode ficar tranquila.
- porque nao nasce berne no olho do C*. pelo menos eu não via nada....


Melhor quer isso, só o namorado me acalmando:

"Se esse não ficar bom, tu ainda tem o outro."

Cheguei a sonhar com o "Escafandro e a borboleta"... mas vamos lá, que o médico (a agulha, a tesoura e o bisturi) me aguardam.

domingo, 5 de outubro de 2008

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

É só isso

Ele, uma camisa branca, e aquela voz maravilhosa, me hipnotizaram por duas horas e meia de show.
















"That's it , there's no way
It's over, good luck
I've nothing left to say
It's only words
And what l feel , won't change
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn't real
Expectativas / Expectations"

(Ben Harper e todo Pepsi on Stage
substituindo a Vanessa da Mata)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Já dizia Rita Lee

"Me vira de ponta cabeça,
me faz de gato e sapato,
me deixa de quatro no ato."

E o colorado me enche de amor!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

As tais escolhas

Inspirada pela Mostra de Gastronomia, resolvi fazer uma janta de categoria. Comecei só com um Risotto na segunda-feira, feito de arroz de hortelã, vinho branco, pêras em fatias finas, alho poró, queijo brie e parmesão, e lascas de amêndoas; a exagerada fez demais, e mesmo com dois pratos por pessoa ele acabou sobrando e pedindo complementação para virar a janta do dia seguinte; e precisava de uma carne. O problema era esse: sempre tive problemas com carnes. Decididamente achava que não sabia fazer e ponto.
De volta ao supermercado na terça, decidi os acompanhamentos: batatas assadas e aspargos na manteiga. Mas continuava faltando a tal carne. Passando pelo açougue, em meio a maminhas, patinhos e alcatras, dei de cara com uma bandeja com um preço mais elevado. Abri a mão e acabei encarando aqueles suculentos medalhões de filé mignon que já estava decidido: seriam feitos com molho madeira, pimenta rosa e mostarda em grão.


E foi aí que eu fiz minha grande descoberta; o problema não sou eu e sim as escolhas que eu faço: o melhor dos chefs não transforma um coxão duro num banquete, mas até mesmo quem não sabe fritar um ovo se vira bem com um bom file mignon.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ponto de vista

Esses dias falava com uma amiga no MSN e naquelas de "o que é que tu tá fazendo agora?" respondi "tô falando contigo e comendo um pote de nutella de colher"! Ela, que está na Europa, me responde "Mas Nutella é muito caro aí!!!" Rebato na mesma hora "Caro? 5 pila? Acho que vale cada centavo!".
Comecei a fazer comparativos simples desde então. O preço de um pote de Nutella pode custar a mesma coisa que uma garrafa do vinho mais bagaceiro do supermercado. O preço de uma moto pode custar a mesma coisa que quatro meses na Europa viajando e estudando. O preço de uma semana de férias num lugar legal,pode custar a mesma coisa que eu demoro um mês inteiro para ganhar. O preço de um projeto pode custar a mesma coisa que o cliente vai gastar em duas das seis cadeiras que ele tem que comprar.
O que é caro e o que é barato, o que vale a pena e o que não vale? É tudo uma questão de ponto de vista. Neste momento ficaria com a Nutella, com a viagem, com as férias e desejando que meus projetos custem o preço de duas cadeiras Charles Eames pelo menos!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O que os olhos não vêem o coração não sente

E aquilo que o coração sente mesmo que os olhos não tenham chegado a ver?

Cada dia que passa me assusto mais com tudo que ficamos sabendo.
E mais ainda com tudo aquilo que nem chegamos a saber.


"Aquel mensaje que no debió haber leído
Aquel botón que no debió haber pulsado
Aquel consejo torpemente desoído
Aquel espacio, era un espacio privado."
(Jorge Drexler - La infidelidad de la era informatica)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Bel far niente*

Acordei as 6:45 para chegar no escritório as 7:15, momento no qual nenhuma viva alma poderia me encontrar, ligar, mandar e-mail ou sequer pronunciar aquela terrível frase que escuto 418 vezes por dia: "Ãhn, Kelen, será que tu poderias...". Eu tinha uma hora pra adiantar um trabalho urgente, mas as 8:15 da manhã chegaram sem eu sequer abrir aquele projeto simplesmente por ter ficado respondendo todos os e-mails que brotaram na minha caixa de entrada das 20:00 de ontem até as 7:15 de hoje. Saí correndo pra obra onde deveria chegar as 8:30, tendo pela frente além do deslocamento em si mais 5 níveis de rampa para subir. A pé. Meia hora depois o caminho inverso me esperava pra retornar ao escritório, onde diversas criaturas diabólicas sequer esperaram eu largar a bolsa pra poder pronunciar aquela terrível frase "Ãhn, Kelen, será que tu poderias...". Por favor, posso fazer xixi antes? Posso respirar e contar até 10 antes de responder qualquer coisa? Nova chuva de e-mails, cobranças, prazos, novidades e sigo sem abrir aquele tal projeto que eu deveria ter iniciado às 7:15 da manhã. Metralho respostas atrás de respostas pra todos os e-mails e quando penso que começaria a trabalhar, percebo que já são 13:20 e que eu ainda não saí para almoçar e ainda preciso comprar aquele material praquele evento e que tenho que estar as 14 horas na reunião com o meu cliente para as 15 chegar naquela outra reunião com aquele engenheiro. Ponho os pés na rua com dois celulares na mão que por três vezes tocam simultaneamente, com certeza pra tirar sarro da minha cara, porque sério, não pode ser por outro motivo. Sabe o material que eu preciso comprar? Não tem e eu preciso dele. Esqueço o material, almoço em 7 minutos cravados, pego um táxi, vou pra primeira reunião, tudo decidido, novo táxi, nova reunião, entro na casa, mostro a elétrica, saio da casa, bato a porta e o engenheiro que me acompanhava na obra (e que esperou eu atender o marceneiro que quer que eu vá na obra outra vez as 21 horas, a empresa de adesivos que deveria ser problema da agência e o cliente da reunião anterior dizendo que tinha dado um probleminha na nossa compra) pergunta:

- Quer uma carona?

