Vendo a manifestação que está havendo em relação ao José Mayer, não posso deixar de lembrar dos meus poucos meses de Projac. Não, nenhum ator mexeu comigo (cruzei pelo José Mayer uma vez, ganhei um sorriso). Mas o ambiente das gravações nunca me agradou. Do meu chefe grosseiro ao iluminador "simpático demais", não faltaram gracinhas, toques desnecessários, uma espécie de intimidade forçada. Meu jeito de ser, invocada, desconfiada, fechada, nunca bateu muito com aquele mundo. Claro que tem muita gente boa, que tem quem não curta e simplesmente ignore ou não dê bola. Mas tem quem tope, se divirta, entre na onda, curta a "galinhagem" toda e no fim das contas ache tudo normal. O José Mayer se ferrou porque alguém resolveu falar, mas ele é só um em meio a inúmeros outros que saíram ilesos até hoje, com certeza. Mexeu com uma mexeu com todas? Então se denunciaram um denunciem todos!
terça-feira, 4 de abril de 2017
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Cabelo, cabeleira
Sobre a quantidade de cabelos perdida: suficiente pra produzir uma peruca. Por dia. Reproduzindo o cabelo da Maria Bethânia.
sexta-feira, 31 de março de 2017
A vida nos prega peças
Há um ano eu entrava no Moinhos para uma cirurgia investigativa. Depois de um ano tentando engravidar, parecia que alguma coisa estava errada com as minhas trompas. No dia seguinte descobri que as suspeitas estavam certas: seria muito difícil eu conseguir engravidar naturalmente. Após um longo e triste final de semana, eu, a "machona" do "qualquer coisa eu adoto" (como se fosse muito simples e rápido) passei a ser a "machona" do "tudo bem, a gente faz fertilização" (como se fosse garantido e super acessível). Eu, que até então queria ser mãe, mas não era uma exigência de vida, passei a ter certeza que essa era a única coisa que eu realmente queria.
A cretina da menstruação atrasou justamente quando as esperanças se foram, e uma semana depois, ao ir tirar os pontos e contar isso para a médica, ela sugeriu um HCG. O exame que fiz as 18:53 e implorei por urgência, ficou pronto as 21:11. Abri exatamente neste horário, já que atualizava o site de 30 em 30 segundos. Quando li, tremia tanto que já não conseguia mais identificar se o símbolo que eu via era de maior ou menor, nem mesmo se 4.852 era realmente maior que 5,3.
Há um ano eu entrava no Moinhos achando que jamais teria um anjo dormindo no quarto ao lado. Que bela peça essa vida me pregou!
A cretina da menstruação atrasou justamente quando as esperanças se foram, e uma semana depois, ao ir tirar os pontos e contar isso para a médica, ela sugeriu um HCG. O exame que fiz as 18:53 e implorei por urgência, ficou pronto as 21:11. Abri exatamente neste horário, já que atualizava o site de 30 em 30 segundos. Quando li, tremia tanto que já não conseguia mais identificar se o símbolo que eu via era de maior ou menor, nem mesmo se 4.852 era realmente maior que 5,3.
Há um ano eu entrava no Moinhos achando que jamais teria um anjo dormindo no quarto ao lado. Que bela peça essa vida me pregou!
sábado, 18 de março de 2017
Pela estrada a fora
Nos arrumávamos para um aniversário. Guilherme pega do armário a camiseta do Batman.
- Meu amor, coloca uma camisa né, não vai fantasiado de Batman no aniversário!
Cheio da paciência, como sempre, abandona a camiseta e escolhe uma camisa. Minutos depois me visto e coloco um casaco vermelho com capuz. E aí vem o troco:
- Ah tá! Eu não posso me vestir de Batman mas tu pode ir fantasiada de Chapeuzinho Vermelho?
quarta-feira, 1 de março de 2017
Quarentando
Tu vai no médico, ele te receita Voltaren, tu lembra que a tua vó tomava isso. E os 40 só na espreita.
sábado, 25 de fevereiro de 2017
Medo
Essa semana um amigo me marcou em uma publicação avisando sobre assaltos no Parcão. Eu, que já ando naturalmente assustada, tripliquei a sensação de insegurança. Hoje fiquei com sérias dúvidas se deveríamos ir ao Parcão com cuscas e Lucas sabendo do abandono da cidade no Carnaval, mas decidimos ir. Sem celular, Guilherme com dinheiro no bolso e só. Fomos para o lado oposto ao Cachorródromo, onde teoricamente teria mais movimento. Sentamos num banco próximo ao lago pra jogar a bolinha pras gurias. De repente vi um sujeito se aproximar. Gelei. Tive certeza que seríamos assaltados, ainda que não visse arma alguma. Ele parou do lado do carrinho que eu embalava, sorriu e perguntou:
- Oi pessoal, saí de casa sem tomar café, sobrou um dinheiro aí?
Sem piscar, respondi:
- Não amigo, saímos sem nada.
Ele deu uma risada irônica e enfiou a cabeça sob a proteção do carrinho. Pegou nas duas mãozinhas do Lucas que acordou assustado. Parei de respirar. Nem eu nem o Guilherme nos movemos. Ele voltou a nos olhar e a perguntar.
- Nada mesmo?
O Guilherme insistiu:
- Nada cara, não trouxemos nada.
Ele voltou a enfiar a cara no carrinho. Dessa vez pegou um dos brinquedos do Lucas que estava pendurado e começou a esfregar na carinha dele e rir. Apesar de mentalmente suplicar "sai de perto do meu filho" continuamos imóveis. Ele se afastou. Em dois segundos eu estava chorando, as cachorras estavam presas e nós estávamos a caminho de casa.
Fico me perguntando, que cidade é essa que não nos deixa mais ir a um parque tranquilamente? Fiquei sem saber se ele tinha alguma arma, se ele apenas tentou nos intimidar, sinceramente não me interessa. Não quero ser abordada desta forma, não quero dar o dinheiro que eu não tenho, não quero sentir medo de sair a noite muito menos a luz do dia. E hoje descobri do que pais são capazes de fazer pra tentar proteger seus filhos: ficamos mudos quando nossa verdadeira vontade é gritar.
- Oi pessoal, saí de casa sem tomar café, sobrou um dinheiro aí?
Sem piscar, respondi:
- Não amigo, saímos sem nada.
Ele deu uma risada irônica e enfiou a cabeça sob a proteção do carrinho. Pegou nas duas mãozinhas do Lucas que acordou assustado. Parei de respirar. Nem eu nem o Guilherme nos movemos. Ele voltou a nos olhar e a perguntar.
- Nada mesmo?
O Guilherme insistiu:
- Nada cara, não trouxemos nada.
Ele voltou a enfiar a cara no carrinho. Dessa vez pegou um dos brinquedos do Lucas que estava pendurado e começou a esfregar na carinha dele e rir. Apesar de mentalmente suplicar "sai de perto do meu filho" continuamos imóveis. Ele se afastou. Em dois segundos eu estava chorando, as cachorras estavam presas e nós estávamos a caminho de casa.
Fico me perguntando, que cidade é essa que não nos deixa mais ir a um parque tranquilamente? Fiquei sem saber se ele tinha alguma arma, se ele apenas tentou nos intimidar, sinceramente não me interessa. Não quero ser abordada desta forma, não quero dar o dinheiro que eu não tenho, não quero sentir medo de sair a noite muito menos a luz do dia. E hoje descobri do que pais são capazes de fazer pra tentar proteger seus filhos: ficamos mudos quando nossa verdadeira vontade é gritar.
sábado, 18 de fevereiro de 2017
Vamos a la playa versão filhos
Ir pra praia com filho é... levar até roupa de inverno pra ele e esquecer metade das coisas pra ti!
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Espelho
Fazia calor. No meio da madrugada fiz um coque no alto da cabeça de forma que o prendedor não batesse na cabeceira da cama enquanto amamentava.
Eram 5 e 40 quando o Lucas acordou pela segunda vez e determinou que o dia estava começando. Meu marido deixou meu café servido na cama e foi trabalhar. Enrolei o pequeno na cama até ser vencida por aqueles olhos arregalados. Levantei, conversei de longe enquanto lavava o rosto e me vestia. Fizemos nosso ritual de cada manhã, repleto de conversa, colírio, spray nasal e vitamina. Fomos passear, nós e as cachorras. Carrinho numa mão, guias na outra. Apesar do agito do passeio com elas, ele dormiu. Cheguei em casa pé ante pé pra estender um pouco meu tempo livre. Tentei atualizar currículo e portfólio enquanto cantarolava e embalava com o pé o carrinho. Rapidamente venceu o prazo dele ali. Pedi calma com jeitinho, "por favor, deixa a mãe terminar". Não funcionou. Troquei a fralda, dei de mamar. Dormiu. Ou quase. Não consegui manter ele no berço ou na cadeira de balanço por mais de 10 minutos. Novo passeio, só nós dois, mas dessa vez nem mesmo o trepidar do carrinho funcionou e no café com uma amiga não houve trégua. Voltamos para casa, pegamos as cachorras e lá fomos nós quatro passear outra vez. Cochilou. De volta, voei para o computador para terminar o que havia começado, vai que ele estivesse distraído. O barulho do teclado despertou ele em segundos. Ouvi o choro e lembrei do livro "Crianças francesas não fazem manha" no meu criado mudo. Um pouquinho de choro não vai fazer mal, só até terminar isso aqui e... como se lesse meus pensamentos o choro se tornou mais alto. Como assim deixar chorar? Peguei no colo, troquei a fralda, dei de mamar. A cena anterior se repetiu exatamente da mesma forma no passeio seguinte com as nossas parceiras. Me sentindo culpada por tentar trabalhar ao invés de dar atenção total a ele, me entreguei. Dei um colo bem apertado, segurando ele forte num abraço. Enquanto um braço doía quase adormecido, tive que coçar as costas na porta do armário, mudar de posição estava fora de cogitação. Chovia e a casa ficou numa penumbra tranquila. No Spotify tocava a trilha que fiz justamente para ouvir com ele, cheia de músicas que gosto e sei cantar. Tocou Lulu, tocou Vitor, tocou Marisa, tocou o rei. Cantava e parecia que as letras se uniam pra descrever aquele momento. Veio Legião. Vem cá meu bem, que é bom te ver, o mundo anda tão complicado que hoje eu quero fazer tudo por você. Ele dormiu. Seguimos nossa reunião dançante particular, embalando um ao outro. Dançamos de rosto colado por um tempo que pareceu durar pra sempre. Senti a mãozinha dele tocando meu braço, meu peito. Chorei, num misto de cansaço e emoção. Quis conseguir registrar de alguma forma aquela cena pra nunca esquecer o toque mais suave que meu corpo já sentiu. O pai dele chegou e passei a criança finalmente adormecida para os braços dele. Nos abraçamos exaustos, cada um do seu trabalho diário.