Olhei pra ele , olhei pro sol e falei:

- Não, obrigada, eu vou a pé.
Desliguei os dois celulares, coloquei meus óculos e respirei fundo, provavelmente pela primeira vez no dia. Infelizmente o escritório fica há apenas duas quadras e meia da obra, porque aqueles aproximadamente três minutos que levei a passos lentíssimos da Bagé até a Soledade, com o sol batendo no meu rosto e com todos os pássaros que povoam o Bairro Petrópolis cantando pra mim, foram sem dúvida os melhores dois minutos desta semana.

Agora com licença, vou abrir aquele projeto que eu deveria ter começado as 7:15 da manhã, ao som daquela terrível frase que se repete nos meus ouvidos: "Ãhn, Kelen, será que tu poderias..."


* expressão italiana que significa "A beleza de não fazer nada", retirada do livro que estou devorando "Comer, rezar, amar" e que a cada capítulo me convence de que eu preciso de um período sabático.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Fim?

SÓ TERMINA QUANDO ACABA.

Robert Scheidt, parafraseando a Kelen sem saber.

domingo, 17 de agosto de 2008

Run, baby, run

Depois da Rústica de Porto Alegre e com a chegada do inverno (e da chuva, e do frio, e do sono, e da preguiça aguda) dei uma maneirada nos treinos de corrida. Mas também não precisava tanto: de seis vezes por semana pra uma foi um pouco de exagero.
Em busca da retomada da serotonina circulando neste corpo, me inscrevi nos 5km da Eco Run, que aconteceu num maravilhoso dia de sol na beira do Guaíba. Senti o peso da preguiça ao cruzar a linha de chegada completamente esbaforida. Santo Gatorade que bebi de uma vez só sem parar pra respirar depois da prova.
Mas aquela tal de serotonina me incentivou a ter forças para encarar a corrida que viria na semana seguinte. E hoje, quando abri os olhos e vi a cara de vai-chover-daqui-a-pouquinho, tirei forças do dedão do pé e fui em direção ao Iguatemi para encarar a Run Series. Mas confesso: amarelei e na retirada do chip troquei de 10 para 5km. Ideia genial, já que o sobe e desce da Nilo Peçanha quase acabou com as minhas pernas destreinadas. Missão cumprida, prova concluída e uma chuvarada de recompensa.

Próxima meta: Corrida do Carteiro, dia 31 de agosto. Sem opção: é 10km ou 10km. E que soltem os cachorros pra eu chegar até o final.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O pior cego...

Namorado é pego no flagra olhando pra uma bunda no supermercado. Não que tenha sido a primeira vez. Ele diz que não olha, mas olha. Pior, diz que às vezes até olha, mas na verdade não vê. Melhor não tentar entender. Relevo e começo a brincar:

- Tu devia mesmo me largar e ir procurar uma melhor. Uma que não seja que nem eu, nanica, sem peito, com um olho vermelho e um dente amarelo, com barba, bigode, pançuda e...
- Não, pançuda tu não é.


Fim.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Momento Olímpico

Tenho três torcidas nesta olimpíada. Pro Brasil ficar na frente da Argentina, pra China ficar na frente dos Estados Unidos e pro Phelps não ganhar as oito medalhas de ouro que ele quer ganhar.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Tarados do google

Matando aquela minha velha curiosidade de saber como as pessoas vem parar aqui, sempre observei que dentre os ilustres desconhecidos visitantes a busca disparada-top-master-blaster é através do google images. Sempre fiquei curiosa, mas só hoje acabei clicando para ver que diabo de imagem era essa que fazia tanto sucesso. Fui abrindo várias janelinhas onde aparecia o google image e... feita a descoberta. Basta digitar lá colegial e lá no topo aparecerão as pernocas aqui. No meio de peitos, bundas e mocinhas nada comportadas.
Parece que esse blog até tem nível. Mas é baixo...

terça-feira, 22 de julho de 2008

Cara A

Há exatos 4 anos um amigo do meu namorado presenteou ele com o CD de um uruguaio ainda pouco conhecido. Ouvi este CD pela primeira vez na estrada rumo a Praia do Rosa, quando ainda achava que aquele uruguaio cantava "Yo soy un moro fudido" e não "judio". Quase que imediatamente o DVD "Eco²" foi parar na prateleira lá de casa e o CD com mesmo nome não saiu mais do meu aparelho de som, com direito a muito repeat em "Todo se transforma". No ano seguinte ele veio a Porto Alegre e eu fui pela primeira vez hipnotizada por aquela voz suave que cantava "Hay tantas cosas yo solo preciso dos...". Os "efeitos especiais" davam um toque diferente ao show, mas, mais do que tudo, aquele cara que conversava com a platéia como se fôssemos velhos amigos é quem era especial. Dois anos se passaram, e veio a separação. A dele e a minha. E com ela, o CD "12 segundos de oscuridad", onde este cantautor seguiu traduzindo os meus sentimentos em cada letra de música e me fazendo concordar com ele que "La vida es mas compleja de lo que parece". Este CD e todo resto da discografia dele me fizeram companhia por mais de meio ano de melancolia.
E então 2008. Passada esta fase tão melancólica, a dele e a minha, surge o lançamento do CD duplo "Cara B" no Festival de Inverno. E sim, repito o que disse aqui há dias atrás: ele valia a fila, o horário e se tivesse chuva, valeria o banho de chuva também. Era mesmo um bilhete premiado.