Fui até o banheiro e me olhei no espelho. Os olhos traduziam o dia. E o coque no alto da cabeça feito na madrugada seguia lá.
Eram 5 e 40 quando o Lucas acordou pela segunda vez e determinou que o dia estava começando. Meu marido deixou meu café servido na cama e foi trabalhar. Enrolei o pequeno na cama até ser vencida por aqueles olhos arregalados. Levantei, conversei de longe enquanto lavava o rosto e me vestia. Fizemos nosso ritual de cada manhã, repleto de conversa, colírio, spray nasal e vitamina. Fomos passear, nós e as cachorras. Carrinho numa mão, guias na outra. Apesar do agito do passeio com elas, ele dormiu. Cheguei em casa pé ante pé pra estender um pouco meu tempo livre. Tentei atualizar currículo e portfólio enquanto cantarolava e embalava com o pé o carrinho. Rapidamente venceu o prazo dele ali. Pedi calma com jeitinho, "por favor, deixa a mãe terminar". Não funcionou. Troquei a fralda, dei de mamar. Dormiu. Ou quase. Não consegui manter ele no berço ou na cadeira de balanço por mais de 10 minutos. Novo passeio, só nós dois, mas dessa vez nem mesmo o trepidar do carrinho funcionou e no café com uma amiga não houve trégua. Voltamos para casa, pegamos as cachorras e lá fomos nós quatro passear outra vez. Cochilou. De volta, voei para o computador para terminar o que havia começado, vai que ele estivesse distraído. O barulho do teclado despertou ele em segundos. Ouvi o choro e lembrei do livro "Crianças francesas não fazem manha" no meu criado mudo. Um pouquinho de choro não vai fazer mal, só até terminar isso aqui e... como se lesse meus pensamentos o choro se tornou mais alto. Como assim deixar chorar? Peguei no colo, troquei a fralda, dei de mamar. A cena anterior se repetiu exatamente da mesma forma no passeio seguinte com as nossas parceiras. Me sentindo culpada por tentar trabalhar ao invés de dar atenção total a ele, me entreguei. Dei um colo bem apertado, segurando ele forte num abraço. Enquanto um braço doía quase adormecido, tive que coçar as costas na porta do armário, mudar de posição estava fora de cogitação. Chovia e a casa ficou numa penumbra tranquila. No Spotify tocava a trilha que fiz justamente para ouvir com ele, cheia de músicas que gosto e sei cantar. Tocou Lulu, tocou Vitor, tocou Marisa, tocou o rei. Cantava e parecia que as letras se uniam pra descrever aquele momento. Veio Legião. Vem cá meu bem, que é bom te ver, o mundo anda tão complicado que hoje eu quero fazer tudo por você. Ele dormiu. Seguimos nossa reunião dançante particular, embalando um ao outro. Dançamos de rosto colado por um tempo que pareceu durar pra sempre. Senti a mãozinha dele tocando meu braço, meu peito. Chorei, num misto de cansaço e emoção. Quis conseguir registrar de alguma forma aquela cena pra nunca esquecer o toque mais suave que meu corpo já sentiu. O pai dele chegou e passei a criança finalmente adormecida para os braços dele. Nos abraçamos exaustos, cada um do seu trabalho diário.
Fui até o banheiro e me olhei no espelho. Os olhos traduziam o dia. E o coque no alto da cabeça feito na madrugada seguia lá.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Os tiros
Ontem a tarde discutíamos sobre a violência em Porto Alegre em um grupo do whats app, falando sobre o ocorrido no Iguatemi, ou nas proximidades dele, não importa. Em meio ao assunto, desci com o Lucas no colo pra ver a feirinha montada em frente ao Ohana na esquina de casa. Voltei entusiasmada e comentei: "feirinha na calçada, sonzinho ao vivo, galera na rua tomando ceva, solzinho de fim de tarde, uma delícia. Chega a não dar pra acreditar que tá tudo do jeito que tá. Pra crise se dá um jeito, mas a gente tinha que conseguir reverter a insegurança. Isso já mudaria 500% nossas vidas". O clima tava tão bom que espiei pela janela lá pelas dez da noite e a galera seguia lá, tanto que desci com as cachorras pra comprar um docinho. Mais ou menos uma hora depois, me apavorei ouvindo uma série de disparos na rua. Olhei da janela para a esquina antes movimentada e no meio do susto agradeci que não tivesse sido ali. Pelos gritos de alguém, percebi que era na esquina oposta.
Falávamos também a tarde que as notícias sobre a violência hoje em dia se espalham muito rápido e com isso espalham pânico e as ruas se esvaziam e os estabelecimentos se fecham e o crime se torna mais fácil e assim segue esse maldito ciclo vicioso. Mas quando a notícia não chega pelas redes sociais e sim pela janela da tua casa, o entusiasmo morre. Sobra só o barulho das sirenes seguido de um silêncio ensurdecedor. E o medo.
Falávamos também a tarde que as notícias sobre a violência hoje em dia se espalham muito rápido e com isso espalham pânico e as ruas se esvaziam e os estabelecimentos se fecham e o crime se torna mais fácil e assim segue esse maldito ciclo vicioso. Mas quando a notícia não chega pelas redes sociais e sim pela janela da tua casa, o entusiasmo morre. Sobra só o barulho das sirenes seguido de um silêncio ensurdecedor. E o medo.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Sobre a confiança no nosso time
Procuro o resultado do jogo de hoje e comento:
- Ó, ganhamos. Inter um, Fluminense zero.
- Mas é o Fluminense Fluminense, ou o Fluminense de Canguçu?
- Mas é o Fluminense Fluminense, ou o Fluminense de Canguçu?
sábado, 4 de fevereiro de 2017
Fim do sonho
Aquela hora em que a gente confere os números da Mega, vê que não ganhou e joga fora todo o planejamento financeiro feito com tanto amor durante o dia.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Doutor Google
Sempre que tenho alguma dúvida bizarra a respeito desses seres incríveis (e assustadores) que são os bebês (tipo: a moleira pulsa???) evito ir direto perguntar pro meu pai (pra evitar uma gargalhada). Digito no Google e assim que vejo a mesma pergunta em inúmeros fóruns de mães histéricas e apavoradas me sinto normal e tranquila!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Parceria
Em nome dos longos anos de parceria e assiduidade (e um sem fim de dinheiro gasto) na Tok Stok, vou pedir autorização pra que todo dia depois do almoço eu passeie até ali com o Lucas e assim que ele pegue no sono no carrinho eu possa dar uma sesteada em um dos dormitórios montados na loja.
sábado, 21 de janeiro de 2017
Conhecendo Porto Alegre
Na primeira vez do Lucas na Tok Stok, Guilherme falou pra ele:
- Vamos conhecer o lugar preferido da mamãe!
Na primeira vez do Lucas no Zaffari Higienópolis:
- Vamos conhecer o segundo lugar preferido da mamãe!
Na primeira vez do Lucas no Barranco:
- Vamos conhecer o terceiro lugar preferido da mamãe!
Na primeira vez do Lucas no Ocidente:
- Vamos conhecer o lugar onde o papai pegava as mina!
- Vamos conhecer o lugar preferido da mamãe!
Na primeira vez do Lucas no Zaffari Higienópolis:
- Vamos conhecer o segundo lugar preferido da mamãe!
Na primeira vez do Lucas no Barranco:
- Vamos conhecer o terceiro lugar preferido da mamãe!
Na primeira vez do Lucas no Ocidente:
- Vamos conhecer o lugar onde o papai pegava as mina!
Isso. E mamãe era uma santa e só ia no Ocidente almoçar!