E talvez por causa desta história aqui resumida, ontem no momento que ele pisou no palco eu comecei a sorrir e quando ele cantou o primeiro verso eu comecei a chorar e assim permaneci durante as mais de duas horas de show, arrepiada até a alma. Aplausos Jorge, de pé.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Não canso de assistir

"A idéia é a rotina do papel.
O céu é a rotina do edifício.
O inicio é a rotina do final.
A escolha é a rotina do gosto.
A rotina do espelho é o oposto.
A rotina do perfume é a lembrança.
O pé é a rotina da dança.
A rotina da garganta é o rock.
A rotina da mão é o toque.
Julieta é a rotina do queijo.
A rotina da boca é o desejo.
O vento é a rotina do assobio.
A rotina da pele é o arrepio.
A rotina do caminho é a direção.
A rotina do destino é a certeza.
Toda rotina tem a sua beleza."

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Palavras

Se existem duas palavras que me assustam, estas palavras são NUNCA e SEMPRE. Talvez porque elas sejam fortes demais. Ou definitivas demais.
Ou porque quase sempre o nunca deixa de ser nunca. Ou por que quase nunca o sempre é realmente sempre.

"Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida."

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Bilhete premiado

Era isso que dizia hoje na capa do segundo caderno da Zero Hora onde pela primeira vez informaram os horários corretos da abertura das bilheterias pro Festival de Inverno, que traz de volta a Porto Alegre Jorge Drexler. Bastava ele estar na lista pra eu concordar que os ingressos eram realmente premiados.
A mal informada aqui achou que a bilheteria abriria às 9hs e não às 10hs como acabou acontecendo, logo, estava plantada no Teatro Renascença às 8hs em ponto. Ainda bem. Se chegasse mais tarde, meu lugar na fila era lá na rua. Eu e mais vinte e poucas pessoas tivemos o privilégio de aguardar ali dentro, sentados nas cadeirinhas do saguão do Teatro, tomando um café velho ali vendido. Em duas horas já eramos praticamente amigos e talvez por isso quase matamos todos juntos uma dúzia de "idosos" (difícil esta classificação hoje em dia...) que chegaram às 9:55 e que assim que abriu a bilheteria, formaram uma fila especial e privilegiada que passou na frente da centena de pessoas que se aglomerava porta a fora há horas. Com todo respeito, minha educação tem limite. E quem me garante que os dois ingressos permitidos seriam mesmo pra dois idosos? Fora disso, enquanto um único computador vendia nossos tão sonhados ingressos ali, o principal teatro do Festival, cinco deles faziam o mesmo no Teatro do Bourbon, local do Show, ou seja, os assentos da platéia baixa iam desaparecendo numa velocidade incrível. E a minha paciência, aquela que tem bem menos limite do que a minha educação, se esgotando. Somente três horas depois, com meus dois bilhetes premiados na mão, eu voltei a ser uma pessoa educada. Já a paciência... bom, essa demora um pouco mais para ser ativada. Mas nada que ele cantando alguns minutos nos meus ouvidos não resolva.

OBS: depois da confusão, show extra confirmado.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Multicolorido

Confesso.
MORRO de inveja da incrível Jojô e suas buscas fantásticas no Google.
Depois de muitas buscas sem graça do tipo pessoas que param aqui por digitar no Google "kelen", ou muito pior, "plasta", "pingueculite", ou a mais terrível "kelen+serasa" hoje finalmente fiquei feliz. Ao ver a bandeirinha de Moçambique no meu site meter, fui descobrir como esta criatura parou aqui. E tava lá no Google:


Não é lindo? E como justamente esta busca não foi parar no Monocromaticomulticolorido?

Carpinejar

Fui ontem no Encontros com o Professor e o convidado era o Fabrício Carpinejar. Não leio o blog dele com freqüência e talvez ontem tenha descoberto o porquê. Acho que as vezes simplesmente não quero ler aquilo que vai me fazer parar pra pensar na minha própria vida. E ontem em menos de duas horas ele fez isso comigo.

"Não basta amar, o amor tem que ser pontual".
"Nosso maior problema é que trocamos a esperança pela expectativa".

Claro que pra cada uma dessas frases existiu uma história ou uma explicação. Que encaixaram tão perfeitamente comigo, que fiquei sem reação, imóvel, enquanto por dentro meus pensamentos ficaram agitados, dando mil voltas.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Pecadinhos

"Cordeiro de Deus
que tirai os pecados do mundo,
tende piedade dos pecadinhos,
que de tão pequenininhos
não fazem mal à ninguém.
Perdoai nossas faltas
quando falta o carinho,
quando flores nos faltam
quando sobram espinhos."