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Corrupção
Caminhei muito por Porto Alegre hoje empurrando um carrinho e... que cansaço. Não basta estarmos numa cidade onde o carro é sempre preferencial, as pessoas precisam furar (sempre) o sinal vermelho pra reduzir ainda mais a curtíssima preferência do pedestre. Não basta termos calçadas deploráveis, os carros precisam avançar e estacionar por cima delas irregularmente deixando as poucas rampas que existem inacessíveis e a passagem de um pedestre impossibilitada. São bandos de Cunhas, Cabrais e Eikes espalhando essas "pequenas" corrupções por aí e achando que nosso problema tá lá em cima, quando na verdade a filhadaputice começa aqui embaixo.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Deixa eu dizer que te amo
Volta e meia tô dando de mamar e fico cantarolando pro Lucas. Não sei se é porque eu eu canto muito bem (ou muito mal) que ele se concentra melhor na mamada e só para quando tá bêbado de leite. Agora a pouco comecei a cantarolar "Amor I love you" pra ele e pela primeira vez ele parou, me olhou lá no fundo do olho, largou o peito e deu o maior sorrisão. E eu? Me senti mais foda que a Marisa Monte em cima de um palco.
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Puerpério
Aquele momento tenso tentando fazer o filho dormir em que só no "nã nã nã" tu já cantou de Roberto Carlos a cantigas de ninar passando pelo tema de abertura do Esporte Espetacular (oi?) e quando a criança finalmente parece se entregar, um filho de uma égua assobia na rua, tuas cachorras latem, a criança acorda, puta que pariu, lá vamos nós outra vez, o braço dói e tua diarista tem a coragem de perguntar:
- Passar aspirador agora nem pensar, né?
- Te mato junto com o cara do assobio!
- Te mato junto com o cara do assobio!
Ah... o puerpério. Que doce fase!
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Nossa Senhora do Álcool Gel
Passeava eu pela minha rua com o Lucas, quando ao me aproximar da Freire Alemão avistei o guardador de carros já acenando para nós...
Gritou ele de lá:
- Finalmente vou conhecer esse gurizinho!
Pensei eu de cá:
- Minha Nossa Senhora do Álcool Gel me proteja!
Acostumada a implorar pra que não peguem na mão, não beijem a mão (se possível simplesmente não beijem), fui me aproximando sorrindo e esperando pelo "pior" (eu mesma ganhei dele uma bela mão na barriga meses atrás!). Ele me cumprimentou, se abaixou a uma certa distância do carrinho, colocou as duas mãos nos joelhos para se apoiar e comentou:
- Mas que coisa mais linda e pequeninha! Não dá nem pra chegar muito perto! Parabéns, mãe!
E saiu sorrindo e me desejando feliz ano novo. Sorri de volta e pensei cá com meus botões: um 2017 com bem menos pré conceitos!
Gritou ele de lá:
- Finalmente vou conhecer esse gurizinho!
Pensei eu de cá:
- Minha Nossa Senhora do Álcool Gel me proteja!
Acostumada a implorar pra que não peguem na mão, não beijem a mão (se possível simplesmente não beijem), fui me aproximando sorrindo e esperando pelo "pior" (eu mesma ganhei dele uma bela mão na barriga meses atrás!). Ele me cumprimentou, se abaixou a uma certa distância do carrinho, colocou as duas mãos nos joelhos para se apoiar e comentou:
- Mas que coisa mais linda e pequeninha! Não dá nem pra chegar muito perto! Parabéns, mãe!
E saiu sorrindo e me desejando feliz ano novo. Sorri de volta e pensei cá com meus botões: um 2017 com bem menos pré conceitos!
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Sonhos de uma noite de verão
Ano passado, em uma noite quente de verão:
Detesta dormir com ar condicionado ligado. Liga somente a ventilação. Vai dormir. Sente que tem mosquitos. Se revira na cama por 15 minutos. Cede ao ar condicionado. Os mosquitos desaparecem. Dorme até o outro dia de manhã torcendo pra mais um dia de sol e calor. Ama o verão!
.:.
Ontem, com um bebê, em uma noite quente de verão:
Fim de um dia agitado, bebê tem fome, chora. Pai dá banho. Liga o ar do quarto, Deus me livre ter mosquitos, dá de mamar, põe pra arrotar. Recebe visita, faz sala pra visita, se despede da visita. Bebê mama mais, põe pra dormir, ele dorme. Janta, toma banho, dá tchau pro marido, vai dormir também. Uma hora depois o bebê acorda, pai troca a fralda, mãe dá de mamar, põe pra arrotar, ele arrota, se agita, regurgita, pede pra mamar mais. Põe no peito, ele dá cabeçadas, se debate, não para quieto. Insiste, ele se rende, mama um pouquinho, finge que dorme. Põe no berço, ele resmunga, parece que sente frio. Desliga o ar, deixa só na ventilação, o quarto vira uma sauna, ele resmunga. Tira do berço, dá de mamar, põe pra arrotar, ele arrota, se agita, regurgita, pede pra mamar mais, põe no peito, ele dá cabeçadas, se debate. Desiste, balança pelo quarto, canta uma música que não existe, decide trocar a fralda. Tira a fralda, limpa o bebê, está fechando a fralda, ele faz xixi, molha a fralda, e a roupa, nova fralda, passa pomada, bebê solta um pum, pum é molhado, suja a fralda, sequência de puns, usa treze lenços umedecidos, põe fralda no lixo, pega nova fralda, fecha antes que nova ameaça surja, tira a roupa mijada, bota outra roupa, leva de volta pro quarto. Vê olhos arregalados, dá de mamar, põe pra arrotar. Ele arrota, se agita, sapateia sobre as coxas da mãe, pede pra mamar mais. Põe no peito, ele dá cabeçadas, se debate. Mãe insiste, ele mama, semi desmaia, ufa. Levanta, passeia um pouco pelo quarto, ele dorme. Põe no berço, nem respira, mal se move, ele solta um grunhido, mas se ajeita no berço, de braços pra cima, ele dorme. Lembra que a posição é sinal de saúde. Todo aquele cocô e xixi também hão de ser. Saúde, meu filho. Cobre o bebê, volta pra cama, olha o relógio, torce pra não olhar novamente em menos de três horas. Fecha os olhos, dorme, não sem antes pensar: puta que pariu, estamos no dia 6 de 91 desse maldito verão!
Detesta dormir com ar condicionado ligado. Liga somente a ventilação. Vai dormir. Sente que tem mosquitos. Se revira na cama por 15 minutos. Cede ao ar condicionado. Os mosquitos desaparecem. Dorme até o outro dia de manhã torcendo pra mais um dia de sol e calor. Ama o verão!
.:.
Ontem, com um bebê, em uma noite quente de verão:
Fim de um dia agitado, bebê tem fome, chora. Pai dá banho. Liga o ar do quarto, Deus me livre ter mosquitos, dá de mamar, põe pra arrotar. Recebe visita, faz sala pra visita, se despede da visita. Bebê mama mais, põe pra dormir, ele dorme. Janta, toma banho, dá tchau pro marido, vai dormir também. Uma hora depois o bebê acorda, pai troca a fralda, mãe dá de mamar, põe pra arrotar, ele arrota, se agita, regurgita, pede pra mamar mais. Põe no peito, ele dá cabeçadas, se debate, não para quieto. Insiste, ele se rende, mama um pouquinho, finge que dorme. Põe no berço, ele resmunga, parece que sente frio. Desliga o ar, deixa só na ventilação, o quarto vira uma sauna, ele resmunga. Tira do berço, dá de mamar, põe pra arrotar, ele arrota, se agita, regurgita, pede pra mamar mais, põe no peito, ele dá cabeçadas, se debate. Desiste, balança pelo quarto, canta uma música que não existe, decide trocar a fralda. Tira a fralda, limpa o bebê, está fechando a fralda, ele faz xixi, molha a fralda, e a roupa, nova fralda, passa pomada, bebê solta um pum, pum é molhado, suja a fralda, sequência de puns, usa treze lenços umedecidos, põe fralda no lixo, pega nova fralda, fecha antes que nova ameaça surja, tira a roupa mijada, bota outra roupa, leva de volta pro quarto. Vê olhos arregalados, dá de mamar, põe pra arrotar. Ele arrota, se agita, sapateia sobre as coxas da mãe, pede pra mamar mais. Põe no peito, ele dá cabeçadas, se debate. Mãe insiste, ele mama, semi desmaia, ufa. Levanta, passeia um pouco pelo quarto, ele dorme. Põe no berço, nem respira, mal se move, ele solta um grunhido, mas se ajeita no berço, de braços pra cima, ele dorme. Lembra que a posição é sinal de saúde. Todo aquele cocô e xixi também hão de ser. Saúde, meu filho. Cobre o bebê, volta pra cama, olha o relógio, torce pra não olhar novamente em menos de três horas. Fecha os olhos, dorme, não sem antes pensar: puta que pariu, estamos no dia 6 de 91 desse maldito verão!
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
A cura
Tem dias que o Lucas não dá trégua. É da mamada pro trocador, do trocador pras nossas conversas, das nossas conversas pra mamada e assim sucessivamente.
Nesses dias eu como chocolate. Sucessivamente. E tudo fica bem. Fim.
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Arrogância
Mais que o rebaixamento do Inter no último domingo, se tem coisa me incomodando é esse papo de arrogância x humildade da dupla Grenal. Cresci com um tio bradando "Grêmio campeão do mundo" a plenos pulmões nos anos 80. Nos anos 90, lembro vagamente de comemorar o título da Copa do Brasil em 92, porque logo minha memória é inundada por Paulo Nunes, Jardel e cia enfileirando competições e vitórias. Abençoado Ajax que travou aquele time. Depois disso tudo, como chegar em 2006 e não enlouquecer com o que foi conquistado? E não voltar a enlouquecer ao alcançar nosso "rival" e ser bi da Libertadores em 2010? E como não se agarrar ao fato de nunca ter estado na série B depois de ver tudo começar a desandar ainda no mesmo ano na derrota pro Mazembe? Seis anos de Gauchão e nada mais, só o fato de nunca ter caído nos sustentava no alto da gangorra, como não usar este argumento? Da mesma forma que gremistas nunca deixaram de usar os argumentos de que conquistaram tudo primeiro, ou de que tem mais Copas e que estão na nossa frente no Ranking da Fifa ou CBF. Colorados tentam inflar o peito e lembrar que tem mais Gauchões e mais vitórias em confrontos diretos. Cada um usa o que tem, como se houvessem argumentos capazes de convencer o adversário de que sim, somos melhores ou maiores. Há dias gremistas nos dão conselhos para sermos humildes como eles e torcer para nosso time na série B como eles fizeram. Vem cá, que torcedor apaixonado não faria isso pelo seu time? Isso não é humildade, é fidelidade! Ao mesmo tempo culpam nossa arrogância por termos chegado aonde chegamos, enquanto em paralelo, dada a classificação pra Libertadores, já vislumbram o bi no mundial de 2017. Não podemos substituir esse papo de arrogância ou humildade por somos loucos por futebol e isso nos deixa cegos e um tanto burros? Tão difícil entender que quem estiver na parte alta da gangorra vai sempre estar com a flauta na mão e fadado a essa embriaguês de felicidade que se confunde com arrogância? E que sempre vamos enxergar o outro lado de uma forma diferente daquela que nos enxergamos quando na mesma situação? Todos somos torcedores insuportáveis pelos olhos dos nossos adversários! Que venha a série B pra nós, que venha a Libertadores pra vocês, mas que futebol, apesar de apaixonante, siga sendo apenas futebol.
domingo, 11 de dezembro de 2016
sábado, 10 de dezembro de 2016
Sobre ter um bebê no colo
A pessoa sempre esteriliza super bem as mãos, mas fica craque mesmo é em juntar e alcançar coisas com os pés!
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Sobre bebes
Seres minúsculos capazes de produzir ruídos assustadores ainda que praticamente inaudíveis.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Uma semana
Hoje faz uma semana que o Lucas nasceu e admito, a ficha ainda não caiu. A cada mamada, a cada ida ao quarto pra ver se está tudo bem, a cada espasmo que eu juro que é uma risada todinha pra mim eu me pergunto: como assim? Como de uma hora pra outra a gente tem esse alemãozinho na nossa vida? E como eu vivia antes disso? Aí minha memória volta pra sexta-feira passada, pra correria da manhã, tampão, cólicas, whats app, telefonemas, bolsa rompendo, contrações, hospital, dilatação, parto, filho no colo, tudo numa velocidade que eu jamais poderia imaginar. E então eu só penso em agradecer ao meu marido pelo amor, carinho e tranquilidade, ao meu médico pela confiança (dele e em mim), a anestesista (roubada da sala ao lado) pelo alívio e a equipe de enfermagem pelo apoio e alegria, pela trilha sonora (Lucas nasceu ao som de Hello da Adele) e por essa foto que vai ser com certeza uma das imagens mais lindas e marcantes de toda minha vida. E por último mas simplesmente o mais importante, ao Lucas, por ser absolutamente e indescritivelmente incrível!
Adestrador de cães
Pessoa extremamente irritante que consegue fazer coisas em dois dias que tu não consegues fazer há quatro anos!
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Aprendendo
O Lucas é uma benção. Tranquilo, saudável, apaixonante. Mas exigente. Ele só mama nas seguintes condições: sem movimentação ao redor, em silêncio (música ele admite) e o mais importante de tudo: comigo totalmente concentrada e dedicada a ele. Nada de celular vibrando, conversa no whats app, mão esticando para pegar alguma coisa, nada de falar com outra pessoa ou fazer algo em paralelo. É um momento só nosso que se eu não respeitar ele já deixou claro que também não respeitará. Em tempos tão mecânicos, onde fazemos dez coisas ao mesmo tempo sem estar realmente prestando atenção a qualquer uma delas, estou aprendendo a ter 100% de respeito por quem está na minha frente com um serzinho de 5 dias.
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
BO
Estivemos ontem na Delegacia de Polícia da Cristóvão para fazer um tal BO. Atendimento nota dez e delegacia vazia como jamais esperei encontrar. Em algum momento comentei com o responsável pelo atendimento que chegava me sentir constrangida por estar ali dando queixa de uma coisa tão pequena. Ele apenas me respondeu:
- Tua queixa é grave perto do que eu escuto todo dia! Aqui na vizinhança é pura intolerância. Dá vontade de ouvir, entregar o cartão de um psicólogo e mandar embora!
Eu só corrigiria dizendo que a intolerância vai muito além da vizinhança e que por este caminho não vamos muito além como sociedade. Haja psicólogo...
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Panquecas
Uma infância inteira dedicada a roubar massa de panqueca sem recheio, essa pilha quentinha na minha frente e eu pensando em rechear! Adulto é um bicho estranho...
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Uber
Vai chamar o Uber e pá, tarifa de 1.4x. Espera os 2 minutos e pá, sobe pra 1.6x. Enquanto fica puta da cara com isso, pá, sobe pra 1.9x. Chuta o pau da barraca e pá, chama o Easy Táxi.
sábado, 5 de novembro de 2016
Desafios
Um dos inúmeros e grandes desafios do final da gravidez: conseguir cortar as unhas dos pés.
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
Sobre a lógica das coisas
Sempre me pergunto quando vai começar a "poda" dos fios e não das árvores.
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Cores
Entrei numa loja de produtos para bebês e perguntei se tinha estojo para bico. Automaticamente veio a pergunta:
- É menino ou menina?
- É transparente.
- Oi?
- O estojo, é transparente. O filho é menino.
- É transparente.
- Oi?
- O estojo, é transparente. O filho é menino.
Senhor, livrai-nos do rosa x azul, amém.
domingo, 23 de outubro de 2016
Pós festa
Acordo com um marido meio morto vivo após noite de festa. Vejo digitar a palavra "ressaca" em um grupo no whats app. Bebe refrigerante de café da manhã. Reclama que não sabe nem como chegou em casa. Volta pra cama e desmaia mais uma vez. Passam cinco minutos disso tudo e ele comenta:
- Queria ir na Oktober do 4o distrito.
Homens e sua incrível capacidade de recuperação!
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Acordo no meio da madrugada com uma azia de dar dó. Penso na meia dúzia de docinhos que comi no casamento. Me arrependo. Vou dormir no sofá, sentada, pra me sentir melhor. Acordo e como duas torradinhas. Prometo nunca mais comer doce enquanto estiver grávida. Passam cinco minutos disso tudo e comento:
- Vou lá comer meu Bem-casado.
Mulheres e sua incrível capacidade de mudar de ideia!
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Fim de ano
- Trinta e duas semanas amanhã meu amor...
- É... contagem regressiva!
- Bah... é muito pouco tempo.
- Terror e pânico, tipo acompanhar os jogos do Inter!
- É... contagem regressiva!
- Bah... é muito pouco tempo.
- Terror e pânico, tipo acompanhar os jogos do Inter!
Dezembro prometendo fortes emoções.
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
Cérebro desligado
E então eu perdi um aniversário no dia 11 pois eu jurei que tal dia só seria no domingo que vem, aliás, no mesmo fim de semana de outro aniversário, este segundo marcado para o dia 17, que eu estava certa que seria no sábado que vem à tarde. Então marquei um churrasco neste mesmo sábado e também a vinda dos meus afilhados, mas no momento que fiz isso, já tinha mentalmente decidido que o aniversário do dia 17 era somente lá na semana que vem e que não haveriam conflitos! Não sei se confundi o feriado do dia 7 com o do dia 20 de setembro (não que as minhas datas passassem a fazer sentido com esta confusão...), ou se mesmo sem feriados teria feito essa atrapalhação toda, mas deixo aqui um registro: Lucas, devolve o cérebro da tua mãe assim que tu nascer, combinado?
sábado, 27 de agosto de 2016
Quarentonas
Depois de dois dias de curso, pergunto pro Guilherme quem são os colegas dele. Ele, conhecendo a mulher ciumenta que tem, responde calmamente:
- Só eu, um cara e umas quarentonas.
Querido! Claramente me tranquilizando por serem apenas "senhoras"!
(Kelen, esposa do Guilherme, 39 anos)
domingo, 14 de agosto de 2016
O primeiro dia dos pais
Sempre achei meio injusta a divisão definida pela natureza na hora de ter filhos: uma pessoa carrega a criança por nove meses na barriga, vê seus hormônios e seu corpo virarem de ponta cabeça, enquanto a outra segue com a vida absolutamente normal. Achava isso até ficar grávida e descobrir que é justamente nessa hora que a gente descobre quem está com a gente e o valor que esse alguém tem. Porque ao lado de quem não carrega o filho na barriga, existe um ser em constante transformação que precisa ser compreendido, tolerado, consolado, amado e que precisa dividir todas essas transformações mesmo que para o outro elas sejam tão menos evidentes. E a tarefa de estar ao lado, acompanhando e dividindo tudo isso, pode parecer muito mais leve, mas requer muito esforço também. Hoje eu entendo que esses nove meses são vividos intensamente em dupla e que um pai de verdade nasce e mostra o parceiro que é durante a gravidez.