(do Zeca Baleiro, roubado da Jojô)

Atentado ao pudor

Vou fazer uma coisa que faço raramente aqui: falar de arquitetura. Mas é por uma boa causa, creio eu.
Estou longe de ser especialista no assunto, mas adoro iluminação. E então um dia um tal de Thomas Edison inventou a lâmpada. E uns 100 anos depois, algum gênio inventou a lâmpada fluorescente compacta. Todos devem saber do que eu falo, mas vou dar duas explicações rápidas (e nada técnicas, por que quem faz isso é a Philips ou a Osram) sobre elas.
Posso dizer que é uma lâmpada de rosca, que encaixa no mesmo soquete da lâmpada incandescente, que é muito mais cara do que esta última, mas que consome muito menos energia, ou seja, a médio ou longo prazo pagou-se mais barato. Ou posso dar a segunda explicação: posso dizer que são elas aqueles objetos brancos e fálicos que de uns tempos pra cá começaram a tomar conta de churrascarias, fachadas, halls de edifícios, quartos e qualquer outro lugar onde elas possam ser rosqueadas.
Amigos: eu sei que é uma questão de economia, acho linda essa atitude e o meio ambiente agradece. Mas juro pra vocês: já existem lâmpadas fluorescentes compactas menores ou mesmo em formato bolinha, uma coisa mais querida do mundo. Aquele objeto cilíndrico que se projeta do forro é obsceno, cafona, um verdadeiro horror! E tem mais, elas não precisam ser na cor "branco farmácia", existe a versão amarela com uma luz que reproduz muito melhor as cores e que não dá a sensação de se ter entrado numa câmara fria. Ou melhor ainda: gastem um pouco mais, troquem também a luminária. Existem lindas luminárias pra este tipo de lâmpada, com vidro jateado que esconde o tal objeto branco e fálico!
Sigam meu conselho. E ao mesmo tempo entendam porque os arquitetos estão pedindo um troco para o ônibus: a gente dá dicas, opiniões, até mesmo conselhos de graça, afinal de contas, "é só uma dica", não custa nada! Mas pra instalar a tal da luminária, vocês são obrigados a chamar o maldito eletricista ali de baixo.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Instala-se chuveiro elétrico, tratar aqui

Quando li isto, não sei se tive vontade de ir até a RBS matar a criatura ou dar os parabéns pela conclusão tão certa e realista.

"Conclusão? Deixe de ser óbvia e tire os olhos do arquiteto. O eletricista é que é um homão, trabalha no que gosta, lê nas horas de folga, está solteiro e com a agenda lotada - ou você ainda não confia na ascensão dos prestadores de serviço? O arquiteto está matando cachorro a grito e ainda vai te pedir um troco pro ônibus."

(Martha Medeiros - trecho da crônica "Quando menos se espera")

terça-feira, 1 de julho de 2008

São Paulo, terra boa

São Paulo com estômago de avestruz - fui visitar a FISPAL pela primeira vez. Despreparada para o evento, almocei antes de chegar lá, achando que veria apenas equipamentos para cozinhas e restaurantes. Dei de cara com o maior BL da minha vida. E então, nesta ordem, degustei pão de queijo, cachorro quente, picolé de açaí com leite condensado, muzzarela de búfala, lascas de parmesão, pão com azeites Borges de todos os sabores, vinho tinto, suco de babosa, cebolitos caseiro made in china, cappuccino do Octávio Café, mousse de chocolate branco com damascos, pão de cerveja, azeitonas chilenas, frozen de ovomaltine, bala de coco com iogurte, pure de batatas knorr, risotto a Valligiana Tio João, drink de Saquê Hakusika com chá verde e wasabi, e só. E, putz, perdi a degustação de picolé de mamona e da caipirinha pronta One.

São Paulo com muito dinheiro - não era a minha situação, mas ainda assim, não pude deixar de conhecer o Shopping Cidade Jardim. Um desbunde, palavra que não faz parte do meu vocabulário; assim como o lugar não faz parte da minha modesta realidade (nem de alguma realidade próxima a mim). Até o ar que se respira lá dentro deve ser diferente. Na primeira edição da revista do shopping, que tem como capa a garota propaganda Sarah Carrie Bradshaw Jessica Parker, termos como "original", "eclético", "despojada", "sobriedade", "comodidade" e "modernidade" descrevem o shopping e suas lojas. Eliminaria apenas o eclético. Acho que o foco é ultra direcionado. Ele pode até ser para executivos ou dondocas, artistas ou socialites, mas todos sempre com uma coisa em comum: muita grana. Não é a toa que o pública alvo é o AAA, e o mais perto que chego desta sigla é se estivermos falando sobre pilhas alcalinas. Mas isso não é nenhuma crítica não, é a mais pura inveja. Inveja de quem chegou de táxi e decidiu sair a pé de lá. E como acha a saída? Quem disse que esse Shopping foi feito pra quem vai encarar o metrô?