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
O troco
Maturidade no telemarketing:
- Bom dia, eu falo com a senhora Kelen?
- Sim, sou eu, o que seria?
- Senhora Kelen, eu falo em nome da Editora Abril...
- Ah, obrigada, mas eu não tenho interesse na assinatura de nenhuma revista no momento, tá?
- E eu por acaso já fiz alguma proposta, meu anjo?
- Não fez, mas tenho certeza que vai fazer.
- A senhora não tem como saber.
- Ah tá bom. O que a Editora Abril quer comigo então que não seja assinar alguma revista?
- Não queria saber, agora não vou falar. Tchau.
- Sim, sou eu, o que seria?
- Senhora Kelen, eu falo em nome da Editora Abril...
- Ah, obrigada, mas eu não tenho interesse na assinatura de nenhuma revista no momento, tá?
- E eu por acaso já fiz alguma proposta, meu anjo?
- Não fez, mas tenho certeza que vai fazer.
- A senhora não tem como saber.
- Ah tá bom. O que a Editora Abril quer comigo então que não seja assinar alguma revista?
- Não queria saber, agora não vou falar. Tchau.
Só faltou complementar me chamando de "sua boba feia".
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
Cultura geral no táxi
No domingo, quando cheguei em Porto Alegre, peguei um táxi na rodoviária. A motorista era uma mulher que já no começo do trajeto começou a ajeitar o sutiã desesperadamente dizendo que não aguentava mais aquilo apertando tudo. Me solidarizei com ela e disse que entendia bem, especialmente agora grávida. Pra que...
- Ah, tu tá grávida? Já incomoda agora é? Ra. Tu vai ver quando for amamentar que teus peitos vão parecer duas bolas de fogo. Esquenta, parece que vai explodir. Mas eu só amamentei até três meses. Dizem que é pouco mas quer saber? Nunca faltou saúde pra minha filha. Na última mamadeira da noite eu colocava Mucilon, sabe? Ela aqui ó (imita uma criança mamando) mamava tudo e dormia feliz a noite toda. Até hoje ela tem a pele que é uma porcelana, tenho certeza que foi o arroz do Mucilon!
E eu, nessa vida de Uber, água e balinha, já tinha até esquecido quanta cultura uma viagem de táxi pode trazer!
Pokemon Go
Hoje no final da manhã vi montes de Pokémons. Foi uma meia hora depois de tomar um antialérgico de respeito. Repentinamente formas estranhas e coloridas surgiram na minha frente e então segui elas até a minha cama. Só não consegui caçar nenhum pois dormi dois segundos depois de ter essas visões.
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Olha o passarinho
Enquanto esperava a chamada pra fazer meu passaporte, observava as mulheres que atendiam na hora da foto:
- Levanta um pouco o queixo (click), um pouco pra esquerda (click), só dá uma viradinha (click), isso (click).
Quando fui chamada não foi por nenhuma delas, mas sim por um negão sorridente que assim que viu que eu era de Gramado engatou uma conversa sobre turismo e Natal Luz. Na hora da foto apenas orientou:
- Coloca a cadeira bem no meio do painel, isso. (Click). Deu.
- Só uma?
- Eu posso tirar cem, tu não vai gostar de nenhuma mesmo, ficamos com a primeira.
- Só uma?
- Eu posso tirar cem, tu não vai gostar de nenhuma mesmo, ficamos com a primeira.
A fila imensa agradece. Já eu, torço pra que a foto que ele me mostrou estivesse distorcida na tela...
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Comecinho
Deixo aqui mais uma dica da série "Como ter um convívio harmônico com grávidas".
Observem o diálogo abaixo:
Observem o diálogo abaixo:
- Grávida? Que amor, de quanto tempo?
- 18 semanas.
- Ah, bem no comecinho.
- 18 semanas.
- Ah, bem no comecinho.
Algumas observações sobre a palavra "comecinho":
- Se formos apelar pra matemática simples e pura, 18 é a metade de 36, 36 está bem próximo de 40, logo, estamos falando do meinho e não do comecinho.
- A grávida em questão provavelmente está enjoando até as tripas há 3 ou 4 meses (dividam o número de semanas por quatro e terão um número aproximado em meses! bingo!), está com uma azia que parece que instalaram um maçarico dentro dela, vê a balança aumentar mais rápido que o dólar em meio a crise financeira. Ela ama estar grávida, mas ela também ama saber que isso vai acabar logo, não me venham com comecinho.
- Ainda que seja realmente o comecinho, grávidas não são fãs da palavra comecinho. Comecinho é sinônimo de altos riscos, e ela sabe disso melhor do que ninguém, então ninguém precisa lembra-lá dessa questão. Sorria e pergunte o sexo, a data ou o nome, mas engole o tal do comecinho.
- Algumas pessoas tentam engravidar por 1, 2, 3, 5 anos. Especialmente nestes caso, faltar apenas alguns meses, sejam lá quantos forem, é praticamente um milagre dos céus, tu não tens noção de quanto tempo faz que acabou o comecinho!!!
Resumo da dica: evitem a palavra começo, comecinho, ou qualquer outra derivação da dita cuja. Enfiem logo a mão na barriga da mulher que provavelmente cause menos fúria!
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Se essa rua fosse minha
Quando vim morar na Felipe Neri, uma das primeiras coisas que me fez ter calafrios foram os guardadores de carro da esquina da Freire Alemão. Metidos e espalhafatosos (barraqueiros pra ser mais exata), eu agradecia não precisar estacionar na rua e ter que cair na mão deles. O tempo foi passando, eles seguiram metidos, espalhafatosos e barraqueiros, mas comecei a me dar conta que eles fazem parte da rua. Eles são mais educados do que pessoas do meu próprio prédio que cruzam comigo na garagem e dispensam um simples bom dia. Eles ajudam pessoas perdidas em frente a prédios, sabem até quando o interfone de alguém está estragado. O pessoal do prédio da esquina, ganha a chance de não ter que pegar a Silva Jardim, já que eles dão uma trancadinha no trânsito pra que eles possam ir direto pela Freire Alemão (fico imaginando a felicidade deste pessoal que não vai encarar a Mariland trancada na hora do rush). Eles conhecem as minhas cachorras e conversam com elas a cada passeio. Dia desses nos convidaram pra festa junina no novo bar da rua, dias depois ajudaram o Guilherme a carregar um saco de lenha. Mas me ganharam de vez dias atrás quando a única mulher do grupo gritou "que amor, elas vão ganhar um irmãozinho!" e veio na direção da barriga pública saber maiores detalhes... Como eu disse, eles seguem metidos, espalhafatosos e barraqueiros, mas hoje em dia em vez de ameaçada eu me sinto até mesmo protegida!
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Sem raça definida
Dia desses tava passeando com as minhas cuscas quando um Chow Chow sem guia que estava ao lado do seu dono enquanto este almoçava, saiu correndo em direção a elas latindo. Enroscada em guias, sem chances de conseguir colocar duas cachorras no colo e aos gritos de cachorros e garçons, tentava eu segurar o tal Chow Chow, que de simpático e amigável não tinha nada, enquanto o dono sequer levantou, apenas chamou seu cachorro enquanto balançava a cabeça em repreensão aos latidos das minhas cachorras e não ao ataque do seu cão e em nenhum momento cogitou se desculpar.
Agora a pouco passeava em frente a Tok Stok quando um labrador sem coleira e sem guia (e com um temperamento um tanto atípico para a raça) que estava ao lado da sua dona que abria uma garagem, atravessou a rua correndo e latindo em direção a elas. Enroscada em guias, sem chances de conseguir colocar duas cachorras no colo e aos gritos e latidos de cachorros e manobristas do estacionamento, tentava eu segurar o tal labrador, que de simpático e amigável não tinha nada, enquanto a dona buscava uma coleira atravessava a rua e chegava dizendo "Tu quer brincar mas elas são brabas, não querem brincar contigo", e atravessou a rua sem em nenhum momento cogitar se desculpar.
Ri Sozinha, quase com vontade de chorar. Elas podem ser brabas, loucas, histéricas, mas andam na rua de guia, como manda meu bom senso. É incrível como algumas pessoas são irresponsáveis e egoístas e não sabem conviver em sociedade, seja com pessoas ou com animais. É incrível como essas mesmas pessoas olham com ar de desprezo pra duas vira-latas como se ter cachorros de raça fizesse deles pessoas melhores. Que pena eu tenho desses cachorros. Não por serem de raça, mas por serem dessas pessoas.
Agora a pouco passeava em frente a Tok Stok quando um labrador sem coleira e sem guia (e com um temperamento um tanto atípico para a raça) que estava ao lado da sua dona que abria uma garagem, atravessou a rua correndo e latindo em direção a elas. Enroscada em guias, sem chances de conseguir colocar duas cachorras no colo e aos gritos e latidos de cachorros e manobristas do estacionamento, tentava eu segurar o tal labrador, que de simpático e amigável não tinha nada, enquanto a dona buscava uma coleira atravessava a rua e chegava dizendo "Tu quer brincar mas elas são brabas, não querem brincar contigo", e atravessou a rua sem em nenhum momento cogitar se desculpar.