São Paulo sempre bem acompanhada - de quinta até sábado, uma gripe chegou sem pedir licença e me deixou trancada no quarto do hotel todas as noites. Deliciosa companhia... pra compensar a falta de sorte, no domingo peguei o metrô e encarei uma bela caminhada pra realmente encontrar uma boa companhia: minha mais nova amiga paulistana (o chimas na mão comprova o quão paulistana ela já está). E juntas, muito xingamos os verdadeiros paulistanos (mais de dez no meu caso) que atrasaram nosso encontro por não saberem informar - já dentro do Ibirapuera - onde ficava o MAM! Em compensação bastou chegar perto do apartamento dela pra darmos o braço a torcer pra essa cidade: em uma única quadra mais de dez opções de almoço dos mais variados tipos. Acabamos num bistrô, sentadas numa varanda, ao som de música ao vivo. E com mais uma pitadinha de inveja em mim.


segunda-feira, 23 de junho de 2008

Caos

É possível uma pessoa estar com a vida totalmente bagunçada mas mesmo assim conseguir ter uma rotina perfeita e organizada e de repente a vida resolver se organizar mas aquela rotina ir pro espaço e tudo virar uma perfeita bagunça?

terça-feira, 17 de junho de 2008

São dois pra lá dois pra cá

Digamos que na primeira aula de Dança de Salão nossos pés não ficaram assim tão perfeitamente alinhados, foi um pouco mais... um sobre o outro, ou ainda na canela do companheiro... mas deixa a gente treinar mais um pouco pra vocês verem só.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Sexto sentido

Queridos homens,
Aprendam de uma vez por todas uma coisa. A gente pode não dirigir tão bem quanto vocês (pelo menos é o que vocês acham). Ser demorada demais em algumas tarefas (na verdade a paciência de vocês é que é curta). Falar mais do que deveríamos (mas fazemos isso enquanto fazemos outras dez coisas simultaneamente). Mas quanto a vocês e as coisas que vocês fazem nós sempre sabemos. Sabemos que tem fogo mesmo onde existem os mínimos sinais de fumaça.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Agora eu só quero paz

Primeiro Show da Banda Tenente Cascavel, no Opinião. Duas horas de rock gaúcho que fizeram a gente se sentir com a disposição de gurias de uns 13 anos de idade.



"Não sei, se eu tô certo
ou se eu tô errado.
Mas faço tudo
O que eu digo
e digo tudo que eu faço.
Nesse mundo,
eu sou eu, você é você
Mas faça tudo
o que quiser
porque eu também vou fazer..."

terça-feira, 3 de junho de 2008

Flores


Diz um pensamento que embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo final. Posso inverter ele e dizer que não podemos mudar um velho final, mas sempre podemos tentar um novo começo?







"Há flores por todos os lados,
Há flores em tudo que eu vejo"

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Relicário


"O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou.
O que está acontecendo?
Eu estava em paz, quando você chegou."


segunda-feira, 26 de maio de 2008

Já falei aqui sobre primeira vez?

Há pouco mais de meio ano, comecei mais uma vez a correr. Mais uma vez porque - como quase tudo que já comecei até hoje (e a lista não é pequena) -comecei e parei de correr mais de vinte vezes. Desta vez estipulei uma meta: correr minha primeira rústica. E por seis meses, dia sim, dia também, com raras exceções, corri; de manhã ou de noite, abaixo de sol ou de chuva, de frio ou de calor. Domingo, friozinho considerável na beira do Guaíba, pernas de fora e congelando desde as seis e meia da manhã, tive a verdadeira noção do que é participar de uma coisa dessas. E é bom demais. Daquelas coisas boas que chegam a dar frio na barriga. Lembrei que ainda esses dias, comentava como eu estava ansiosa ao que me responderam: "mas é só uma corrida!". Como explicar o que significava aquela corrida pra mim? Explicar o que eu passei no último meio ano e o quanto essa coisa de correr me ajudou a superar, esquecer e levantar? Era muito mais do que a corrida. Ela fechava um ciclo, preenchia uma lacuna, correspondia a uma etapa percorrida. Tanta coisa cruzou junto comigo aquela linha de chegada, que só isso explica de onde tirei forças pra correr tão rápido aqueles últimos 100 metros.

58 2260 KELEN GIORDANI TOMAZELLI F 00:55:27 10,821 PETISKEIRA

sábado, 24 de maio de 2008

Ou isso ou aquilo

Dos tempos da Mulher de fases, resgatei a Cecília Meireles e as minhas dúvidas existenciais. Três anos se passaram e eu sigo tão igual e ao mesmo tempo tão diferente.
















"16.7.05

Ou isto ou aquilo
Ou mão fechada ou carteira vazia.
Ou economizo ou esbanjo.
Ou com dinheiro ou sem dinheiro.
Ou Givanna Baby ou CK one.
Ou Clean&Clear ou Reniew.
Ou espinhas ou rugas.
Ou criança ou gente grande.
Ou tenho a barriga que eu quero ou como o quanto eu quero.
Ou fico na cama mais tempo ou vou pra academia.
Ou vou pra academia ou chego mais cedo em casa.
Ou fico gorda ou sofro pra ser magra.
Ou amigo ou namorado.
Ou commited ou single.
Ou o meu escritório ou o escritório onde trabalho.
Ou liberdade ou segurança.
Ou oito ou oitenta.

Sempre meio termo, sempre no meio do caminho. Talvez o que eu queira não seja o que eu deva, ou o que eu deva não seja o que eu possa. Sei que o meio termo também tem que existir. Pode se ter chuva e ao mesmo tempo se ter sol e além disso se ter arco-íris. De qualquer jeito quando li essa poesia há muitos anos atrás tudo parecia bem mais simples. Ou será que era confuso igual? Hoje caiu como uma luva. E que fique claro que ou se põe luva ou se põe anel. Será?

"Ou se tem chuva ou não se tem sol,
ou se tem sol ou não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro doce,
ou compro doce e não guardo dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor:
se é isto ou aquilo."

Cecília Meireles

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Mais uma primeira vez

"Eu perdi o meu medo, o meu medo, o meu medo da chuva*, pois a chuva voltando pra terra traz coisas do ar.
Aprendi o segredo, o segredo
o segredo da vida, vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar."




da chuva* = de altura, de errar, de perder, de arriscar, de aproveitar.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Cenas da vida

cena 1 - uma pessoa avisa no ônibus:
"Olha, ele tava com a mão na tua bolsa"Automaticamente olho para o lado e dou um cruzado de direita enquanto com a esquerda resgato meu celular e minha carteira e não finalizo sem um belo chute no saco do infeliz.
corta
cena 2 - uma pessoa avisa no ônibus:
"Olha, ele tava com a mão na tua bolsa"No mesmo instante grito para o motorista:
"Não abre a porta que tem ladrão no ônibus".
Automaticamente pulo em cima do sujeito recupero meu celular e minha carteira, encho ele de desaforos e não finalizo sem um belo chute no saco do infeliz.
corta

cena 3: - uma pessoa avisa no ônibus:
"Olha, ele tava com a mão na tua bolsa"Olho para o lado e vejo um sujeito absolutamente normal. Não, ela se enganou, não pode ser. Começo a mexer na minha bolsa e não me preocupo ao não encontrar a carteira, pois ela devia estar embaixo das outras quatrocentas e doze coisas que ali se amontoavam. Olho de novo para o lado e o sujeito normal segue ali parado inocentemente. Quando finalmente cai a ficha de que não apenas minha carteira como meu celular não se encontram ali, as portas se abrem e aquele FILHODEUMAPUTA sai do ônibus enquanto fico ali que nem uma mongolona sem fazer nada e ainda por cima chorando.
corta

Preciso dizer qual é a cena real? E sabem o que esse FILHODEUMAPUTA ganhou com isso além de um celular bloqueado? 20 CENTAVOS.

My blueberry nights

Uma cena mais linda do que a outra, todas embaladas por uma trilha sonora sensacional. Destaque especial para "The story" com o sorvete derretendo por entre a torta e o beijo roubado. Das coisas mais sutis e excitantes que esses olhos já viram.



I don't know how to begin
Cause the story has been told before
I will sing along i suppose
I guess it's just how it goes
And now those sprangs in the air
I don't go down anywhere
I guess it's just how it goes
The stories have all been told before
But if you don't char
The light won't hit your eye
And the moon won't rise
Before it's time
But if you don't char
...
But i don't know how it will end
With all those records playin'
I guess it's just how it goes
The stories have all been told before
I guess it's just how it goes
...

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Solicitação

Venho por meio desta solicitar 15 mil reais na minha conta corrente e uma passagem somente de ida para Barcelona datada para amanhã de manhã. Se possível, uma massagem nas costas antes da viagem. Sem mais para o momento.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Definitivamente... talvez


É incrível como é fácil me agradar. Pelo menos quando se trata de um filme. Bastante romance, um pouquinho de comédia, uma pitada de drama, preferencialmente um final feliz e pronto. Dada a receita pra eu sair feliz do cinema. Na verdade na "vida real", a receita é praticamente a mesma. Água, açúcar e pronto.
Um dia talvez eu comece a gostar de filmes cabeça. Ou não...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Mais uma da minha mãe


Ás vezes quando eu - que nunca fui muito flor que se cheire - tava bem quietinha no meu canto, sem incomodar ninguém e minha mãe via alguém prestes a me tirar daquele santo sossego, falava de canto:


"Não mexe com as abelhas..."


Ou mexe. Mas depois não vem reclamar.


terça-feira, 6 de maio de 2008

Eu te avisei

Vai ser essa a primeira frase que eu vou escutar da minha mãe assim que eu contar pra ela que por causa da minha teimosia de nunca ter usado óculos de sol, adquiri uma porcaria que se chama pinguécula. E pior do que ter pinguécula é ter pinguécula inflamada, ao que se dá o bonito nome de pingueculite. O médico além de receitar três diferentes colírios, me avisou:

- O negócio é usar sempre óculos e um óculos bom, com proteção UVA.
- Hum, sei...
- Um óculos de pouco mais de 100 reais resolve teu problema.

O que ele não sabe é que meu limite pré-estabelecido a ser gasto em óculos de sol (já que é óbvio que eu vou perder) sempre foi esse: no máximo DOIS DÍGITOS.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Receitas e surpresas

Esses dias uma pessoa me deu uma receita de molho que parecia maravilhosa. Resolvi não esperar nem uma ocasião muito menos um convidado especial e preparei ele no almoço de domingo. A convidada? Eu. Frango no forno e mandei ver nos ingredientes: suco de laranja, manjericão fresco, mostarda em grãos, vinagre balsâmico, mel e pimenta. O resultado foi uma mistura de aromas e de sabores sensacional. Mas boa mesmo foi a maravilhosa sensação de estar cozinhando só pra mim e estar feliz com isso, o que fez da ocasião uma data mais do que especial. Essa é a melhor parte das histórias mal sucedidas: as coisas boas que acabamos descobrindo com elas e que vão muito além de boas receitas.
.:.
E quando tu pensa que nada mais nessa vida vai te surpreender, ela te mostra que tu ainda não viu nada.