Ri Sozinha, quase com vontade de chorar. Elas podem ser brabas, loucas, histéricas, mas andam na rua de guia, como manda meu bom senso. É incrível como algumas pessoas são irresponsáveis e egoístas e não sabem conviver em sociedade, seja com pessoas ou com animais. É incrível como essas mesmas pessoas olham com ar de desprezo pra duas vira-latas como se ter cachorros de raça fizesse deles pessoas melhores. Que pena eu tenho desses cachorros. Não por serem de raça, mas por serem dessas pessoas.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Nota Legal (?)
Como odiar a Nota Fiscal Eletrônica antes mesmo de começar a usar a dita cuja:
"Utilizar os navegadores Mozilla Firefox ou Internet Explorer".:.
Segunda-feira, primeira nota fiscal eletrônica a ser emitida, tudo vai bem até que ao pedir para gerar a dita cuja dá problema no applet, seja lá o que for isso. Ligo pro meu suposto suporte técnico que pede pra acessar meu computador. Ao verificar que estou no site da Nota Legal no Firefox pergunta um tanto indignado:
- E eu posso saber porque tu estás usando o Firefox?
- Porque eu odeio o Explorer te ajuda?
- Nós não damos suporte no Firefox.
- E eu posso saber porque vocês não me avisaram?
- E porque eu deveria te avisar?
- Justamente por vocês serem o meu suporte e provavelmente saberem tanto quanto eu que o Explorer é um navegador de merda falido!?
- Porque eu odeio o Explorer te ajuda?
- Nós não damos suporte no Firefox.
- E eu posso saber porque vocês não me avisaram?
- E porque eu deveria te avisar?
- Justamente por vocês serem o meu suporte e provavelmente saberem tanto quanto eu que o Explorer é um navegador de merda falido!?
Em meio a tantas gentilezas, ele seguiu me atendendo mesmo assim, até verificar que nada roda no meu explorer, a começar pelo nosso adorável Java! Eis que então, sem nenhuma vergonha na cara sugere.
- Tu já pensaste em trocar de computador?
E tu, meu anjo, já pensaste em ir lá onde tu sabe onde hoje? Afinal, segunda-feira, Java, Explorer, NF eletrônica, é muito amor envolvido!
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Vitamina A
Pior que escovar os dentes com hipoglós é não ter em que colocar a culpa por ter sido eu mesma quem colocou o tubo do dito cujo junto da pasta de dente. Menos mal que era Hipoglós Amêndoas!
quinta-feira, 30 de junho de 2016
Vocabulário
Impressionante o poder que essa tal de gravidez exerce sobre as pessoas.
.:.
Tenho o péssimo hábito de ser um tanto explosiva no trânsito. Sozinha, dentro do carro, sem que ninguém me ouça (o que torna a explosão ainda mais inútil), xingo motoristas, azuizinhos e pedestres sem dó nem piedade. Hoje mesmo logo depois de ser fechada por um infeliz qualquer em um cruzamento - o que me fez quase bater além de ter sido obrigada a ficar parada em cima da faixa de segurança - não poupei adjetivos ao responsável:
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Tenho o péssimo hábito de ser um tanto explosiva no trânsito. Sozinha, dentro do carro, sem que ninguém me ouça (o que torna a explosão ainda mais inútil), xingo motoristas, azuizinhos e pedestres sem dó nem piedade. Hoje mesmo logo depois de ser fechada por um infeliz qualquer em um cruzamento - o que me fez quase bater além de ter sido obrigada a ficar parada em cima da faixa de segurança - não poupei adjetivos ao responsável:
- Isso, seu fdp, fo#@ com tudo seu pau no * dos infernos.
Meio segundo depois lembrei que tenho uma pessoinha dentro de mim, morri de vergonha e repeti também em voz alta (mas um tanto mais doce e calma):
- Não foi nada Luquinhas, só um motorista mal educado que atravessou o nosso caminho.
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Impressionante mesmo o poder que essa tal de gravidez exerce sobre as pessoas. E que pelo amor de Deus esse poder melhore meu vocabulário antes dessa pessoinha começar a me ouvir!
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Impressionante mesmo o poder que essa tal de gravidez exerce sobre as pessoas. E que pelo amor de Deus esse poder melhore meu vocabulário antes dessa pessoinha começar a me ouvir!
Bom senso
Ontem, enquanto revirava os olhos só de olhar a fila de carros vermelhos da rodoviária, me aproximei pra falar com o fiscal e avisar que precisava de um táxi que aceitasse cartão. Ele perguntou para uns seis, sete taxistas que sinalizaram que não, até que um deles afirmou que aceitava e veio me buscar. Já a caminho de casa, o motorista - pra lá de simpático e sensato - comenta comigo:
- E depois esses merdas não entendem porque o Uber está tomando o lugar deles!
E certíssimo em usar "deles" e não "nosso", porque sempre vai ter espaço pra quem vê na concorrência um incentivo pra fazer melhor!
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Hein?
Escrevi meu nome em uns 18 documentos no correio. Quando o atendente foi digitar no computador perguntou:
- É Karen, né?
Lembrar de melhorar não apenas a dicção, mas também a letra.
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Medidas
Fui ao encontro do Guilherme na volta do trabalho pra contar da Eco!
- Tu viu que amor? Conseguiu identificar o tico?
- Sim, consegui!
- E ele cresceu um monte, tem 18 centímetros!
- Nossa! Que grande!
- O Lucas né meu amor, não o tico!
- Sim, consegui!
- E ele cresceu um monte, tem 18 centímetros!
- Nossa! Que grande!
- O Lucas né meu amor, não o tico!
Homens né, nunca se sabe, achei melhor explicar...
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Carro envenenado
Um motoboy me avisa na sinaleira que meu pneu está furado. Paro assim que possível e confirmo a situação. Ligo pro marido, dono do carro (e que trabalha lááá no polo), já que não sei sequer qual é o seguro:
- Oi, tô aqui no Bom Fim, com um pneu furado, não sei o que fazer.
- Bah, o dianteiro esquerdo?
- Isso, como tu sabe?
- Tinha um parafuso cravado nele.
- Bah, o dianteiro esquerdo?
- Isso, como tu sabe?
- Tinha um parafuso cravado nele.
Como não matar, digo, amar!
terça-feira, 14 de junho de 2016
Cortem a cabeça!
A gravidez é um momento mágico. Por mais que a gente se controle pra não espalhar por aí tão cedo, a verdadeira vontade ao ver o resultado do HCG é de subir no primeiro ônibus e falar pro cobrador: bom dia, tô grávida! E as reações costumam ser tão legais, que a vontade só aumenta.Tem mão na barriga (e te lembram frequentemente que agora ela é pública), as perguntas tradicionais "é menino ou menina?", "pra quando é?", "já escolheram o nome?", "tá enjoando?", e respondo a todas sorrindo, mesmo enjoando até as tripas.
Mas tem momentos em que algumas pessoas fazem o comentário fatídico: "não consigo te imaginar mãe!". Ao ouvir esse comentário, instantaneamente me sinto uma cruza de Cruela Devil com Madrasta da Cinderela. Mas faço cara de Branca de Neve olhando a bruxa disfarçada de meiga velhinha com a maçã envenenada na mão, enquanto a verdadeira vontade é atacar de Rainha de Copas e mandar cortar a cabeça.
Mas tem momentos em que algumas pessoas fazem o comentário fatídico: "não consigo te imaginar mãe!". Ao ouvir esse comentário, instantaneamente me sinto uma cruza de Cruela Devil com Madrasta da Cinderela. Mas faço cara de Branca de Neve olhando a bruxa disfarçada de meiga velhinha com a maçã envenenada na mão, enquanto a verdadeira vontade é atacar de Rainha de Copas e mandar cortar a cabeça.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Bacon é vida
Depois de algumas noites tumultuadas com sonhos sem fim, li em algum lugar que era normal grávidas sonharem muito e muitas vezes serem sonhos bem estranhos. Faço jus a esta regra. Já sonhei com um marzão em Gramado costeando a estrada Gramado Canela e inundando o Vale do Quilombo, teve um outro onde surgiu uma onda ao contrário que me levou pra longe de toda minha família que caminhava em uma praia linda, já acordei desesperada por sonhar que não sabia quem era o pai da criança, pra desespero do pai da criança que dormia ao meu lado, sem falar no sonho com o filhote de urso polar que caminhava sobre um duto de ar condicionado comendo macarrão com molho de tomate e outras coisas que estivessem pelo caminho, como os dedinhos de uma criança que ousaram se enfiar na tal tubulação. Pois esta noite fui agraciada com o convite para ser jurada de um concurso que elegeria o melhor bacon de Porto Alegre. Não receitas com bacon, hambúrguer com bacon, não. Apenas finas, sequinhas e crocantes fatias de bacon que deveriam ser servidas e degustadas pelos jurados. Não aprovei nenhuma. E preciso desesperadamente comer uma fina, sequinha e crocante fatia de bacon.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Biscoito da Sorte
Pedimos comida chinesa e ganhamos os tradicionais biscoitos da sorte. Em um dos papeizinhos tinha uma frase que dizia muito sobre o nosso momento atual, então decidimos jogar na Mega os números que estavam do outro lado. Devia ser um sinal!
Saí pra fazer diversas coisas, entre elas jogar na Mega, e quando por fim cheguei na lotérica o papelzinho da sorte já era. OK, entendido, deve ter sido um sinal.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Abstinência
Algumas grávidas sentem falta da cerveja, outras do vinho ou quem sabe ainda de um sushizinho. Eu sinto falta mesmo é de uma boa Neosaldina.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Sério?