Calcinhas

Na fila do Renner, saio dela pra falar no telefone e deixo uma amiga lá plantada. Ligação complexa e quando desligo, já na frente do caixa, começo a resmungar:

- Bla bla bla, homens, bla bla bla, vou te contar.
Ela ri, mas é o caixa quem se manifesta:
- Nós? Somos problema? Difíceis de entender? Sei. Vocês que gastam R$130,00 em calcinhas e somos nós os difíceis de entender? Tá bom.
- NÃO SÃO SÓ CALCINHAS!!!
Praticamente eram, mas isso NÃO VEM AO CASO.


domingo, 4 de maio de 2008

Assim ó

VAMOVAMOINTERVÃOTOMARNOCUSEUSFILHODAPUTADEMERDAVOLTEMPRASERRAVOCÊSEATOUCA!CHUPAPAPADAFILIALDOCACETEJUVENTUDEOCARALHOOCAMPEÃO ÉOINTERNACIONALQUEMETEUOITOEMVOCÊSCONTARAMBEM?UMDOISTRÊSQUATROCINCOSEISSETEOITO!VÃOPRASEGUNDADIVISÃOQUEÉOLUGARDEVOCÊS.UHFERNANDÃODALHEDALHEÔCOLORADOEUSOU!

Desculpa aí o palavreado. Não sei bem. Alguém tomou conta desse corpo e colocou tudo isso pra fora. (nossa, mas me fez tão bem!)

Torções

Existem algumas coisas na vida que eu não precisaria entender como acontecem. Uma torção testicular é uma delas. Mas ter irmão médico tem dessas coisas. Ele precisa explicar que o testículo não se enrosca no vizinho, que ele se torce com ele mesmo, entende? Não? Eu também não. Existem também algumas coisas nessa vida que eu não precisaria presenciar. O saco do próprio irmão depilado e costurado é uma delas. Mas ter irmão médico tem dessas coisas...

sábado, 3 de maio de 2008

Ressaca moral

Eu sou uma pessoa com princípios.
Mas também sou uma pessoa com vontades.
O problema é que às vezes para atender as minhas vontades acabo passando por cima dos meus princípios.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Ensinando a viver


Dizer que o filme é emocionante e que eu chorei feito uma criança é praticamente uma redundância. E eu fiquei com uma lista de desejos marcianos na cabeça.


"Never, ever, ever, ever, ever, ever, ever give up."

quarta-feira, 30 de abril de 2008

segunda-feira, 28 de abril de 2008

She

Há 9 anos (ou no minuto em que assisti Um lugar chamado Notting Hill) decidi que um dos meus (muitos) sonhos era que alguém um dia cantasse essa música pra mim. No sonho era quase uma serenata de um alguém especial, apaixonado e coisa e tal. Na atual falta deste alguém, o Charles Aznavour hoje a noite seria uma boa opção.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Vem sempre aqui?

- E aí, tudo bom?
- Tudo bem.
- Bom o show, né? Pena que tá tão cheio.
- Pois é, semana passada não tava tanto.
- Como é teu nome?
- Kelen.
- Prazer, Rafael.

BLA, BLA, BLA, BLA

- Vou indo então.
- Já? Não, deixa que eu te levo.
- Não, não, tenho que ir mesmo.
- Tá, então pelo menos me dá teu telefone.
- Tá bem. Se tu lembrar do meu nome eu te dou.
- Hum... eu lembro que era diferente e bonito.
- Sei... então, tá, tchau Rafael!
- Não, volta aqui, tu não sabe como é que homem? Quando tu tá respondendo teu nome eu não tô prestando atenção porque eu já tô tentando desenvolver a próxima pergunta.


Homens...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

31, com corpinho de 25

Dois estagiários novos, momento dispersão total e por causa de um toque de celular com "Sweet child of mine" o assunto vira shows.

(eu) - Putz, temos estagiário metaleiro. Garanto que foi no show do Iron Maiden.
(estagiário novo 1) - Pior que não, sou mais U2.
(eu) - Beleza, mais tranquilo então.
(Flávia) - Fala pra ele Kelen, fala os shows que tu já foi...
(eu) - Me deixa Flávia. Eu falo sim, grandes coisas. De Pearl Jam a Sandy & Junior, passando por Eric Clapton, Erasure, Roxette...
(estagiário novo 2) - Nossa Kelen, quantos anos tu tem???
(eu) - Muitos Cris, muitos...
(estagiário novo 2) - Te dou no máximo 25!

Espero que não seja pela mentalidade. De qualquer forma, promoção garantida para o menino.

sábado, 19 de abril de 2008

Ansiosa

do lat. anxiosu

adj. f. s.

que tem ânsias;
aflita;
impaciente;
desassossegada;
alvoroçada;
desejosa;

com inquietação de espírito;

Assim?
Eu?
Imagina...


quarta-feira, 16 de abril de 2008

terça-feira, 15 de abril de 2008

Querido diário!

Ainda não aprendi como fazer pra trabalhar no terceiro turno e dormir cedo. Era mais de uma da manhã quando consegui sair da frente do computador. E foi neste momento que me olhei no espelho e vi a desgraça deste tal cabelo moderno: ele não seca ao natural e era isso, boa noite. Ele quer secador. E quer escova. E não satisfeito, ele quer chapinha. Então depois de todo esse ritual mulherzinhístico que não me pertence, as duas da manhã eu consegui ir dormir.
O despertador tocou as seis, mas eu só lembrei que ele despertou para eu levantar e trabalhar neste infeliz 4° turno (ou seria turno zero?) as sete e meia. Ainda dormindo fui até o banheiro e a primeira coisa que fiz, foi tirar da tomada a chapinha que repousava sobre o vaso quase derretido. E foi neste momento que o plug travou na maldita tomada e ao resolver destravar, fez com que a minha mão esbarrasse em todas as coisas que estavam penduradas na parede. E acredite meu querido diário, não eram poucas as coisas. 15 minutos, 2 suportes de acrílico, 38 cotonetes, 8 bolas de algodão, 1 pinça e 14 tubos de cremes recolhidos depois, estava eu pronta para começar aquilo que deveria ter sido iniciado uma hora e quarenta e cinco minutos antes.

O meu cabelo é o mesmo de ontem a noite, mas o meu humor... quanta diferença.

Constatações

Existem pelo menos três coisas que uma mulher com mais de trinta anos não deveria ficar tanto tempo sem fazer. Conseguir ter oito horas de sono numa noite e usar fio dental uma vez por dia são apenas duas delas.

domingo, 13 de abril de 2008

Tell me, why?

Uma pessoa me chamou assim esses dias: "mulher das perguntas". Isso que não faço nem metade das perguntas que ficam vagando pela minha cabeça.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O terraço dos meus sonhos

Há muito tempo uma amiga me fala do antigo apartamento dela que está para vender. E ela sempre me descreveu ele de uma maneira tão apaixonante, que eu também me apaixonei, sem nunca ter visto uma foto sequer.
Hoje ela me mandou as fotos, já que ele segue a venda. E é exatamente do jeito que eu imaginava.
Cozinha integradadíssima com a sala, com uma bancada gigante ara cozinhar; sala que se estende até o terraço tomado por sol e com uma piscininha para os dias de calor; terraço este que faz a volta no apartamento, já que é uma cobertura horizontal, com uma vista de 360° e sem comentários. Ah, e tem a lareira, e o vinho, e o edredon, e o sonzinho tocando, enquanto ele tá ali cozinhando pra mim... OK, esses quatro últimos ficaram por conta da minha própria imaginação. Pena que enquanto eu não ganho na mega, ele seguirá a venda ou será de outra pessoa curtindo a lareira, o vinho, o edredon, o sonzinho tocando, enquanto...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

E então?

Quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?

terça-feira, 8 de abril de 2008

Falha na comunicação

"A gente se encontra lá naquele lugar que a gente almoçou no outro dia".

Pro cliente era um lugar. Pra mim era outro. Nunca acreditei em coincidências.
Algumas coisas acontecem simplesmente porque tinham que acontecer.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Curtas de um longo fim de semana

Show Titãs + Paralamas, com participação de Arnaldo Antunes, Andreas Kisser e o motivo que me convenceu a pagar para ver: Fito Paez. Ele só tocou duas músicas, mas o resto do show não deixou a desejar. Daqueles de cantar da primeira a última música e acordar no outro dia sem voz de tanto gritar. Aliás, cantar Bichos Escrotos em alto e bom som, libera tudo de ruim de dentro da gente.
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Mercado Público, salada de frutas na banca 40 e estoque de frutas secas renovado na banca 43;
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Exposição +FILE POA, no Santander Cultural. Meu lado nerd-infantil-que-ama-coisas-interativas adorou.
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Feirinha de sábado do brique segue sendo a melhor coisa pra se fazer em Porto Alegre no sábado de manhã, começando pelo suco de laranja a 1 real;
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Exposição no Torreão comprova porque eu abandonei a faculdade de Artes Plásticas: arte pra mim ainda é o que se fazia antigamente (com todo respeito ao artista...);
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Inter x Ulbra, 3 x 2 e meu time vai pra semi-final do Gauchão. De brinde, cartão postal da cidade no fim do jogo: baita pôr do sol no Guaíba;
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Do churras com meus amigos casais que (que insistiam que eu deveria ficar por ali mesmo) para a Balonê. Momentos de muito calor, falta de ar e de espaço. Mas na próxima, não vou me fantasiar de alta: quando começa a ficar bom, os pezinhos estão pedindo pra sair;
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Passeio no brique e solzinho na redenção, nunca vou enjoar disso;
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Já não se faz Mix bazzar como antigamente, daqueles que me davam um prejuízo a cada passo; nesse, o único preju foram os 2 pila de entrada. Mas como pôr do sol nunca é demais, a ida até lá já valeu por ver ele lá do 4º andar do Gasômetro com direito a pipas voando no céu;
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E o fim de semana que deveria ter sido de trabalho vai chegando ao fim (e trabalho que é bom nada); mas resolvi seguir a risca as dicas que o Sérgio Britto cantou pra mim sexta-feira; meu epitáfio não quer ter mais arrependimentos.

"O acaso vai
me proteger
enquanto eu
andar distraído;
o acaso vai
me proteger
enquanto eu andar..."

devia ter complicado menos
trabalhado menos
ter visto o sol se pôr..."

terça-feira, 1 de abril de 2008

Alívio imediato

Sabe um sapato de salto bem alto e de bico bem fino, com uma fivelinha cretina que te machuca o tornozelo e uma pedrinha lá na ponta, que te destrói por completo? Foi como se tivesse passado dias, semanas, meses com ele. E finalmente, acabei de tirar dos meus pés.