Fui fazer uma entrega em uma loja:
- Oi tudo bom, a Kelen está?
- Não, ela saiu.
- Tu podes entregar pra ela?
- Claro, ela sabe o que é?
- Sabe sim.
- E como é o teu nome?
- Kelen.
- Não, não, o TEU nome.
- Pois então, Kelen.
- Sério?
- Sério.
- Não, ela saiu.
- Tu podes entregar pra ela?
- Claro, ela sabe o que é?
- Sabe sim.
- E como é o teu nome?
- Kelen.
- Não, não, o TEU nome.
- Pois então, Kelen.
- Sério?
- Sério.
Mas pelo visto parece piada, né?
quinta-feira, 19 de maio de 2016
X-evento
Estava eu espalhando cadeiras de madeira pelo gramado, quando algumas senhorinhas que visitavam a Quinta pediram se podiam testar. Testaram, aprovaram, queriam até fazer negócio e no meio do assunto resolveram me perguntar:
- O que é que vai ter aqui no final de semana?
- É um evento, o TEDx.
- Ah! Eu sei! É tipo aquele evento que teve ali em Canoas! Depois vão trazer as barraquinhas de X e colocar aqui em volta, né?
- É um evento, o TEDx.
- Ah! Eu sei! É tipo aquele evento que teve ali em Canoas! Depois vão trazer as barraquinhas de X e colocar aqui em volta, né?
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Pesquisa
- Qual a tua renda mensal?
- Depende.
- Em média?
- Não existe média. Se eu somar todos os meses desse ano e dividir por cinco vai ser uma média, mas vai ser uma grande mentira.
- Como assim?
- Janeiro não foi igual a fevereiro, que não foi igual a março, que não foi igual a abril, que não foi igual a maio. Foi tipo uma escada, entende? E a gente tá descendo ela, no caso.
- E junho?
- Devo chegar no térreo, torcendo pra não ter porão!
- Depende.
- Em média?
- Não existe média. Se eu somar todos os meses desse ano e dividir por cinco vai ser uma média, mas vai ser uma grande mentira.
- Como assim?
- Janeiro não foi igual a fevereiro, que não foi igual a março, que não foi igual a abril, que não foi igual a maio. Foi tipo uma escada, entende? E a gente tá descendo ela, no caso.
- E junho?
- Devo chegar no térreo, torcendo pra não ter porão!
Não deveria ter topado responder a pesquisa do IBGE em plena segunda-feira.
domingo, 15 de maio de 2016
Talvez eu seja o último romântico
Romance no domingo de manhã é... tu levar café na cama e ele te convidar pra assistir a largada da fórmula 1!
segunda-feira, 2 de maio de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Ironia
“O meu nível de ironia depende sempre do grau do absurdo que fui obrigado a escutar.”
(não sei quem disse, mas poderia ter sido eu)
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Declaração de amor
Enquanto tocava Joss Stone ele me perguntou:
- Quer uma bala ou uma água?
- Aceito uma água.
- Se quiser também tem internet.
- Aceito uma água.
- Se quiser também tem internet.
Desculpa, não consigo parar de declarar meu amor pelo Uber.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
O dia D
Em meio a algum problema ou imprevisto que surja na minha frente, sempre pergunto praqueles que podem me ajudar a resolver: é difícil ou é impossível? E essa resposta pode mudar tudo!
terça-feira, 5 de abril de 2016
Sete Belos
A criança entra no Uber e se emociona:
- Bah! Sete Belos! Vou até tirar uma foto!
- Desculpa ser pirulito, não achei a bala mas como sei que todo mundo gosta, foi pirulito mesmo. Eu adoro!
- Eu também! Vou até deixar a bala de café pra próxima.
- Eu não gosto, mas a burguesada da zona sul adora essa bala de café.
- Ela é bem boa.
- Ah não, eu detesto esse gosto de café, torço até pra pessoa não falar muito pra não vir o cheiro aqui na frente!
- Desculpa ser pirulito, não achei a bala mas como sei que todo mundo gosta, foi pirulito mesmo. Eu adoro!
- Eu também! Vou até deixar a bala de café pra próxima.
- Eu não gosto, mas a burguesada da zona sul adora essa bala de café.
- Ela é bem boa.
- Ah não, eu detesto esse gosto de café, torço até pra pessoa não falar muito pra não vir o cheiro aqui na frente!
Ainda bem que ele gosta de framboesa, porque a corrida é longa e eu tô a fim de papo!
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Questionário hospitalar
- Usa drogas?
- Não.
- Fuma?
- Não.
- Bebe?
- Bebo.
- Quanto?
- Quais minhas opções?
- Ocasionalmente?
- Quanto seria isso?
- Bem poucas vezes no mês.
- Qual a próxima alternativa?
- Frequentemente? Muito?
- Quatro vezes por semana é frequentemente?
- É muito.
- Mesmo sendo pouco?
- Fuma?
- Não.
- Bebe?
- Bebo.
- Quanto?
- Quais minhas opções?
- Ocasionalmente?
- Quanto seria isso?
- Bem poucas vezes no mês.
- Qual a próxima alternativa?
- Frequentemente? Muito?
- Quatro vezes por semana é frequentemente?
- É muito.
- Mesmo sendo pouco?
Nunca fui boa nesse negócio de advérbios.
segunda-feira, 21 de março de 2016
Saúde!
Chamei um Uber hoje na hora da chuva. Entrei no carro e pedi pra diminuir o ar pois eu estava molhada, ele diminuiu. Ele ofereceu uma água, eu recusei. Ele ofereceu uma bala, eu aceitei. Ele perguntou se eu queria ouvir música, eu disse que não. Até que eu espirrei doze vezes e ... descobri que dizer "saúde" não entrou na cartilha!
sábado, 19 de março de 2016
As flores de plástico não morrem
Arrumando armários:
- Olha aqui o vaso que a tua madrinha nos deu, abandonado.
- Tira aí, vamos deixar a vista pra lembrar de roubar uma flores na rua uma hora dessas.
- Tira aí, vamos deixar a vista pra lembrar de roubar uma flores na rua uma hora dessas.
Adoro sábados românticos.
Pra não dizer que não falei de política
Trilha sonora do dia:
Sérgio Moro canta "Me dê motivo"
Lula canta "Réu confesso"
Dilma canta "Não vou ficar"
Temer canta "Ela partiu"
Aécio canta "Não quero Dinheiro"
Delcídio canta "Lamento"
Petistas e Tucanos decepcionados cantam "Gostava tanto de você"
Todo mundo junto canta "Que beleza"
Lula canta "Réu confesso"
Dilma canta "Não vou ficar"
Temer canta "Ela partiu"
Aécio canta "Não quero Dinheiro"
Delcídio canta "Lamento"
Petistas e Tucanos decepcionados cantam "Gostava tanto de você"
Todo mundo junto canta "Que beleza"
Imagina? Tipo só pra homenagear o Tim Maia!
sexta-feira, 11 de março de 2016
Manda Nudes
Fui escolhida a consultora para assuntos de celular do meu porteiro.
- Dona Kelen, como eu faço pra não ir pro Face todas as fotos que eu bato? A mulher tá uma arara comigo.
- Mas não vai nada pro Face direto, Seu João, daqui, deixa eu ver.
- Vê aqui, se eu aperto aqui em foto aparece todas minhas fotos!
- Olha, aqui é justamente pra postar a foto, elas estão no teu celular, não no Face! Acho que tua mulher deve andar pegando teu celular...
- Ah, safada! Brigada Dona Kelen.
.:.
- Dona Kelen, como eu faço pra fazer uma vídeo chamada pelo Face? Ou faço pelo whats?
- Aqui ó, pelo Face.
(abro as mensagens do Face dele, aparecem umas sete mulheres na sequência, fico com medo de clicar em alguma). Com qual delas o senhor quer falar, Seu João?
- Não tem como me mostrar sem apertar em nenhuma?
- Eu não vou fazer nada, só te mostrar.
(escolho uma delas, onde última mensagem é uma declaração de amor).
- Aqui ó, só apertar nessa câmera.
- Ahhhh, já entendi, pode me dar aqui. Valeu Dona Kelen.
- Só não vai fazer vídeo chamada agora no serviço, né Seu João?
.:.
E além de não fazer chamada em serviço, que as dúvidas do Seu João nunca envolvam nudes!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Vantajoso
Telefonema diretamente de um 011 que começa com "Boa noite gostaria de falar com a senhora... (pausa pra procurar pra qual foi o último número que ele ligou mesmo) Kelen" boa coisa não é.
- Do que se trata?
- Meu nome é Bruno e falo do Banco Santan...
- Não tenho interesse, obrigada.
- Mas a senhora não me deixou falar.
- Não precisa. Já tenho meu banco, meus cartões, não tenho interesse.
- Mas pode ser vantajoso para a senhora.
- Vão pagar minhas contas? Ela já vai vir com dinheiro depositado? Não, né? Então não vai ser vantajoso.
E não é que o Bruno desligou na minha cara, aquele cretino? Me deu até vontade de virar cliente só pra poder reclamar!
Vai ter shortinho, pero no mucho
Vesti um shortinho agora a pouco, olhei no espelho e me peguei pensando se tava curto demais. Pra sair na rua, pra pegar um ônibus, pra ir no médico. Foi uma auto avaliação rápida que faço diária e instintivamente há sei lá quanto tempo, e que realmente não acho que faça apenas por causa da sociedade, da moral e dos bons costumes, mas por uma questão de bom senso. Decidi que não era curto. Até iria com ele pro colégio. Isso se no meu tempo a regra não fosse calça e jaqueta verde com camiseta branca da primeira a oitava série, seguido de calça e jaqueta preta com listra amarela com camiseta branca no segundo grau. Só que não foi o fato de usar uniforme durante todo esse tempo que me impediu de aprontar as minhas nessa mesma época. Tampouco o comprimento razoável do meu short impede que o mal educado do dono do bar da rua ali do lado me diga gracinhas a cada vez que passo por ele. Por isso não acho que nem as gurias nem a direção do Anchieta estejam totalmente certas ou erradas, seja no pedido ou na proibição. Se houvesse bom senso provavelmente não precisariam ter chegado a essa situação. E o bom senso necessário vai muito além das gurias e da direção do Anchieta.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Em nome do pai
Esperava eu pra fazer um exame quando sentou ao meu lado uma mulher, com um bebê lindo no colo, cor de rosa, cabelos pretos, rechonchudo! Observava ele sorrindo quando minutos depois, ouço chamarem para o exame:
- Lázaro Adílson dos Santos!
E lá se foi o lindo bebê, carregando consigo a bela composição dos nomes de seus dois avôs (ou preencha aqui sua versão)!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Mamilos
Academia, treino novo, turno trocado, um professor diferente me orienta:
- Alinha o peso na linha do teu mamilo.
Te concentra e "malha" depois dessa.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Detox
Expectativa 1: almoçar um delicioso shake.
Realidade 1: em um gole generoso descobrir que o shake veio azedo.
Realidade 1: em um gole generoso descobrir que o shake veio azedo.
Expectativa 2 (após a droga do shake ser prontamente substituído pela empresa responsável): usar uma coqueteleira pra não sujar o liquidificador.
Realidade 2: fechar mal a maldita tampa da droga da coqueteleira e espalhar a porcaria do shake por toda cozinha.
Realidade 2: fechar mal a maldita tampa da droga da coqueteleira e espalhar a porcaria do shake por toda cozinha.
Expectativa do início do dia: fazer um dia de Detox e terminar o dia leve!
Realidade no meio do dia: apaputaquiospariu com 'saporra de Detox.
Realidade no meio do dia: apaputaquiospariu com 'saporra de Detox.
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Lipo
Guilherme divagando sobre o feriadão:
- Churrasquinho sexta, feijoada sábado, festival de pizza domingo, lipoaspiração segunda, é isso.
Isso que ele nem citou os hambúrguers.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Quem?
Lemos uma lista para confirmar o nome de uma moradora do prédio.
O Guilherme me avisa:
- É Dona Yolanda a senhora do décimo primeiro.
- Sério? Sempre chamei ela de Dona Orlanda.
- E a esposa do Guilherme é a Keli.
- Ué. Quem é o Guilherme?
Nem passando por isso todo dia me dei conta que não tem outro Guilherme no prédio e que a Senhora Keli, por supuesto, sou eu. Só pra aprender a chamar a senhorinha do décimo primeiro pelo nome certo!
Três jovens orientais e uma trena - post colaborativo
Bastaram três jovens orientais aparecerem medindo a loja da esquina pra minha imaginação ser ativada.
( ) São japoneses e vou ganhar um Sushi roots na esquina de casa.
( ) São japoneses e vão montar uma escola de origami.
( ) São japoneses e vão abrir uma mini escola de Artes Marciais.
( ) São japoneses e vão instalar uma floricultura só de Bonsais.
( ) São chineses e eu vou a falência com uma loxinha de 1,99 onde tudo começa custando 9,99 e eles vão morar no fundo da loja.
( ) São chineses e vão abrir um Lamen Express.
( ) São chineses e vão abrir uma escola de Mandarim.
( ) São coreanos e vão abrir uma Lan House (ainda existe Lan House?).
( ) São chineses e vão abrir uma lavanderia.
( ) São coreanos e vão abrir um Clube de Dança para ensinar brasileiros a dançar Gangnam Style.
( ) São tupinambás pálidos adotados por Italianos que vão montar uma Oca de Savóia.
( ) São três ninjas e vão abrir uma escola para samurais sem mestre que a propósito se chamam Ronin.
( ) São três norte coreanos que vão abrir uma base para lançamento teste da bomba de hidrogênio.
( ) São três coreanos e eles vão abrir uma churrascaria de só Deus sabe que tipo de carne.
( ) São japoneses e vão abrir a Escola "Aprenda a comer com Hashi".
( ) São 3 São Leopoldenses, que já vieram fantasiados de japoneses pro carnaval de rua da CB, pra não terem que voltar em casa.
( ) São chineses vindos do Arc de Triumf de Barcelona e vão abrir um salão de beleza que faz massagem.
( ) São três norte-coreanos abrindo um salão de cabeleireiros pra comunidade norte-coreana poder cortar seu cabelo igual ao do lider Kim Jong.
( ) São três chapados, de farol baixo que vão abrir uma Coffee Shop quando o Uruguay encampar o RS.
( ) São japoneses e ali vai acontecer o próximo BBB Japão. Como é tudo de vidro, pode espiar a vontade.
( ) São japoneses e vai ser um pet café com coelhos para fazer cafuné. Com Karaokê nos fundos.
( ) São três vietnamitas que pretendem abrir uma tatoo house especializada em dragões, flores-de-lotus, tartarugas e bambu.
Façam suas apostas. Aliás, descobri que não sei nada sobre coreanos.
Update em 10 de março:
Update em 10 de março:
E a resposta certa é:
( X ) Nenhuma das anteriores!
Eles são Coreanos e vão abrir um restaurante Havaiano!
(e eu descobri uma coisa sobre Coreanos: eles são bastante otimistas, pois me garantiram que abre em abril!)
Carnaval
Tava chegando no Moinhos quando passei por uma coelhinha e um pirata. Me deu um lampejo de vontade de pular Carnaval. Tipo Zirigui... deu, passou.
sábado, 30 de janeiro de 2016
O nome do filho
Antes da tempestade, atravessamos a cidade para ir ao aniversário de uma amiga, num condomínio afastado e de difícil acesso. Depois de muita festa sem sinal de celular e sem luz, demoramos pelo menos uma hora para conseguir um táxi. Sabendo de todos os estragos pelas ruas da cidade, quase não acreditei quando vi ele chegando. Pra lá de aliviada por conseguirmos ir embora (pra conferir o estado da casa deixada aberta com duas cachorras dentro), brinco com o taxista:
- Moço, o senhor é um anjo! Quando tiver um filho vou colocar o teu nome!
- Meu nome é Gilmar.
- Meu nome é Gilmar.
É, talvez não seja pra tanto.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Permuta
Telefone toca, possível cliente indicado por uma amiga querendo alguma reforma na sua casa:
- Infelizmente não posso te ajudar... eu só faço projetos residenciais quando já conheço o cliente, me desculpa, por favor não vai me achar uma louca!
- De maneira alguma, agradeço tua honestidade e não vou te achar louca, até porque eu sou psiquiatra!
Quase mudei de ideia e sugeri uma permuta!
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Sobre educação no trânsito
Ando pela rua, ouço uma buzinadinha, espio de canto de olho.
- Delícia!!!
- Cala essa boca!
- Prefere que eu diga que tu é feia?
- Prefiro que tu seja mudo!
- Cala essa boca!
- Prefere que eu diga que tu é feia?
- Prefiro que tu seja mudo!
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Que a força esteja com você
- Vamos no cinema?
- Star Wars?
- Não! Pegando Fogo!
- Ah, esse daqui a pouco tá no Now.
- Não! Pegando Fogo!
- Ah, esse daqui a pouco tá no Now.
E eu fico aqui me perguntando o que o Luke Skywalker tem de melhor que o Bradley Cooper para o segundo não ter que obrigatoriamente ser assistido bem grande!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Beatle George
Desde o dia que o Júpiter Maçã morreu, o Guilherme tenta me fazer ouvir o CD dele que estava no carro. Tenta não porque eu não quisesse ouvir - nunca fui grande conhecedora mas muito curti Cascaveletes na minha adolescência - mas sim pelo CD estar velho e arranhado demais pra isso. Hoje, pegando a estrada mais uma vez, ele limpou o CD até com pasta de dente pra ver se rolava, mas nem assim funcionou. Não se conformou, eu precisava ouvir Beatle George! Assim que chegamos em Montevideo colocamos no YouTube. E talvez por essa coisa emotiva que é o dia 31 de dezembro, fez todo sentido pra mim.
Desde o dia que o Júpiter Maçã morreu, fiquei pensando no contra senso de tudo que eu li sobre ele, fosse contra ou a favor. Resumidamente o cara era um gênio do rock, mas tinha músicas com letras totalmente avessas a moral e aos bons costumes, mas e daí? Foda-se a moral e os bons costumes, é arte. Mas no fim das contas, foi essa subversão toda que acabou com a vida do cara que era um gênio do rock e aí dá pra ficar lendo isso em looping sem necessariamente chegar a conclusão nenhuma. Daria, até eu ouvir Beatle George.
A gente não precisa seguir todas as regras impostas pela sociedade, desde que isso não faça a gente perder de vista aquele menino (ou menina) que queria cantar (ou dançar, ou jogar, ou ser) como o Beatle George.
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